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  • Simples Nacional e IBS/CBS: prazos para 2027 definidos

    Simples Nacional e IBS/CBS: prazos para 2027 definidos

    O Comitê Gestor do Simples Nacional (CGSN), em reunião de 17 de abril de 2026, aprovou por unanimidade a Resolução CGSN nº 186, que estabelece o calendário de opção pelo Simples Nacional e pelo regime regular do IBS e da CBS para o ano-calendário de 2027. A norma é aguardada desde o início do ano e dá previsibilidade às micro e pequenas empresas que precisam decidir como será a sua tributação no primeiro ciclo efetivo da Reforma Tributária do Consumo.

    Por que a Resolução CGSN 186/2026 é estratégica

    O ano de 2026 funciona como fase experimental da Reforma, com IBS e CBS apurados em caráter meramente informativo. A virada ocorre em 2027, quando os novos tributos ganham efeito prático. Para as empresas optantes pelo Simples Nacional, o regulamento passa a oferecer uma alternativa: continuar com o recolhimento unificado previsto na LC 123/2006 ou migrar para o regime regular do IBS e da CBS, que preserva a não cumulatividade plena e o aproveitamento de créditos.

    A escolha exige uma leitura cuidadosa do perfil de faturamento, da cadeia de fornecedores, do mix de clientes (consumidor final ou pessoa jurídica) e da política de preços. O que é vantajoso para um e-commerce de varejo pode não ser para uma indústria de componentes vendidos no B2B.

    Janela de opção: datas que ninguém deve esquecer

    A Resolução CGSN 186/2026 fixou os seguintes prazos:

    Opção pelo Simples Nacional para 2027

    • Período de opção antecipada: de 1º a 30 de setembro de 2026.
    • Vigência: a partir de 1º de janeiro de 2027.
    • Cancelamento irretratável: até 30 de novembro de 2026.
    • Regularização de pendências: até 30 dias após a ciência do indeferimento.

    Opção pelo regime regular de IBS e CBS

    • Período de opção: de 1º a 30 de setembro de 2026, mesma janela do Simples.
    • Vigência: de 1º de janeiro a 30 de junho de 2027.
    • Cancelamento irretratável: até 30 de novembro de 2026.
    • Efeito prático: o IBS e a CBS deixam de ser recolhidos pelo regime simplificado do Simples, passando ao regime regular, sem que a empresa seja excluída do Simples Nacional nos demais tributos.

    O desenho dualista reflete uma das decisões mais relevantes do Comitê: permitir que micro e pequenas empresas testem o regime regular de IBS e CBS sem perder o Simples. A medida abre espaço para uma transição racional, sobretudo para empresas com clientes pessoa jurídica que demandam apropriação integral de créditos tributários.

    Empresas em início de atividade

    Para inscrições de CNPJ efetivadas entre 1º de outubro e 31 de dezembro de 2026, a Resolução prevê regras específicas:

    • Opção pelo Simples Nacional: produz efeitos desde a inscrição do CNPJ e permanece até 31 de dezembro de 2027.
    • Opção pelo regime regular de IBS e CBS: efeitos apenas no período de janeiro a junho de 2027.

    A combinação é inteligente, porque alinha a data de nascimento fiscal da empresa ao calendário tributário, reduzindo o custo de adequação nas primeiras operações.

    Critérios para decidir a opção

    A decisão entre seguir no Simples unificado ou aderir ao regime regular de IBS e CBS não deve ser tomada apenas pelo apetite gerencial. É necessário simular cenários à luz de:

    1. Perfil de clientes: vendas majoritárias para pessoa jurídica tendem a se beneficiar da não cumulatividade do regime regular.
    2. Cadeia de fornecedores: maior concentração de aquisições tributadas pelo IBS/CBS aumenta o potencial de crédito.
    3. Margem operacional: empresas com margens apertadas e forte dependência de insumos tendem a preservar competitividade pelo regime regular.
    4. Complexidade administrativa: o regime regular exige escrituração fiscal mais robusta, com emissão adequada de documentos fiscais, escrituração de créditos e conciliação periódica.
    5. Setor de atuação: serviços com alto valor agregado e poucos insumos podem não ter o mesmo benefício em comparação com operações comerciais.

    Impacto para o contador

    O papel do contador, nesta janela, é técnico e estratégico. Não basta operar a opção no portal do Simples Nacional; é preciso orientar cada cliente a partir de simulações robustas, comparativos de carga efetiva e leitura do fluxo de caixa. A Resolução CGSN 186/2026 materializa o discurso que vinha sendo feito desde 2023: a Reforma Tributária alça o contador a protagonista do planejamento fiscal das pequenas empresas.

    Próximos passos

    Ainda em 2026, é esperado que o Comitê Gestor do IBS e a Receita Federal publiquem atos normativos complementares, com detalhamento de obrigações acessórias, layouts de notas fiscais e manuais operacionais para o regime regular. Acompanhar esses movimentos agora é a forma mais eficaz de chegar a setembro com a decisão amadurecida.

    Conclusão

    A Resolução CGSN 186/2026 coloca o ponteiro do relógio em movimento. Em poucos meses, cada micro e pequena empresa precisará decidir, com base em evidências, qual regime de IBS e CBS preserva competitividade e reduz exposição a risco. No Grupo BRA 360, acompanhamos o passo a passo da Reforma e ajudamos empresas a estruturar a governança fiscal necessária para atravessar 2026 e 2027 com segurança.

    Perguntas frequentes

    Qual norma fixou os prazos para opcao pelo Simples Nacional e pelo regime de IBS/CBS em 2027?

    A Resolucao CGSN n. 186/2026, aprovada por unanimidade em 17 de abril de 2026 pelo Comite Gestor do Simples Nacional, estabelece o calendario de opcao pelo Simples Nacional e pelo regime regular do IBS e da CBS para o ano-calendario de 2027. A norma da previsibilidade as micro e pequenas empresas para a primeira virada tributaria efetiva da Reforma.

    Quais sao as datas de opcao pelo Simples Nacional e pelo regime regular de IBS/CBS para 2027?

    A Resolucao CGSN 186/2026 fixou janela de opcao antecipada de 1. a 30 de setembro de 2026 para ambas as modalidades. A vigencia e a partir de 1. de janeiro de 2027 e o cancelamento irretratavel deve ser feito ate 30 de novembro de 2026. Para o regime regular de IBS/CBS, a vigencia inicial vai de 1. de janeiro a 30 de junho de 2027.

    Uma empresa pode optar pelo regime regular de IBS/CBS em 2027 sem sair do Simples Nacional?

    Sim. A Resolucao CGSN 186/2026 permite que micro e pequenas empresas optem pelo regime regular de IBS e CBS sem perder o Simples Nacional nos demais tributos. O IBS e a CBS deixam de ser recolhidos pelo regime simplificado do Simples, passando ao regime regular, enquanto os outros tributos continuam sendo recolhidos normalmente pelo Simples.

    O que uma empresa deve considerar para decidir entre o Simples Nacional unificado e o regime regular de IBS/CBS?

    A decisao exige simulacao considerando: perfil de clientes (vendas para pessoa juridica tendem a se beneficiar da nao cumulatividade do regime regular), cadeia de fornecedores tributados pelo IBS/CBS, margem operacional e dependencia de insumos, complexidade administrativa do regime regular e setor de atuacao. Servicos com alto valor agregado e poucos insumos podem nao ter o mesmo beneficio.

    Quais regras se aplicam a empresas abertas entre outubro e dezembro de 2026 em relacao ao IBS/CBS 2027?

    Para inscricoes de CNPJ efetivadas entre 1. de outubro e 31 de dezembro de 2026, a opcao pelo Simples Nacional produz efeitos desde a inscricao e permanece ate 31 de dezembro de 2027. Ja a opcao pelo regime regular de IBS e CBS tera efeitos apenas no periodo de janeiro a junho de 2027, alinhando a data de nascimento fiscal da empresa ao calendario tributario.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa já simulou qual regime de IBS e CBS é mais vantajoso para 2027?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Receita Federal do Brasil

  • CBS e IBS: sem multa por falta de campos por 90 dias

    CBS e IBS: sem multa por falta de campos por 90 dias

    A Receita Federal do Brasil e o Comitê Gestor do IBS (CGIBS) esclareceram, em nota conjunta de 2 de abril de 2026, que não haverá aplicação de multas pela falta de registro dos campos da CBS e do IBS em documentos fiscais enquanto não transcorrer o prazo de noventa dias contados da publicação dos regulamentos comuns previstos no Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025. O anúncio desmonta boatos que circularam no setor contábil e devolve previsibilidade às empresas em plena implantação da Reforma Tributária do Consumo.

    O que diz o esclarecimento oficial

    A nota à imprensa divulgada pelo Ministério da Fazenda foi direta em três pontos: (i) não há, no momento, base normativa para aplicação de multas pela ausência dos novos campos; (ii) o prazo de adaptação corre até o primeiro dia do quarto mês posterior à publicação dos regulamentos; e (iii) eventuais notícias sobre autuações imediatas são falsas. O comunicado resolve uma dúvida recorrente de empresas de todos os portes, em especial aquelas que ainda estão atualizando seus sistemas de emissão de notas fiscais, ERP e escrituração digital.

    Por que 2026 é considerado ano-teste

    De acordo com as orientações conjuntas da RFB e do CGIBS, 2026 é uma fase experimental da Reforma Tributária. Durante todo o ano, o cálculo do IBS e da CBS será feito em caráter meramente informativo, desde que o contribuinte cumpra as obrigações acessórias. Na prática, isso significa que:

    • As empresas precisam emitir documentos fiscais com os novos campos e estruturar seus sistemas para apurar e demonstrar o IBS e a CBS.
    • Os tributos não produzem efeitos financeiros imediatos em 2026, uma vez que as alíquotas iniciais (0,1% para CBS e 0,9% para IBS) serão compensadas pela redução correspondente de PIS e Cofins.
    • O ano-teste permite que o ecossistema, incluindo fiscos, empresas e fornecedores de software, valide o funcionamento do modelo antes do início efetivo da cobrança.

    Essa lógica equivale a um ambiente de homologação em escala nacional, em que pequenos desvios de layout, interpretação ou operação podem ser corrigidos sem impacto sancionatório.

    Prazo de 90 dias: como ele é contado

    A regra é simples de enunciar, mas exige atenção para ser aplicada. O prazo de noventa dias começa a correr a partir da publicação dos regulamentos comuns citados no Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 1/2025. Somente após essa data a omissão do preenchimento dos campos da CBS e do IBS nos documentos fiscais poderá atrair multa. Em outras palavras, as empresas ganham uma janela adicional de adaptação após o marco regulatório final.

    O alerta, porém, é técnico: empresas que ainda não iniciaram o ajuste de seus sistemas ou que não treinaram suas equipes estarão em desvantagem quando o prazo vencer. Quanto mais próximo da data limite, mais escassos ficam os recursos especializados e maiores os riscos operacionais.

    Quem precisa agir agora

    A faixa de empresas afetadas é ampla e inclui, especialmente:

    1. Indústrias e atacadistas, que operam com layouts complexos de notas fiscais de produtos.
    2. Empresas de serviços que emitem NFS-e e precisam acompanhar o Módulo de Apuração Nacional do ISSQN.
    3. Companhias com operações interestaduais, sujeitas ao cruzamento entre obrigações do IBS estadual/municipal e da CBS federal.
    4. Comércios eletrônicos e marketplaces, que lidam com alto volume transacional e múltiplos regimes aduaneiros.

    Cada perfil demanda um plano específico: revisão do cadastro de produtos, atualização da tabela de classificação fiscal, mapeamento de créditos, ajustes em layouts de XML e testes integrados com contadores e fornecedores.

    Objetivo declarado: previsibilidade e redução do Custo Brasil

    A Receita Federal destacou que o esclarecimento busca oferecer previsibilidade ao contribuinte, reduzir o chamado Custo Brasil e unificar obrigações acessórias entre esferas governamentais. Na leitura técnica, isso reforça a estratégia de transição construída desde a promulgação da Emenda Constitucional 132/2023 e sinaliza maturidade do órgão em lidar com o ambiente de implantação. O recado ao mercado é que o Fisco prefere colaboração à autuação, desde que o contribuinte demonstre esforço genuíno de adaptação.

    Riscos de se acomodar

    É importante separar a ausência de multa neste momento da ideia de que a Reforma está suspensa. Empresas que usarem o prazo adicional para adiar o ajuste de sistemas assumem três riscos concretos:

    • Apagão operacional próximo ao fim do prazo, quando consultorias e TI estarão sobrecarregados.
    • Distorção de dados históricos, com impacto direto nas escriturações de 2027 e nos créditos a serem apropriados.
    • Exposição ao Fisco, uma vez que inconsistências antigas tendem a aparecer em cruzamentos automatizados da CBS e do IBS.

    Recomendações práticas

    Para transformar a janela de 90 dias em vantagem competitiva, o Grupo BRA 360 recomenda:

    1. Auditoria dos documentos fiscais emitidos nos últimos 12 meses, identificando lacunas de cadastro e classificação.
    2. Revisão contratual com fornecedores de software e ERP, com exigência explícita de aderência aos layouts de IBS e CBS.
    3. Plano de capacitação das equipes fiscal, contábil e comercial, já que a Reforma altera rotinas rotineiras de preço e emissão de notas.
    4. Monitoramento diário das publicações oficiais, porque a contagem do prazo depende do marco regulatório final.

    Conclusão

    A confirmação de que não haverá multas antes dos 90 dias representa uma oportunidade bem calibrada de transição, e não um cheque em branco para adiar ajustes. Empresas que capturarem esse tempo com planejamento, tecnologia e governança chegarão a 2027 com um ativo estratégico: clareza sobre a própria operação sob o novo regime. O Grupo BRA 360 está acompanhando cada etapa da Reforma Tributária e apoia as empresas a construírem esse caminho com segurança.

    Perguntas frequentes

    As empresas podem ser multadas em 2026 por não preencher os campos de CBS e IBS nas notas fiscais?

    Nao. A Receita Federal e o Comite Gestor do IBS esclareceram, em nota conjunta de 2 de abril de 2026, que nao havera aplicacao de multas pela falta de registro dos campos da CBS e do IBS enquanto nao transcorrer o prazo de noventa dias contados da publicacao dos regulamentos comuns previstos no Ato Conjunto RFB/CGIBS n. 1/2025.

    Por que 2026 é considerado um ano-teste da Reforma Tributária?

    Em 2026, o calculo do IBS e da CBS e feito em carater meramente informativo. As aliquotas iniciais (0,1% para CBS e 0,9% para IBS) serao compensadas pela reducao correspondente de PIS e Cofins, sem efeitos financeiros imediatos. O objetivo e que empresas, fiscos e fornecedores de software validem o funcionamento do modelo antes do inicio efetivo da cobranca.

    Como e contado o prazo de 90 dias para que a falta dos campos de CBS e IBS passe a gerar multa?

    O prazo de noventa dias comeca a correr a partir da publicacao dos regulamentos comuns citados no Ato Conjunto RFB/CGIBS n. 1/2025. Somente apos essa data a omissao do preenchimento dos campos da CBS e do IBS em documentos fiscais podera atrair multa. As empresas ganham uma janela adicional de adaptacao apos o marco regulatorio final.

    Quais tipos de empresa precisam agir com mais urgência para adequar seus sistemas ao CBS e IBS?

    A faixa de empresas mais afetadas inclui industrias e atacadistas com layouts complexos de notas fiscais, empresas de servicos que emitem NFS-e, companhias com operacoes interestaduais sujeitas ao cruzamento entre IBS estadual/municipal e CBS federal, e comercios eletronicos e marketplaces com alto volume transacional. Cada perfil exige revisao especifica de cadastro, classificacao fiscal e testes de integracao.

    O que a Receita Federal declarou como objetivo do esclarecimento sobre CBS e IBS em 2026?

    A Receita Federal destacou que o esclarecimento busca oferecer previsibilidade ao contribuinte, reduzir o Custo Brasil e unificar obrigacoes acessorias entre as esferas governamentais. A medida reafirma a estrategia de transicao construida desde a promulgacao da Emenda Constitucional 132/2023 e sinaliza maturidade do orgao em lidar com o ambiente de transicao tributaria.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa já iniciou a adequação aos campos de CBS e IBS?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Receita Federal do Brasil

  • Programas Confia e Sintonia: Prazo até Fevereiro

    Programas Confia e Sintonia: Prazo até Fevereiro

    O prazo final para as empresas convidadas aderirem aos programas Confia e Sintonia, promovidos pela Receita Federal, encerra-se no próximo dia 20 de fevereiro. Essas iniciativas representam um marco no novo modelo de conformidade tributária cooperativa no Brasil.

    Os projetos têm como foco principal fortalecer a transparência na relação entre o Fisco e os contribuintes. Além de reduzir o volume de litígios, o modelo busca incentivar a autorregularização, premiando companhias que já possuem um histórico sólido de regularidade fiscal com um canal de diálogo mais próximo e direto com a Receita.

    Vale a pena aderir? A visão estratégica sobre o Programa Confia

    Para o tributarista José Luis Brazuna, especialista do escritório BRATAX, o ingresso nesses programas exige uma avaliação criteriosa por parte das diretorias.

    “A decisão da empresa convidada a participar do Programa Confia deve ser feita de modo estratégico. Para aquelas que já possuem uma estrutura de compliance tributário robusta e consistente, a participação pode ser uma oportunidade valiosa”, explica Brazuna.

    Segundo o especialista, as principais vantagens para empresas preparadas incluem:

    • Estabelecimento de uma relação de diálogo transparente com a Receita Federal;
    • Prevenção e mitigação de contingências fiscais;
    • Maior segurança jurídica para a gestão financeira e fiscal do negócio.

    A importância da Governança Tributária

    Especialistas do setor são unânimes em apontar que companhias com uma governança tributária bem estruturada tendem a extrair o máximo de benefícios desse modelo cooperativo.

    Por outro lado, empresas que ainda estão em fase de organização interna devem utilizar o momento para avaliar seus processos. Fazer os ajustes necessários antes da adesão é fundamental para garantir que o ingresso nos programas Confia e Sintonia traga resultados positivos e sustentáveis a longo prazo.

    Perguntas frequentes

    O que sao os programas Confia e Sintonia da Receita Federal?

    O Confia e o Sintonia sao programas de conformidade tributaria cooperativa promovidos pela Receita Federal com foco em fortalecer a transparencia na relacao entre o Fisco e os contribuintes. O modelo busca incentivar a autorregularizacao, premiando empresas com historico solido de regularidade fiscal com um canal de dialogo mais proximo e direto com a Receita, alem de reduzir o volume de litigios tributarios.

    Qual era o prazo para adesao aos programas Confia e Sintonia?

    O prazo final para as empresas convidadas aderirem aos programas Confia e Sintonia encerrou-se no dia 20 de fevereiro. As iniciativas representam um marco no modelo de conformidade tributaria cooperativa no Brasil, priorizando empresas que ja possuem estrutura de compliance tributario e historico de regularidade fiscal.

    Quais sao as vantagens de aderir ao Programa Confia para empresas preparadas?

    Segundo o tributarista Jose Luis Brazuna, do escritorio BRATAX, as principais vantagens para empresas com compliance tributario estruturado sao: estabelecimento de relacao de dialogo transparente com a Receita Federal, prevencao e mitigacao de contingencias fiscais e maior seguranca juridica para a gestao financeira e fiscal do negocio.

    Quais empresas devem ter cautela antes de aderir ao Programa Confia?

    Empresas que ainda estao em fase de organizacao interna de seus processos tributarios devem avaliar cuidadosamente antes de aderir. Especialistas recomendam que essas empresas utilizem o momento para identificar e corrigir fragilidades nos processos antes da adesao. Fazer os ajustes necessarios e fundamental para garantir que o ingresso nos programas Confia e Sintonia traga resultados positivos e sustentaveis.

    Como a governanca tributaria influencia os resultados nos programas Confia e Sintonia?

    Especialistas sao unanimes em apontar que empresas com governanca tributaria bem estruturada tendem a extrair o maximo dos beneficios do modelo cooperativo. A decisao de adesao deve ser feita de forma estrategica pelas diretorias, considerando a maturidade dos processos internos de conformidade. Uma estrutura solida de compliance e o que permite aproveitar o canal de dialogo direto com a Receita Federal de forma eficaz.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa tem governanca tributaria suficiente para aderir ao Programa Confia?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Portal Contábeis