Grupo BRA360

Categoria: Gestão Financeira e Planejamento

Tudo o que você precisa saber para manter as finanças da sua empresa organizadas e sustentáveis. Aqui abordamos fluxo de caixa, elaboração de orçamentos, projeções financeiras e estratégias para otimizar o capital de giro — porque uma gestão financeira sólida é a base de qualquer negócio que queira crescer com segurança.

  • Selic cai para 14,5%: impacto nas empresas

    Selic cai para 14,5%: impacto nas empresas

    A taxa Selic foi reduzida para 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) em abril de 2026, marcando o segundo corte consecutivo realizado pelo Banco Central do Brasil. Embora o movimento seja positivo, a Selic ainda permanece em patamar elevado, pressionando o custo do crédito e impactando diretamente a gestão financeira de empresas de todos os portes. Para contadores, gestores e empresários, compreender os efeitos dessa decisão é essencial para um planejamento financeiro estratégico.

    O que levou o Copom a cortar os juros?

    Após manter a taxa básica em 15% ao ano entre junho de 2025 e março de 2026, o Banco Central iniciou um ciclo gradual de afrouxamento monetário. Em março de 2026, a Selic foi reduzida para 14,75% ao ano, e em abril o Copom promoveu novo corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14,5%.

    O cenário, porém, permanece desafiador. As tensões geopolíticas globais, especialmente a guerra no Oriente Médio, impulsionaram os preços de combustíveis e alimentos, dificultando o controle da inflação e limitando a capacidade de o Copom promover cortes mais expressivos. Em maio de 2026, a decisão do comitê foi marcada pela cautela diante das incertezas internacionais e da expectativa de inflação ainda pressionada.

    Impacto no crédito para empresas

    A redução da Selic, mesmo que gradual, tende a baratear o custo do crédito ao longo do tempo. Na prática, taxas de empréstimos bancários, financiamentos e linhas de capital de giro costumam seguir a trajetória dos juros básicos, ainda que com defasagem.

    Entretanto, com a Selic ainda em 14,5% ao ano, o crédito permanece caro para a maioria das empresas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou o corte como “tímido” e alertou que o nível atual dos juros “mantém o custo do crédito em patamar elevado”, comprometendo investimentos e a competitividade do setor produtivo.

    Empresas que dependem de financiamentos para capital de giro ou para expansão ainda enfrentam condições restritivas. O endividamento corporativo e das famílias bate recordes sucessivos, e o custo do serviço da dívida consome parcela crescente do caixa das organizações.

    Efeitos sobre o fluxo de caixa e o planejamento financeiro

    Para a gestão financeira das empresas, o atual ciclo de juros exige atenção redobrada a três frentes principais:

    1. Revisão de contratos de crédito

    Empresas com contratos de crédito atrelados à taxa DI ou ao CDI podem negociar condições mais favoráveis com instituições financeiras à medida que a Selic recua. É o momento de revisar linhas de crédito rotativo, conta garantida e contratos de desconto de recebíveis, buscando spreads menores.

    2. Gestão de investimentos financeiros

    A queda da Selic reduz a rentabilidade de aplicações conservadoras indexadas ao CDI, como CDBs e fundos de renda fixa pós-fixados. Empresas com reservas de caixa devem avaliar a diversificação para instrumentos de maior prazo ou indexados à inflação (IPCA), preservando o poder de compra do capital ocioso.

    3. Planejamento de endividamento e estrutura de capital

    Em um ambiente de juros ainda elevados, o custo de capital próprio versus capital de terceiros deve ser recalculado. Decisões sobre tomada de novos empréstimos, emissão de debêntures ou captação via equity precisam levar em conta o patamar atual e as projeções de queda gradual da Selic ao longo de 2026 e 2027.

    Setor produtivo cobra cortes mais intensos

    A indústria, o comércio e o agronegócio têm pressionado o Banco Central por cortes mais rápidos e expressivos. Segundo entidades representativas, o nível atual da Selic inviabiliza projetos de investimento e encarece a produção, prejudicando a competitividade brasileira no mercado externo.

    O Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, projeta que a Selic siga em trajetória de queda ao longo de 2026, com sucessivos cortes de 0,25 ponto percentual a cada reunião do Copom. O ritmo, porém, depende da evolução da inflação e do cenário externo.

    Como a taxa de juros afeta o planejamento tributário

    A Selic também tem impacto direto no planejamento tributário das empresas. A taxa é utilizada como referência para calcular a correção de créditos tributários, juros sobre parcelamentos fiscais (REFIS, Simples Nacional parcelado) e multas de mora. Uma Selic mais baixa reduz o custo efetivo de parcelamentos de débitos tributários e pode tornar mais vantajosa a regularização de passivos fiscais.

    Além disso, empresas que trabalham com planejamento de fluxo de caixa tributário devem revisar suas premissas financeiras, especialmente com a entrada em vigor do split payment da Reforma Tributária. Como detalhamos em nosso artigo sobre o impacto do split payment no caixa do Simples Nacional, a retenção automática de tributos no momento do pagamento elimina o intervalo de gestão de recursos que as empresas utilizavam como fonte informal de capital de giro.

    O que esperar dos próximos meses

    O Banco Central sinalizou que avançará com cautela no ciclo de cortes, condicionando as próximas decisões à trajetória da inflação e às incertezas globais. Para 2026, o mercado projeta que a Selic encerre o ano em torno de 13% a 13,5% ao ano — ainda em patamar restritivo, mas com tendência de alívio progressivo.

    Nesse contexto, empresas que adotam uma estrutura patrimonial organizada, como holdings familiares, têm mais flexibilidade para otimizar a gestão de recursos, diversificar investimentos e reduzir a exposição ao custo elevado do crédito bancário. O planejamento proativo é, mais do que nunca, um diferencial competitivo.

    Para empresas enquadradas no Lucro Real ou Presumido, vale também acompanhar as mudanças recentes nas normas fiscais, como as novas regras da IN 2.306 para empresas com receita acima de R$ 5 milhões, que podem impactar o regime tributário mais vantajoso diante do cenário de juros.

    Impacto Prático para Empresas e Contadores

    A queda da Selic para 14,5% ao ano é um alívio importante, mas insuficiente para reverter as pressões financeiras que empresas acumularam nos últimos 12 meses. Contadores e gestores financeiros devem:

    Revisar os custos financeiros dos contratos de crédito vigentes e negociar novas condições com os bancos. Recalcular o fluxo de caixa projetado incorporando a trajetória esperada de queda dos juros. Avaliar a viabilidade de parcelamentos de débitos tributários, cujos encargos são atualizados pela Selic. Identificar oportunidades de investimento de caixa em instrumentos mais rentáveis do que o CDI pós-fixado no atual patamar.

    Para garantir que a sua empresa tome decisões financeiras e tributárias alinhadas ao cenário econômico atual, conte com a assessoria especializada do Grupo BRA 360. Nossa equipe de especialistas em gestão financeira e planejamento tributário está pronta para apoiar o seu negócio neste momento de transição.

    Perguntas frequentes

    Para qual patamar o Copom reduziu a Selic em abril de 2026 e qual foi o histórico recente?

    O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano em abril de 2026, o segundo corte consecutivo. Em março de 2026, a taxa havia sido reduzida de 15% para 14,75%, e em abril houve novo corte de 0,25 ponto percentual. O período anterior, entre junho de 2025 e março de 2026, manteve a Selic em 15% ao ano, o que representa um ciclo prolongado de juros muito elevados.

    Por que o Banco Central reduziu os juros de forma gradual e não em cortes mais expressivos?

    As tensões geopolíticas globais, especialmente a guerra no Oriente Médio, impulsionaram preços de combustíveis e alimentos, dificultando o controle da inflação e limitando a capacidade do Copom de promover cortes mais rápidos. Em maio de 2026, a decisão foi marcada pela cautela diante das incertezas internacionais e da expectativa de inflação ainda pressionada. O Boletim Focus projeta que a Selic siga em trajetória de queda com cortes graduais de 0,25 ponto a cada reunião.

    Como a Selic em 14,5% impacta o custo do crédito para as empresas?

    Mesmo com o corte, o crédito permanece caro para a maioria das empresas. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou o corte como tímido e alertou que o nível atual dos juros mantém o custo do crédito em patamar elevado, comprometendo investimentos e competitividade. O endividamento corporativo bate recordes e o custo do serviço da dívida consome parcela crescente do caixa das organizações, exigindo atenção redobrada à gestão financeira.

    Quais decisões financeiras as empresas devem tomar diante do ciclo de queda gradual da Selic?

    O cenário pede atenção a três frentes: revisão de contratos de crédito atrelados à taxa DI ou CDI, buscando spreads menores com instituições financeiras; avaliação de diversificação de investimentos financeiros para instrumentos de maior prazo ou indexados ao IPCA, já que aplicações pós-fixadas no CDI perdem rentabilidade; e recálculo da estrutura de capital, comparando custo de capital próprio e capital de terceiros com base no patamar atual e nas projeções de queda.

    Como a queda da Selic afeta a rentabilidade de aplicações financeiras das empresas?

    A queda da Selic reduz a rentabilidade de aplicações conservadoras indexadas ao CDI, como CDBs e fundos de renda fixa pós-fixados. Empresas com reservas de caixa devem avaliar a diversificação para instrumentos de maior prazo ou indexados à inflação (IPCA), preservando o poder de compra do capital ocioso. Decisões sobre emissão de debêntures ou captação via equity também precisam considerar o patamar atual e as projeções de queda gradual ao longo de 2026 e 2027.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa está preparada para reposicionar crédito e investimento com a Selic em queda?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Agência Brasil

  • Restituição IR 2026: calendário com 4 lotes

    Restituição IR 2026: calendário com 4 lotes

    A restituição do IR 2026 chega em quatro lotes a partir de 29 de maio, movimentando R$ 16 bilhões já no primeiro pagamento. Com o prazo de entrega da declaração encerrando em 29 de maio às 23h59, contribuintes que já cumpriram a obrigação podem acompanhar o calendário e saber exatamente quando o dinheiro cairá na conta.

    Calendário Oficial da Restituição do IR 2026

    A Receita Federal estabeleceu quatro lotes de pagamento para a restituição do Imposto de Renda 2026, em um calendário mais concentrado do que o de 2025, que distribuiu os pagamentos em cinco lotes. A antecipação do primeiro lote para a mesma data do fim do prazo é uma mudança significativa que beneficia especialmente contribuintes que entregaram a declaração com antecedência.

    O cronograma oficial é o seguinte:

    • 1º lote: 29 de maio de 2026
    • 2º lote: 30 de junho de 2026
    • 3º lote: 31 de julho de 2026
    • 4º lote: 28 de agosto de 2026

    A Receita Federal estima que aproximadamente 80% de todas as restituições previstas para o exercício sejam quitadas já nos dois primeiros lotes, o que representa um avanço significativo em relação ao histórico de anos anteriores.

    Primeiro Lote: R$ 16 Bilhões para Mais de 8,7 Milhões de Contribuintes

    O primeiro lote de restituição do IR 2026 será o maior da história em valores absolutos. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, totalizando R$ 16 bilhões em créditos liberados em um único dia — 29 de maio de 2026.

    Do total do primeiro lote, mais de 50% dos recursos, equivalentes a R$ 8,64 bilhões, serão destinados a contribuintes que têm prioridade legal no recebimento. Os demais valores beneficiarão quem utilizou a declaração pré-preenchida e optou pelo recebimento via Pix.

    Ordem de Prioridade para Receber a Restituição

    A legislação estabelece uma ordem de prioridade para o pagamento das restituições do Imposto de Renda. Compreender essa hierarquia é fundamental para o contribuinte saber em qual lote provavelmente receberá sua restituição. A ordem é a seguinte:

    • Prioridade legal (primeiro a receber): pessoas com 60 anos ou mais, contribuintes com alguma deficiência física, mental ou moléstia grave, e professores cuja principal fonte de renda seja a atividade docente;
    • Declaração pré-preenchida com Pix: contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida E escolheram receber a restituição via Pix como chave do tipo CPF;
    • Declaração pré-preenchida OU Pix: quem usou a pré-preenchida ou optou pelo Pix, mas não ambas as condições simultaneamente;
    • Demais contribuintes: aqueles que não se enquadram nas categorias anteriores, ordenados pela data de processamento da declaração.

    A lógica é clara: quanto mais cedo a declaração for entregue e quanto mais critérios de prioridade forem atendidos, maior a chance de receber a restituição nos primeiros lotes. Para aqueles que ainda não entregaram a declaração, o prazo encerra em 29 de maio — e a entrega em cima da hora reduz significativamente as chances de integrar os primeiros lotes.

    Como Consultar a Restituição do IR 2026

    A Receita Federal disponibiliza ferramentas simples para o contribuinte acompanhar a situação de sua restituição. O caminho mais direto é acessar o portal da Receita Federal em gov.br/receitafederal, onde é possível consultar se a declaração está em processamento, na malha fina ou com restituição liberada para pagamento.

    Outra opção é utilizar o aplicativo “Meu Imposto de Renda”, disponível para iOS e Android. A consulta é feita informando o CPF e o ano de exercício. Quando a restituição estiver disponível, o sistema indicará a data de depósito.

    Atenção: as restituições são depositadas diretamente na conta bancária informada na declaração — ou via Pix CPF para quem optou por esse meio. Caso a conta informada tenha sido encerrada, o contribuinte tem até um ano para resgatar o valor no Banco do Brasil.

    Riscos de Cair na Malha Fina

    O recebimento da restituição não significa que a declaração está totalmente aprovada. A Receita Federal pode reter contribuintes na malha fina mesmo após o processamento inicial. No IR 2026, cerca de 11% das declarações já entregues foram retidas para análise adicional — o que representa um contingente expressivo de contribuintes aguardando regularização.

    Os principais motivos de retenção na malha fina incluem: omissão de rendimentos recebidos de fontes pagadoras, divergências entre os valores declarados e os informes de rendimentos enviados pelas empresas, deduções com saúde e educação acima dos padrões esperados, e inconsistências em bens e direitos declarados. Quem caiu na malha fina pode consultar as pendências pelo portal da Receita Federal e, se necessário, apresentar uma declaração retificadora. Saiba mais sobre os erros mais comuns que levam à malha fina do IR 2026.

    Contribuintes que Ainda Não Declararam: Urgência no Último Prazo

    Com o prazo encerrando em 29 de maio, mais de 18 milhões de brasileiros ainda não haviam entregado a declaração do Imposto de Renda 2026 até a última semana. O atraso na entrega implica não apenas na perda de posição na fila da restituição, como também na aplicação de multa em caso de descumprimento do prazo.

    A multa por entrega fora do prazo começa em R$ 165,74 e pode chegar a 20% do valor do imposto devido, com acréscimo de juros Selic. Para contribuintes que têm imposto a restituir, a entrega fora do prazo não gera multa diretamente, mas posterga o recebimento dos valores.

    Imposto de Renda e o Uso Estratégico do Pix

    A opção pelo Pix como forma de recebimento da restituição, além de representar uma oportunidade de subir na fila de prioridade, também traz agilidade no crédito. O valor é transferido instantaneamente para a chave Pix do tipo CPF cadastrada pelo contribuinte. A Receita Federal também utiliza os dados de movimentação via Pix para cruzamento de informações fiscais — um tema que vem gerando atenção entre contadores e empresários. Entenda como a Receita Federal fiscaliza as movimentações via Pix.

    Planejamento Fiscal para o Próximo Exercício

    A temporada do Imposto de Renda 2026 evidencia a importância do planejamento fiscal ao longo do ano. Contribuintes que mantêm seus documentos organizados, acompanham seus informes de rendimentos e consultam regularmente um profissional de contabilidade têm muito menos dificuldade na entrega e nas restituições. Entre as principais recomendações estão: guardar todos os recibos médicos e odontológicos, manter os comprovantes de despesas com educação, acompanhar o informe de rendimentos de planos de previdência privada e verificar semestralmente a situação cadastral junto à Receita Federal.

    Para garantir que sua declaração esteja correta e para maximizar sua restituição no IR 2026, conte com a assessoria especializada do Grupo BRA 360. Nossa equipe de especialistas está pronta para orientar você em todas as etapas do cumprimento de suas obrigações fiscais.

    Perguntas frequentes

    Quais são as datas dos lotes de restituição do IR 2026?

    A Receita Federal estabeleceu quatro lotes de pagamento: 1º lote em 29 de maio de 2026, 2º lote em 30 de junho, 3º lote em 31 de julho e 4º lote em 28 de agosto de 2026. A estimativa é que aproximadamente 80% de todas as restituições previstas sejam quitadas já nos dois primeiros lotes.

    Qual o valor do primeiro lote de restituição do IR 2026?

    O primeiro lote, previsto para 29 de maio de 2026, será o maior da história em valores absolutos. Mais de 8,7 milhões de contribuintes serão contemplados, totalizando R$ 16 bilhões liberados em um único dia. Desse total, mais de R$ 8,64 bilhões serão destinados a contribuintes com prioridade legal.

    Quem tem prioridade para receber a restituição do IR 2026 primeiro?

    A legislação prioriza: pessoas com 60 anos ou mais, contribuintes com deficiência física, mental ou moléstia grave, e professores cuja principal fonte de renda seja a docência. Em seguida vêm quem usou declaração pré-preenchida com Pix, depois quem usou só uma das duas opções, e por último os demais contribuintes ordenados pela data de entrega.

    Como consultar a situação da restituição do IR 2026?

    O contribuinte pode acessar o portal da Receita Federal em gov.br/receitafederal ou usar o aplicativo Meu Imposto de Renda, disponível para iOS e Android. A consulta é feita com o CPF e o ano de exercício. O sistema indica se a declaração está em processamento, em análise na malha ou com restituição liberada para pagamento.

    O que acontece se a conta bancária informada na declaração foi encerrada?

    Caso a conta informada tenha sido encerrada, o contribuinte tem até um ano para resgatar o valor no Banco do Brasil. A restituição fica disponível para resgate nesse prazo. Contribuintes que optaram pelo Pix devem ter cadastrado o CPF como chave, pois o pagamento é feito diretamente via essa modalidade.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Você sabe como maximizar sua posição na fila da restituição?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: FDR

  • BRA 360 Frontier reúne empresários hoje em Curitiba

    BRA 360 Frontier reúne empresários hoje em Curitiba

    É hoje. Nesta quarta-feira, 20 de maio de 2026, às 16h, o Grupo BRA 360 recebe convidados no OX Room Steakhouse, em Curitiba, para a edição inaugural do BRA 360 Frontier. O evento institucional reúne empresários e grupos econômicos do Sul do Brasil em torno de três conversas que organizam a agenda estratégica de quem decide proteger, ampliar e internacionalizar patrimônio nos próximos anos.

    Uma noite, três conversas estratégicas

    O Frontier é construído sobre os três pilares de soluções do Grupo BRA 360: Legacy, voltado à preservação e à transmissão patrimonial; Horizon, dedicado à reforma tributária aplicada à realidade das empresas; e Frontier, focado na expansão internacional, com ênfase em Paraguai e América Latina. Cada bloco é conduzido por sócios do grupo e construído em torno de cases reais, sem painéis genéricos.

    A condução central da noite fica com Junior Brustolin e Rodrigo Brustolin, sócios do BRA 360. Os blocos abrem com três perguntas dirigidas à plateia, que não são respondidas no palco: cada empresário ouve, ao longo da noite, quem já tomou a decisão antes de precisar tomar.

    Presença institucional Brasil e Paraguai

    A noite tem presença institucional reforçada. Confirmaram presença o Senhor Jorge Salvador Cappello Bernal, Ministro Secretário Privado do Presidente da República do Paraguai, e a Senhora Maria Amarilla, Cônsul da República do Paraguai. Eles representam, no plano diplomático, a ponte que o Grupo BRA 360 já opera há anos no plano operacional: estruturação societária internacional, residência fiscal, regime de maquila e compliance integrado entre os dois países.

    Pelo cenário paranaense, são esperados o Ex-Governador Orlando Pessuti e o Dr. Moisés Pessuti, à frente do Pessuti Advogados. A Deputada Estadual Maria Victoria também integra a noite, em curso da presença do marido, Dr. Diego Campos, que conduz o bloco jurídico do evento.

    Vozes do palco: empresários, cliente e operação Paraguai

    Os blocos contam com vozes que falam de prática, não de teoria.

    • Agostinho Scalon abre a noite. Cliente do BRA 360 há oito anos, traz a perspectiva de quem conduz uma empresa familiar de mais de 30 anos e enfrentou na prática as decisões que o evento discute.
    • Ost, do Centro Europeu, sobe ao palco no bloco Horizon. A instituição soma 34 anos de história e 250 mil alunos formados. A conversa parte do diagnóstico tributário feito antes da reforma e chega às projeções ano a ano até 2033, quando o novo sistema completa sua transição.
    • Dr. Diego Campos aborda a dimensão do conflito e do litígio, atuando como contraponto necessário a qualquer planejamento patrimonial. É o lembrete de que decisões societárias e sucessórias são também decisões jurídicas.
    • Senhorita Noelia Correa, sócia do Grupo BRA 360 no Paraguai, conduz o bloco Frontier. Sua atuação cobre estruturação societária internacional, residência fiscal, regime de maquila e compliance integrado, dos dois lados da fronteira.
    • Pereira Amorim, O Conselheiro Comercial, encerra a noite com a quarta dimensão da agenda estratégica: a operação comercial. São 45 mil pessoas treinadas e R$ 3,7 bilhões em vendas geradas ao longo da carreira.

    Por que esta noite, e por que agora

    Três datas convergem em 2026 e 2027 para tornar o Frontier oportuno.

    A primeira é a entrada em operação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) a partir de 2027, com extinção do PIS e da Cofins e início do Split Payment, sistema que retém o imposto no exato momento da transação. O Decreto 12.955, publicado em 30 de abril deste ano, deixa claro que 2026 é o ano de teste das obrigações acessórias, não o ano sem CBS. Empresas que não estruturarem agora chegam em 2027 sem maturidade de sistema, sem equipe treinada e sem fluxo de caixa recalibrado.

    A segunda é o avanço do debate sobre o ITCMD progressivo, com a Lei Complementar 227 redefinindo a tributação sobre heranças e doações nos Estados. A janela para estruturar holdings patrimoniais com a regra atual está fechando.

    A terceira é o cenário internacional. O Paraguai oferece IR de 10%, IVA de 10% e câmbio completamente livre, a menos de duas horas de Curitiba por via aérea. O Grupo BRA 360 opera no país em parceria operacional formal, sem intermediários.

    Consultoria estratégica integrada

    O Frontier é a fotografia, em uma noite, do posicionamento institucional do Grupo BRA 360 como consultoria estratégica integrada. Não se trata apenas de contabilidade. O grupo é estruturado em quatro divisões que conversam entre si: BRA 360 Contábil, BRA 360 Consultoria, BRA 360 Capital e BRA 360 Jurídico. As três soluções comerciais apresentadas no evento (Legacy, Horizon e Frontier) atravessam essas divisões, traduzindo capacidade técnica em decisão empresarial.

    A frase que abre o material institucional do grupo resume o convite da noite: se a solução não existe, a gente cria. O Frontier existe para que empresários do Sul do Brasil ouçam, em primeira mão, quem já decidiu agir.

    Conclusão

    O Frontier acontece em uma única noite, mas a agenda que ele organiza vale para os próximos cinco anos. Reforma tributária, sucessão patrimonial e expansão internacional deixam de ser temas isolados quando lidos em conjunto. É essa leitura conjunta que o Grupo BRA 360 propõe nesta quarta-feira, 20 de maio, em Curitiba.

    Perguntas frequentes

    O que é o BRA 360 Frontier e onde foi realizado?

    O BRA 360 Frontier é o evento institucional do Grupo BRA 360 realizado em 20 de maio de 2026, no OX Room Steakhouse, em Curitiba. O evento reuniu empresários e grupos econômicos do Sul do Brasil em torno de três blocos estratégicos: Legacy (patrimônio), Horizon (Reforma Tributária) e Frontier (expansão internacional, com foco em Paraguai).

    Quais autoridades do Paraguai participaram do BRA 360 Frontier?

    O evento contou com presença institucional do senhor Jorge Salvador Cappello Bernal, Ministro Secretário Privado do Presidente da República do Paraguai, e da senhora Maria Amarilla, Cônsul da República do Paraguai. A presença reforça a atuação do BRA 360 na estruturação societária internacional e no compliance entre Brasil e Paraguai.

    Por que 2026 é um ano decisivo para a estruturação tributária das empresas?

    Três movimentos convergem em 2026 e 2027. A CBS entra em operação em 2027, com extinção do PIS e da Cofins e início do Split Payment. O debate sobre o ITCMD progressivo avança com a Lei Complementar 227. E o cenário internacional exige avaliação de expansão para países com regimes fiscais mais favoráveis, como o Paraguai.

    O que é o Decreto 12.955 mencionado no contexto do evento Frontier?

    O Decreto 12.955, publicado em 30 de abril de 2026, esclarece que 2026 é o ano de teste das obrigações acessórias relacionadas ao novo sistema tributário, não o ano sem CBS. Empresas que não se estruturarem em 2026 chegam em 2027 sem maturidade de sistema, sem equipe treinada e sem fluxo de caixa recalibrado para o novo regime.

    Quem são os sócios do BRA 360 que conduziram o evento Frontier?

    A condução central do evento ficou com Junior Brustolin e Rodrigo Brustolin, sócios do Grupo BRA 360. Cada bloco foi construído em torno de cases reais. A noite também contou com Agostinho Scalon, cliente do BRA 360 há oito anos, Noelia Correa, sócia no Paraguai, e Pereira Amorim, conselheiro comercial com R$ 3,7 bilhões em vendas geradas ao longo da carreira.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa está preparada para as mudanças tributárias de 2027?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Grupo BRA 360

  • BRA 360 Frontier: 5 dias para o evento de 20 de maio

    BRA 360 Frontier: 5 dias para o evento de 20 de maio

    A contagem regressiva chegou. Em 20 de maio de 2026, exatos cinco dias a partir de hoje, o Grupo BRA 360 abre as portas da THE OX ROOM STEAKHOUSE, em Curitiba, para receber empresarios, investidores e familias empresarias que pretendem dar o proximo passo na consolidacao patrimonial e na expansao internacional dos seus negocios. O encontro, batizado de BRA 360 Frontier, e o ponto de chegada de meses de articulacao com clientes, parceiros estrategicos e autoridades fiscais brasileiras e paraguaias, e marca a estreia oficial do novo posicionamento da consultoria, que agora opera em quatro frentes integradas: Contabil, Consultoria, Capital e Juridico.

    Quando, onde e por que comparecer

    O Frontier acontece em 20 de maio, a partir das 16h, na Al. Dom Pedro II, 390, no Batel, regiao nobre de Curitiba. A escolha do endereco nao foi casual: a capital paranaense esta a poucas horas de carro de Foz do Iguacu e da fronteira com o Paraguai, ponto de partida natural para grupos economicos brasileiros que olham para a America Latina. A pauta do encontro reflete exatamente esse movimento: como expandir, proteger e internacionalizar operacoes em um ambiente regulatorio que muda a cada semana.

    Os convidados receberao, na entrada do evento, o Passaporte Executivo BRA 360, uma peca grafica que organiza o portfolio do grupo em tres pilares: LEGACY (preservar, proteger, transmitir), HORIZON (ampliar, diversificar, consolidar) e FRONTIER (expandir, proteger, internacionalizar). Cada pilar corresponde a um conjunto de servicos pensado para um momento especifico do ciclo empresarial. O passaporte sera carimbado ao longo da noite conforme o convidado avanca pelas estacoes tematicas, simbolizando a jornada de transformacao patrimonial que cada empresario percorre quando decide sair da contabilidade tradicional para uma consultoria estrategica integrada.

    O que sera apresentado em primeira mao

    Tres anuncios concentram a atencao dos convidados. O primeiro e o FRONTIER Paraguai, programa de residencia fiscal e estruturacao societaria internacional construido em parceria com escritorios em Assuncao e Ciudad del Este. O segundo e a vertical HORIZON Reforma Tributaria, que vai apoiar empresas brasileiras na transicao para o IBS e a CBS, com diagnostico tributario customizado e simulacoes de impacto setorial. O terceiro e o pilar LEGACY, dedicado a proteccao patrimonial, planejamento de espolio e governanca familiar, com produtos sob medida para grupos economicos que ja passaram pela primeira ou segunda geracao.

    Alem das apresentacoes, o evento oferece um espaco reservado para reunioes individuais entre os empresarios e os socios da consultoria. Quem chegar com uma pergunta tecnica especifica, seja sobre o melhor regime tributario para 2026, sobre estrutura societaria com holding patrimonial, sobre captacao de credito ou sobre defesa em processo administrativo no Carf, encontrara um especialista pronto para sentar e responder. A intencao do Grupo BRA 360 e que ninguem saia do Frontier com a sensacao de ter assistido a mais um seminario, e sim com um plano de acao concreto para os proximos doze meses.

    Por que o tema da fronteira faz sentido em 2026

    O Brasil entra em 2026 sob um ambiente tributario radicalmente diferente do que vigorava ate 2025. A regulamentacao da CBS, publicada pelo Ministerio da Fazenda em 29 de abril, e a regulamentacao do IBS, publicada pelo Comite Gestor um dia depois, abriram a contagem regressiva para a cobranca efetiva dos dois tributos a partir de 1 de agosto de 2026. O periodo de testes que comeca em janeiro deste ano ja produz efeitos praticos: empresas precisam destacar IBS e CBS em NF-e, NFC-e, CT-e e NFS-e, sob pena de penalidade a partir de agosto. Em paralelo, a Receita Federal acaba de publicar a Instrucao Normativa 2.306, que altera o calculo do Lucro Presumido para receitas anuais acima de R$ 5 milhoes, com aumento de 10% nos percentuais de presuncao do IRPJ e da CSLL.

    Nesse cenario, a busca por jurisdicoes vizinhas com regimes fiscais mais competitivos deixa de ser um topico de palestra e passa a ser uma necessidade operacional. O Paraguai, com aliquota corporativa de 10% e um conjunto de regimes especiais voltados a maquila e a exportacao de servicos, virou destino frequente das estrategias de internacionalizacao desenhadas pelo escritorio. Foi exatamente para discutir esses caminhos que o BRA 360 montou o Frontier. Quem participa, leva para casa nao so uma visao macro do que muda no Brasil, mas tambem um mapa pratico de como combinar matriz brasileira, subsidiaria paraguaia e estrutura patrimonial pessoal para reduzir carga tributaria sem sair da legalidade.

    Como confirmar presenca

    A entrada e exclusiva para convidados. Empresarios que receberam o link do Passaporte Executivo precisam abrir a pagina, preencher nome completo, empresa, cargo e e-mail, e clicar em Confirmar Presenca. O sistema faz o match automatico do nome com a lista de convidados e libera o acesso as paginas seguintes do passaporte digital, com a identidade personalizada do participante e o selo carimbo animado. Convidados que ainda nao receberam o link e queiram ser considerados podem enviar uma mensagem para o time comercial pelo formulario padrao do site grupobra360.com.br, mencionando o codigo Frontier 2026.

    Para quem nao puder estar em Curitiba no dia 20, o grupo prepara um pos-evento exclusivo: um relatorio executivo com os tres grandes anuncios, slides selecionados e indicacoes praticas sera enviado por e-mail apenas para a base de clientes ativos e prospects qualificados. A versao publica do material, sem os dados confidenciais e sem as projecoes setoriais, sera publicada no portal de noticias do grupo ao longo da semana seguinte ao evento. Faltam cinco dias. A contagem regressiva continua e cada dia ate o dia 20 trara um conteudo novo no portal e nas redes oficiais do Grupo BRA 360, preparando o terreno para que o encontro presencial seja produtivo desde o primeiro minuto.

    Quem deve marcar presenca

    O publico-alvo do Frontier sao tres perfis bem definidos. Primeiro, empresarios que faturam acima de R$ 30 milhoes ao ano, sob qualquer regime, e que ja sentiram na pele a pressao tributaria crescente sobre o resultado e sobre a folha. Segundo, profissionais liberais e consultores com renda elevada que estudam estruturas societarias mais eficientes, incluindo holding patrimonial, planejamento sucessorio e residencia fiscal no exterior. Terceiro, gestores de family office e herdeiros de grupos economicos consolidados que precisam de uma consultoria capaz de pensar simultaneamente em contabilidade, juridico, sucessao e captacao. Para esses tres perfis, o Frontier oferece o caminho mais curto entre o diagnostico de hoje e a execucao de uma estrategia integrada nos proximos doze meses.

    Quem quiser acompanhar a cobertura completa do evento, antes, durante e depois, deve salvar o portal grupobra360.com.br nos favoritos. O time editorial do grupo vai publicar pautas diarias com bastidores, entrevistas com os socios, depoimentos de clientes e os principais aprendizados de cada estacao. A contagem regressiva comeca agora.

    Perguntas frequentes

    Quando e onde acontece o evento BRA 360 Frontier?

    O BRA 360 Frontier acontece em 20 de maio de 2026, a partir das 16h, no THE OX ROOM STEAKHOUSE, na Al. Dom Pedro II, 390, no bairro Batel, em Curitiba (PR). O evento reune empresarios, investidores e familias empresarias interessados em consolidacao patrimonial e expansao internacional.

    O que e o Passaporte Executivo BRA 360 distribuido no Frontier?

    E uma peca grafica entregue na entrada do evento que organiza o portfolio da consultoria em tres pilares: LEGACY (preservar, proteger, transmitir), HORIZON (ampliar, diversificar, consolidar) e FRONTIER (expandir, proteger, internacionalizar). Ele e carimbado ao longo da noite conforme o convidado avanca pelas estacoes tematicas.

    Quais anuncios serao apresentados pela primeira vez no evento Frontier?

    Tres iniciativas serao apresentadas: o programa FRONTIER Paraguai, de residencia fiscal e estruturacao societaria internacional; a vertical HORIZON Reforma Tributaria, com diagnostico e simulacoes de impacto do IBS e da CBS; e o pilar LEGACY, dedicado a protecao patrimonial, planejamento de espolio e governanca familiar.

    Por que o Grupo BRA 360 escolheu Curitiba para o evento Frontier?

    A capital paranaense esta a poucas horas de Foz do Iguacu e da fronteira com o Paraguai, ponto de partida natural para grupos economicos brasileiros que avaliam expansao na America Latina. A localizacao reforca a pauta do evento, centrada em internacionalizacao de operacoes em um ambiente regulatorio em transformacao.

    O evento Frontier oferece espaco para reunioes individuais com especialistas da BRA 360?

    Sim. Alem das apresentacoes, o Frontier reserva espaco para reunioes individuais entre empresarios e socios da consultoria. Convidados com perguntas especificas sobre regime tributario, holding patrimonial, captacao de credito ou defesa no CARF encontrarao um especialista disponivel para atendimento direto.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Quer entender como o Frontier pode transformar seu negocio?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Grupo BRA 360

  • Frontier 20/05: residência fiscal no Paraguai e proteção

    Frontier 20/05: residência fiscal no Paraguai e proteção

    O evento BRA 360 Frontier, marcado para 20 de maio de 2026 às 16h no THE OX ROOM STEAKHOUSE, em Curitiba, traz para a mesa um dos temas mais sensíveis do planejamento patrimonial brasileiro contemporâneo: a residência fiscal no Paraguai como instrumento de proteção patrimonial e internacionalização. A pauta combina interesse técnico de altíssima qualidade com aplicação prática para empresários e famílias empresárias que avaliam estrutura de longo prazo fora do Brasil.

    Mais do que discutir teoria, o encontro fechado reúne sócios da BRA 360, especialistas convidados e empresários selecionados para examinar o tema sob três frentes integradas: a engenharia tributária de uma residência fiscal estrangeira, a estruturação societária complementar no país de destino e a comunicação correta com o Fisco brasileiro para evitar exposição futura.

    Por que o Paraguai entrou no radar

    A combinação de proximidade geográfica, ambiente regulatório favorável a investimentos estrangeiros e regime fiscal competitivo colocou o Paraguai em posição de destaque para brasileiros que estudam internacionalização patrimonial. O país adota o princípio da territorialidade: tributa rendimentos auferidos em território paraguaio, e em geral preserva os rendimentos de fonte estrangeira da incidência local.

    Para uma família empresária com receita já internacionalizada, com investimentos em ativos financeiros estrangeiros ou com operações comerciais em múltiplos países, esse tratamento abre uma alternativa concreta ao modelo brasileiro de tributação em base universal. O efeito prático aparece em três frentes principais:

    • Carga fiscal sobre rendimentos pessoais: as alíquotas paraguaias são significativamente inferiores às brasileiras para perfis de renda relevantes;
    • Ganho de capital e dividendos: o tratamento é tipicamente mais favorável, especialmente para rendimentos auferidos fora do Paraguai;
    • Sucessão e estruturação patrimonial: regras civis e tributárias diferentes abrem espaço para arranjos de longo prazo que dialogam melhor com perfis familiares específicos.

    O que é residência fiscal e por que ela importa

    Residência fiscal é o critério legal que define qual país tem o direito de tributar a renda mundial de uma pessoa. O contribuinte é, em regra, residente fiscal do país com o qual mantém vínculo principal: domicílio habitual, centro de interesses econômicos e familiares e tempo de permanência relevante.

    No Brasil, o residente fiscal é tributado em base universal. Quem mora no país por mais da metade do ano ou mantém aqui seu centro de vida paga IRPF sobre rendimentos brasileiros e estrangeiros. A migração para residência fiscal estrangeira muda essa lógica. A partir da formalização correta da saída, o vínculo brasileiro é encerrado e a pessoa passa a responder à legislação do país de destino.

    Esse é o ponto onde o tema deixa de ser apenas tributário e passa a ser estratégico. A migração mal estruturada pode gerar três problemas relevantes: bitributação efetiva, autuação posterior pela Receita Federal e fragilidade jurídica do arranjo patrimonial montado no exterior. O Frontier aborda exatamente esse cuidado.

    O processo correto de saída fiscal do Brasil

    O caminho legítimo para encerrar a residência fiscal brasileira passa por duas obrigações principais. A primeira é a Comunicação de Saída Definitiva do País, apresentada à Receita Federal entre o dia da saída e o último dia de fevereiro do ano seguinte. A segunda é a Declaração de Saída Definitiva, entregue até a data limite do IRPF do ano-calendário em que a saída foi efetivada.

    Sem esses dois atos, a Receita continua considerando a pessoa residente fiscal no Brasil e, portanto, sujeita à tributação em base universal. Esse é o erro mais comum em migrações conduzidas sem orientação técnica integrada. O contribuinte muda de país acreditando estar fora do alcance do Fisco brasileiro, mas tecnicamente ainda é residente, e a Receita pode autuar anos depois com multa e juros sobre os rendimentos não declarados.

    Quem segue a estrutura correta encerra obrigações antes de migrar, deixa o passado fiscalmente limpo e inicia a vida no exterior em plena conformidade.

    Estrutura patrimonial complementar

    A residência fiscal em si é apenas uma camada do desenho. Em arranjos sofisticados, o cliente combina a migração pessoal com estrutura empresarial no destino. No caso paraguaio, isso pode envolver:

    • Constituição de sociedades locais para abrigar atividades comerciais legítimas, com governança e contabilidade próprias;
    • Análise de regimes especiais aplicáveis a determinadas indústrias, como o regime de maquila para operações industriais voltadas à exportação;
    • Estruturação imobiliária com imóveis registrados no destino, oferecendo lastro de presença e segurança jurídica;
    • Planejamento sucessório que dialogue com as regras civis paraguaias, em alguns casos mais flexíveis que as brasileiras;
    • Arquitetura financeira com contas no destino e em jurisdições compatíveis, dentro de regras de transparência fiscal internacional.

    Cada uma dessas camadas precisa conversar com as demais. Decisões pontuais, tomadas sem visão integrada, geram exposição. Daí a importância do olhar combinado entre as quatro divisões da BRA 360 (Contábil, Consultoria, Capital e Jurídico) que atua nesses arranjos.

    Riscos e armadilhas comuns

    O movimento de migração patrimonial cresceu e, junto com ele, surgiram diversos modelos genéricos vendidos como solução universal. Empresários atentos sabem que cada caso pede análise individual. Entre os erros mais frequentes:

    • Migração formal sem mudança real: o contribuinte obtém documentos paraguaios mas mantém vida prática no Brasil. A Receita Federal pode descaracterizar a residência e considerar o centro de vida ainda em território nacional;
    • Falta de saída fiscal correta: o esquecimento da Comunicação e da Declaração de Saída Definitiva mantém o vínculo com o Fisco brasileiro;
    • Estruturas societárias sem substância: empresas paraguaias sem operação real podem ser questionadas tanto pelo Paraguai quanto pelo Brasil em situações específicas;
    • Ignorar o intercâmbio de informações: Brasil e Paraguai trocam dados fiscais em diversos contextos, e a opacidade não substitui a estrutura legítima;
    • Misturar planejamento sucessório de forma improvisada: a coexistência de patrimônio em dois países exige que os instrumentos sucessórios brasileiros e paraguaios conversem entre si.

    Quem se beneficia mais desse desenho

    Nem todo perfil se encaixa no movimento de residência fiscal no exterior. O caminho tende a fazer sentido para:

    • Empresários com receita relevante já internacionalizada ou em vias de se tornar;
    • Famílias empresárias com herdeiros que vivem ou pretendem viver no exterior;
    • Investidores com patrimônio financeiro significativo aplicado fora do Brasil;
    • Profissionais com flexibilidade geográfica e atividade conectada a mercados latino-americanos;
    • Grupos econômicos que avaliam abrir operação industrial ou comercial no Paraguai com benefícios fiscais legítimos.

    Para perfis com vida e negócios essencialmente concentrados no Brasil, a migração fiscal pode gerar mais complexidade do que vantagem real. O Frontier ajuda exatamente nessa avaliação, separando o que é movimento estratégico do que é modismo.

    O que será discutido no Frontier de 20 de maio

    O encontro foi desenhado para responder, em poucas horas, às perguntas que mais paralisam a tomada de decisão. O programa inclui:

    • Diagnóstico do perfil: quando residência fiscal no Paraguai faz sentido e quando não faz;
    • Passo a passo da saída fiscal do Brasil, com riscos comuns e como evitá-los;
    • Estrutura societária paraguaia: opções, custos e governança recomendada;
    • Engenharia patrimonial integrada: holdings, imóveis, ativos financeiros e sucessão;
    • Compliance internacional: FATCA, CRS e diretrizes da OCDE aplicáveis a brasileiros residentes no exterior;
    • Estudo de cenários reais conduzidos pela BRA 360, com análise dos resultados obtidos.

    O formato privilegia conversa qualificada. Em vez de palestras longas, o evento opera com mesa executiva, participação ativa dos convidados e tempo dedicado a casos concretos trazidos pelos próprios empresários presentes.

    Como receber o convite

    O Frontier tem vagas limitadas e curadoria de convidados. Empresários e líderes de áreas estratégicas interessados em participar podem manifestar interesse pelos canais oficiais do Grupo BRA 360 ou pelas equipes de relacionamento que fazem a curadoria dos presentes.

    Quem já recebeu o link do passaporte digital pode acessar a experiência imersiva, preencher os dados de identificação e confirmar presença diretamente pela página oficial. A confirmação libera o conteúdo completo dos selos digitais e prepara o terreno para o encontro presencial.

    Conclusão

    Residência fiscal no Paraguai é tema que pede precisão técnica, leitura de risco e integração entre dimensões fiscais, societárias, sucessórias e familiares. Quando bem feita, abre caminho consistente para proteção patrimonial, eficiência tributária e diversificação geográfica do patrimônio. Quando improvisada, vira armadilha que aparece anos depois em forma de autuação ou litígio.

    O Frontier de 20 de maio em Curitiba foi pensado para esse público que entende a diferença entre informação rasa e diagnóstico técnico. Para empresários e famílias empresárias que avaliam o próximo passo da sua arquitetura patrimonial internacional, o encontro é o espaço certo para conversar com quem trata o tema com a profundidade que ele merece.

    Perguntas frequentes

    O que e residencia fiscal e por que ela impacta o planejamento patrimonial?

    Residencia fiscal e o criterio legal que define qual pais tem o direito de tributar a renda mundial de uma pessoa. Quem e residente fiscal no Brasil paga IRPF sobre rendimentos brasileiros e estrangeiros. A migracao para residencia fiscal em outro pais muda essa logica e abre alternativas de estruturacao de longo prazo.

    Por que o Paraguai e uma opcao para brasileiros que planejam internacionalizacao patrimonial?

    O Paraguai adota o principio da territorialidade: tributa rendimentos auferidos em seu territorio e, em geral, preserva os rendimentos de fonte estrangeira da incidencia local. Para familias com receita internacionalizada ou operacoes em multiplos paises, esse tratamento pode representar alternativa ao modelo brasileiro de tributacao em base universal.

    Quais sao as obrigacoes para encerrar corretamente a residencia fiscal no Brasil?

    O caminho correto exige dois atos formais: a Comunicacao de Saida Definitiva do Pais, apresentada a Receita Federal entre o dia da saida e o ultimo dia de fevereiro do ano seguinte, e a Declaracao de Saida Definitiva, entregue ate o prazo do IRPF do ano-calendario em que a saida foi efetivada. Sem esses documentos, a Receita continua considerando a pessoa residente fiscal no Brasil.

    Quais sao os riscos de uma migracao de residencia fiscal mal estruturada?

    Uma saida conduzida sem orientacao tecnica integrada pode gerar tres problemas: bitributacao efetiva, autuacao posterior pela Receita Federal com multa e juros sobre rendimentos nao declarados e fragilidade juridica do arranjo patrimonial montado no exterior. O erro mais comum e mudar de pais sem apresentar a Comunicacao e a Declaracao de Saida.

    O evento BRA 360 Frontier aborda residencia fiscal no Paraguai de forma pratica?

    Sim. O Frontier de 20 de maio de 2026 examina o tema sob tres frentes integradas: a engenharia tributaria da residencia fiscal estrangeira, a estruturacao societaria complementar no pais de destino e a comunicacao correta com o Fisco brasileiro para evitar exposicao futura. O encontro e fechado e reune socios da BRA 360, especialistas convidados e empresarios selecionados.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Residencia fiscal no Paraguai e certa para o seu perfil? Descubra com a BRA 360.

    A BRA 360 Capital organiza holdings, sucessão e governança familiar para preservar, proteger e transmitir o patrimônio com segurança.

    Falar com a BRA 360 Capital

    Fonte: Página oficial do evento

  • ITCMD progressivo: como a reforma muda a sucessão familiar

    ITCMD progressivo: como a reforma muda a sucessão familiar

    A Lei Complementar nº 227/2026 colocou o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) no centro de uma reorganização profunda do planejamento sucessório brasileiro. A norma tornou obrigatória a progressividade das alíquotas em todos os estados e no Distrito Federal e instituiu como base de cálculo o valor de mercado dos bens e direitos transmitidos. Para famílias empresárias, holdings patrimoniais e investidores com patrimônio relevante, o cenário muda significativamente já neste ciclo.

    Até a reforma, a maioria dos estados aplicava alíquota fixa, geralmente entre 2% e 4%. Cada ente federativo definia se queria adotar progressividade. Com a LC 227/2026, esse arbítrio acabou. A progressividade passou a ser regra geral, e o teto de 8% fixado pelo Senado Federal continua valendo. Estados precisam adequar suas legislações para implementar faixas crescentes de tributação, em que valores maiores de herança ou doação geram percentuais maiores de imposto.

    O que muda na prática

    Três alterações dão a dimensão do impacto:

    • Progressividade obrigatória: estados que aplicavam alíquota única precisam migrar para faixas. Em São Paulo, Paraná, Minas Gerais e outros entes com forte atividade econômica, a transição já está em curso.
    • Base pelo valor de mercado: imóveis, quotas de empresas familiares e participações societárias deixam de ser avaliados pelo valor histórico contábil ou pelo valor declarado. A apuração passa a se dar pelo valor real do bem na data da transmissão.
    • Aproximação de regimes: a norma estabelece princípios uniformes para evitar guerra fiscal entre estados, ainda que cada ente preserve competência para definir alíquotas e isenções dentro do teto nacional.

    O efeito combinado dessas mudanças é mais carga tributária para patrimônios médios e altos. Imóveis valorizados, quotas de empresas que cresceram nos últimos anos e participações em empreendimentos imobiliários sentem o impacto com intensidade.

    Por que o planejamento ganhou urgência

    Antes da reforma, era comum estruturar holdings familiares com avaliação contábil de quotas pelo valor patrimonial, geralmente bem inferior ao valor de mercado. Esse desenho garantia recolhimento menor de ITCMD na sucessão ou doação. Com a obrigatoriedade do valor de mercado, esse arbítrio acabou. Avaliações precisam refletir a realidade econômica do bem, e laudos técnicos passam a ser exigência prática.

    Para uma herança de R$ 5 milhões, o cálculo ilustra a mudança. Sob alíquota fixa de 4%, o ITCMD seria de R$ 200 mil. Com a aplicação progressiva chegando ao teto de 8%, o imposto total pode ultrapassar R$ 310 mil, dependendo das faixas que o estado adotar. O aumento da carga pode chegar a 55%.

    O dado mais importante para empresários e famílias é o calendário. Famílias que já estão em processo de sucessão e ainda não formalizaram doações em vida, transferências patrimoniais ou reorganizações societárias podem encontrar regras mais onerosas se postergarem decisões. O melhor momento para revisar planejamento é agora, com tempo para implementação adequada.

    Holding familiar: o que precisa ser revisto

    Holdings patrimoniais foram, ao longo das últimas duas décadas, o instrumento mais utilizado para estruturação sucessória de famílias empresárias. O modelo continua sendo válido, mas a engenharia precisa ser recalibrada. Os pontos centrais de revisão:

    • Avaliação das quotas: revisar os valores históricos registrados e adequar à realidade de mercado. Em muitos casos, a quota foi integralizada com bens cujo valor evoluiu significativamente, e a defasagem entre o valor contábil e o valor de mercado se tornou expressiva.
    • Modelo de governança: ajustar acordos de cotistas para refletir as novas regras, especialmente em pontos como cláusulas de não competição, direito de preferência, regras de saída e mecanismos de avaliação em caso de transmissão.
    • Cronograma de doações: revisar o calendário de doações com reserva de usufruto, garantindo que as operações em curso sejam concluídas conforme o regime vigente quando iniciadas.
    • Composição da carteira: avaliar a manutenção de imóveis pessoais dentro da holding, considerando que o valor de mercado passa a ser referência para ITCMD.

    Impacto para herdeiros

    Em famílias com patrimônio relevante, os herdeiros precisam ser preparados para a nova realidade. O custo total do recebimento de uma herança aumenta, e em alguns casos pode comprometer parcela significativa do próprio bem transmitido. Imóveis valiosos, em particular, podem demandar venda parcial para honrar o tributo, comprometendo o desenho original de sucessão.

    Outro ponto sensível é a liquidez. O ITCMD precisa ser pago em prazo curto, geralmente dentro de 60 dias após a abertura do inventário ou da formalização da doação. Bens ilíquidos como quotas de empresas familiares, imóveis comerciais e participações em fundos de investimento exigem planejamento para que a família tenha caixa disponível no momento da transmissão.

    Alternativas legítimas para preservar patrimônio

    O caminho não é evitar a tributação, mas estruturá-la de forma eficiente e dentro da legalidade. Algumas alternativas viáveis:

    • Doação em vida com reserva de usufruto: permite antecipar a transmissão, escolhendo o momento mais adequado em função das regras vigentes e do patrimônio em questão. O doador mantém o usufruto e o controle econômico do bem.
    • Estruturação societária: uso de sociedades patrimoniais com regras claras de governança, organizando a sucessão por meio de quotas em vez de bens individuais.
    • Previdência privada: aportes em planos de previdência podem oferecer eficiência tributária na transmissão, dependendo do estado, da modalidade e da legislação estadual aplicável.
    • Seguros de vida: instrumento clássico de proteção de patrimônio, com tratamento tributário diferenciado em relação à massa hereditária convencional.
    • Doação de quotas com cláusulas de incomunicabilidade e impenhorabilidade: protege o patrimônio recebido de questões matrimoniais e dívidas pessoais dos herdeiros.

    O papel da consultoria estratégica integrada

    A reforma do ITCMD não pode ser tratada como tema isolado da família. Ela conversa diretamente com planejamento tributário corporativo, governança empresarial, estrutura de holdings, regimes de comunhão matrimonial, regimes societários, política de dividendos e questões internacionais. Resolver bem o ITCMD exige olhar combinado entre advogados, contadores e gestores patrimoniais.

    É justamente nessa intersecção que a consultoria estratégica integrada faz diferença. Profissionais que olham apenas para o ITCMD podem orientar a doação imediata; quem combina visão jurídica, contábil e financeira observa que uma doação mal estruturada pode comprometer o controle empresarial, criar exposições tributárias adicionais ou desorganizar a governança familiar.

    Próximos passos para famílias e empresas

    O movimento prático começa por uma análise patrimonial detalhada. Mapear todos os bens, identificar valores de mercado, entender a estrutura societária atual e projetar cenários sob as novas regras é o primeiro passo. A partir desse retrato, a família pode decidir quais ajustes priorizar.

    Quem já tem holding familiar deve reabrir o desenho, revisar acordos, recalcular quotas e simular o efeito da progressividade na sucessão. Quem ainda não tem estrutura formal precisa avaliar com calma se vale construir uma agora ou se outros instrumentos atendem melhor às características do patrimônio.

    Conclusão

    A LC 227/2026 não veio para inviabilizar a transmissão de patrimônio. Veio para reorganizar a forma como o Estado captura uma parcela dessa transmissão, alinhando o ITCMD à lógica de progressividade aplicada a outros tributos. Famílias e empresas que entenderem a mudança e ajustarem suas estruturas com tempo continuam preservando patrimônio com eficiência. Quem postergar a discussão pode descobrir, em meio a um inventário, que a fatura tributária é maior do que esperava.

    Em planejamento sucessório, antecedência é vantagem competitiva. A reforma é convite para revisar estrutura, atualizar avaliações, modernizar governança e construir um desenho coerente com as regras de 2026.

    Perguntas frequentes

    O que muda no ITCMD com a Lei Complementar 227/2026?

    A LC 227/2026 tornou obrigatoria a progressividade das aliquotas do ITCMD em todos os estados e no Distrito Federal e instituiu o valor de mercado dos bens como base de calculo. Estados que aplicavam aliquota fixa precisam migrar para faixas crescentes de tributacao, mantendo o teto de 8% fixado pelo Senado Federal.

    Como a base de calculo pelo valor de mercado afeta herancas com imoveis e quotas de empresas?

    Imoveis, quotas de empresas familiares e participacoes societarias deixam de ser avaliados pelo valor historico contabil. A apuracao passa a se dar pelo valor real do bem na data da transmissao, com exigencia pratica de laudos tecnicos. Patrimonios que cresceram nos ultimos anos podem ter base de calculo muito superior ao valor contabil registrado.

    Qual e o impacto da progressividade do ITCMD em herancas de maior valor?

    O impacto e expressivo. Para uma heranca de R$ 5 milhoes, sob aliquota fixa de 4% o ITCMD seria de R$ 200 mil. Com a progressividade chegando ao teto de 8%, o imposto total pode ultrapassar R$ 310 mil, dependendo das faixas adotadas pelo estado, representando aumento de ate 55% na carga.

    O que precisa ser revisto em uma holding familiar apos a entrada em vigor da LC 227/2026?

    Os pontos centrais de revisao sao: avaliacao das quotas para adequar ao valor de mercado; modelo de governanca para ajustar acordos de cotistas em pontos como direito de preferencia e mecanismos de avaliacao em transmissoes; e cronograma de doacoes com reserva de usufruto, para garantir que operacoes em curso sejam concluidas conforme o regime vigente.

    Ainda vale a pena usar holding patrimonial para planejamento sucessorio apos a reforma do ITCMD?

    O modelo continua valido, mas a engenharia precisa ser recalibrada. A avaliacao historica das quotas, que garantia recolhimento menor, nao e mais possivel. A holding segue sendo um instrumento eficiente de governanca, protecao e transmissao patrimonial, desde que as novas regras de base pelo valor de mercado e a progressividade das aliquotas sejam incorporadas ao calculo.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua holding familiar esta preparada para o ITCMD progressivo?

    A BRA 360 Capital organiza holdings, sucessão e governança familiar para preservar, proteger e transmitir o patrimônio com segurança.

    Falar com a BRA 360 Capital

    Fonte: Portal Contábeis

  • Lucro Presumido tem aumento de 10% no IRPJ e CSLL em 2026

    Lucro Presumido tem aumento de 10% no IRPJ e CSLL em 2026

    Empresas tributadas pelo lucro presumido entram em 2026 com uma nova engrenagem na apuração do IRPJ e da CSLL. A Lei Complementar nº 224/2025 instituiu um acréscimo de 10% sobre os percentuais de presunção quando a receita bruta supera os limites fixados pela legislação. O ajuste não mexe diretamente nas alíquotas de 15% do IRPJ e 9% da CSLL, mas amplia a base sobre a qual essas alíquotas incidem, gerando aumento real da carga.

    O tema é estratégico para a contabilidade empresarial. Companhias que faturam até R$ 78 milhões por ano e optam pelo regime presumido representam parcela relevante das pequenas e médias empresas brasileiras. Compreender o ponto a partir do qual o adicional incide e calcular com precisão o efeito sobre o caixa são tarefas que precisam ser internalizadas com rapidez.

    Como o adicional funciona

    Os percentuais de presunção do lucro presumido variam conforme a atividade. Em prestação de serviços, o coeficiente padrão é 32%; em comércio e indústria, 8%; em transporte de cargas, 8%; em transporte de passageiros, 16%. A apuração tradicional aplica esse percentual à receita bruta para chegar ao lucro presumido, sobre o qual incidem o IRPJ e a CSLL.

    Com o adicional de 10% trazido pela LC 224/2025, esses percentuais sofrem majoração quando a receita supera os tetos definidos. Em atividades com presunção de 32%, o coeficiente aplicável passa a ser 35,2% sobre o excedente. Em atividades com 8%, o número vai para 8,8%. O efeito é cumulativo: quanto maior o faturamento acima do limite, mais expressivo se torna o impacto na apuração.

    Os parâmetros estabelecidos pela legislação são:

    • Limite trimestral de R$ 1,25 milhão de receita bruta;
    • Limite anual de R$ 5 milhões;
    • Para a CSLL no exercício de 2026, considerando que as regras passam a valer a partir do segundo trimestre, o teto anual de referência é proporcional, equivalente a R$ 3,75 milhões.

    Esses limites se aplicam à apuração da empresa de forma consolidada. Empresas com múltiplas atividades precisam atribuir a receita corretamente a cada coeficiente de presunção e calcular o adicional separadamente.

    Quem mais é afetado

    Embora o regime do lucro presumido permita receita bruta de até R$ 78 milhões por ano, o adicional de 10% começa a impactar bem antes desse teto. A faixa mais relevante é a de empresas que faturam entre R$ 5 milhões e R$ 30 milhões por ano. Essa região concentra escritórios de advocacia, clínicas médicas, consultorias, indústrias regionais, comércios atacadistas, prestadores de TI, agências de marketing e construtoras de pequeno porte.

    Para essas companhias, o efeito anual da nova regra pode variar entre dezenas e centenas de milhares de reais a mais em IRPJ e CSLL. O impacto é maior em atividades com presunção de 32%, justamente onde a base de cálculo já era mais elevada antes da mudança.

    Cálculo prático do impacto

    Considere uma consultoria que fatura R$ 10 milhões em 2026, sob lucro presumido com presunção padrão de 32%. Sob a regra anterior, a base presumida seria R$ 3,2 milhões, com IRPJ e CSLL sobre esse valor. Com o adicional de 10%, a parcela acima do teto de R$ 5 milhões passa a ter presunção de 35,2%, gerando base presumida adicional. O efeito final pode chegar a uma elevação superior a R$ 50 mil em tributos federais ao longo do ano.

    Setores com presunção de 8%, como comércio e indústria, sofrem efeito relativamente menor, mas não desprezível. Para uma indústria com receita de R$ 25 milhões, o adicional sobre os R$ 20 milhões excedentes pode representar acréscimo da ordem de R$ 50 mil a R$ 80 mil por ano em IRPJ e CSLL combinados.

    O que ajustar imediatamente

    A nova regra exige adaptação na rotina de apuração. As prioridades são:

    • Atualização de sistemas: ERPs, planilhas internas e softwares de contabilidade precisam ter os novos coeficientes parametrizados, com cálculo automático do adicional sempre que a receita ultrapassar os tetos.
    • Revisão de planejamento de caixa: a maior carga tributária precisa ser refletida nas projeções financeiras de 2026. Empresas com fluxo de caixa apertado podem precisar reorganizar prazos de fornecedores e clientes para evitar desbalanceamento.
    • Reavaliação do regime: empresas próximas dos limites precisam comparar o lucro presumido com o lucro real. Em alguns casos, com aproveitamento de despesas e créditos tributários, o lucro real pode passar a ser mais vantajoso.
    • Comunicação com sócios: distribuição de lucros, decisões de investimento e dividendos precisam considerar o novo cenário. A previsão de retorno aos sócios pode mudar conforme o impacto da nova carga.

    Reflexos na precificação

    Empresas que prestam serviços com margens apertadas precisam reabrir o preço dos contratos para incorporar o efeito tributário. A discussão envolve renegociação com clientes, revisão de cláusulas de reajuste e atenção redobrada a contratos de longa duração. Em mercados muito competitivos, parte do impacto será absorvido pela margem; em outros, será repassada ao preço.

    Outro ponto sensível é a comparação com concorrentes optantes pelo Simples Nacional ou pelo lucro real. Em determinadas atividades, o aumento da carga no presumido pode tornar o regime menos competitivo, abrindo espaço para empresas que adotaram outros modelos.

    Cuidados para evitar erros

    O cálculo do adicional exige atenção a detalhes. Receitas operacionais, financeiras, de aluguel e ganhos de capital têm tratamentos distintos; misturar essas bases pode gerar apuração equivocada. Outros pontos de atenção:

    • Empresas com início de atividade no curso do ano calculam o limite proporcional, não o teto integral;
    • Operações com pessoas vinculadas precisam observar regras de preço de transferência quando aplicáveis;
    • Receitas reconhecidas pelo regime de competência podem divergir do regime de caixa, e o lucro presumido pode ser apurado por qualquer das opções, com efeitos diferentes;
    • Empresas optantes pelo lucro presumido com receita superior a R$ 78 milhões no ano-calendário são desenquadradas e migradas obrigatoriamente para o lucro real no exercício seguinte.

    Conclusão

    O adicional de 10% sobre os percentuais de presunção é um ajuste pontual em termos legislativos, mas com efeito relevante na rotina das empresas. Quem entender a regra cedo, atualizar sistemas e simular cenários conduz 2026 sem surpresas. Quem descobrir o efeito apenas no fechamento do trimestre encontra uma fatura tributária maior do que o previsto e fica com pouco tempo para reagir.

    A contabilidade estratégica tem aqui mais um chamado de atenção. Calibrar o regime tributário, monitorar receita mês a mês, simular o efeito do adicional e comunicar a diretoria com clareza são atividades que diferenciam controladorias preparadas das que apenas reagem.

    Perguntas frequentes

    O que e o adicional de 10% nos percentuais de presuncao do Lucro Presumido em 2026?

    A Lei Complementar 224/2025 instituiu um acrescimo de 10% sobre os percentuais de presuncao do Lucro Presumido quando a receita bruta supera os limites fixados. O ajuste nao altera as aliquotas de 15% do IRPJ e 9% da CSLL, mas amplia a base sobre a qual essas aliquotas incidem, gerando aumento real da carga tributaria.

    A partir de qual faturamento o adicional de 10% no Lucro Presumido comeca a valer em 2026?

    O adicional incide sobre a receita bruta que supera R$ 1,25 milhao por trimestre ou R$ 5 milhoes por ano. Para a CSLL em 2026, como as regras valem a partir do segundo trimestre, o teto proporcional de referencia e R$ 3,75 milhoes.

    Como o adicional de 10% muda o calculo pratico do Lucro Presumido para prestadores de servico?

    Para atividades com presuncao de 32%, o coeficiente aplicavel sobre o excedente passa a ser 35,2%. Para uma consultoria com faturamento anual de R$ 10 milhoes, a base presumida adicional pode resultar em elevacao de mais de R$ 50 mil em tributos federais ao longo do ano, conforme o calculo do post.

    Quais segmentos sao mais afetados pelo adicional de 10% no Lucro Presumido?

    O impacto e maior em atividades com presuncao de 32%, como escritorios de advocacia, clinicas medicas, consultorias, agencias de marketing e prestadores de TI. Setores com presuncao de 8%, como comercio e industria, sofrem efeito proporcionalmente menor, mas ainda relevante para receitas acima dos limites fixados.

    O que as empresas no Lucro Presumido devem ajustar imediatamente por causa da LC 224/2025?

    As prioridades sao: atualizar ERPs e planilhas com os novos coeficientes de presuncao e calculo automatico do adicional; revisar o planejamento de caixa para refletir a maior carga tributaria; e avaliar se a migracao para o Lucro Real ou para outro regime e mais vantajosa, considerando os novos parametros de apuracao.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    O aumento de IRPJ e CSLL no Lucro Presumido ja esta no seu planejamento de caixa?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Portal Contábeis

  • Selic a 14,5%: Impacto no Crédito e nas Empresas em 2026

    Selic a 14,5%: Impacto no Crédito e nas Empresas em 2026

    O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano em sua reunião de 29 de abril de 2026, representando o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. Apesar da redução, o cenário ainda impõe desafios significativos para empresas que dependem de crédito, financiamento e capital de giro, exigindo revisão cuidadosa do planejamento financeiro para o restante do ano.

    A Decisão do Copom e o Contexto Econômico

    A decisão foi unânime entre os diretores do Banco Central. O corte ocorre em um ambiente de incertezas: a guerra no Oriente Médio e seus reflexos no preço do petróleo pressionam a inflação doméstica, tornando o ciclo de afrouxamento monetário mais cauteloso do que o mercado esperava no início do ano.

    A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, acelerou para 0,89% em abril de 2026, elevando o acumulado em 12 meses para 4,37%. O valor está próximo do teto da meta de inflação, fixado em 4,5%. De acordo com o Boletim Focus, a projeção do mercado para o IPCA ao final de 2026 é de 4,86%, o que indica que os preços devem encerrar o ano acima da meta.

    Impacto Direto no Crédito Empresarial

    Para as empresas, a Selic em 14,5% ainda representa um custo de capital elevado. As taxas de juros bancárias para pessoa jurídica — crédito rotativo, capital de giro e antecipação de recebíveis — costumam ficar muito acima da Selic, tornando a rolagem de dívidas onerosa e reduzindo a viabilidade de novos investimentos.

    Pequenas e médias empresas são as mais afetadas, pois têm menor acesso a linhas de crédito subsidiadas e dependem em maior grau de crédito bancário convencional. Para essas empresas, cada décimo percentual de queda na Selic representa algum alívio no custo financeiro, mas o impacto efetivo demora alguns meses para se refletir nas taxas cobradas pelas instituições.

    Setores Mais Sensíveis

    Os setores de varejo, construção civil e serviços — que trabalham com margens mais estreitas e alto volume de financiamento ao consumidor — são os mais impactados pela taxa de juros elevada. O crédito imobiliário, em particular, sente diretamente a pressão da Selic sobre as taxas de financiamento habitacional, o que pode frear lançamentos e vendas.

    Alternativas Estratégicas para Reduzir o Custo Financeiro

    Em um ambiente de Selic ainda elevada, a busca por linhas de crédito subsidiadas torna-se estratégica. O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) opera diversas linhas com taxas significativamente inferiores às do mercado, especialmente para projetos de inovação, exportação, modernização produtiva e sustentabilidade ambiental.

    A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) oferece crédito para inovação com condições diferenciadas, incluindo carência ampliada e taxas muito abaixo da Selic. Empresas que investem em automação, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e manufatura avançada podem se beneficiar desses programas.

    Outra alternativa relevante é o uso estratégico da Lei do Bem, que oferece incentivos fiscais para empresas que realizam pesquisa e desenvolvimento tecnológico, permitindo reduzir a carga tributária e liberar recursos para reinvestimento.

    Planejamento de Caixa e Gestão da Dívida

    Com juros ainda elevados, a gestão rigorosa do fluxo de caixa torna-se essencial. Empresas devem priorizar o alongamento de prazos de dívidas, a renegociação de passivos com taxas pós-fixadas e a redução da dependência do crédito de curto prazo, que costuma ter os spreads mais altos.

    O planejamento tributário também desempenha papel fundamental na gestão financeira. Estruturas societárias eficientes, como holdings patrimoniais e familiares, podem reduzir a tributação sobre distribuição de lucros e otimizar o fluxo de caixa disponível para reinvestimento.

    Para a proteção do patrimônio e da rentabilidade em cenários de juros altos, também vale avaliar instrumentos de previdência privada. A escolha adequada entre PGBL e VGBL pode representar uma vantagem fiscal significativa para sócios e dirigentes de empresas.

    Perspectivas para o Restante de 2026

    O mercado financeiro projeta novos cortes na Selic ao longo de 2026, mas o ritmo deve permanecer cauteloso dado o cenário inflacionário e as incertezas externas. A previsão é de que a taxa encerre o ano entre 13,5% e 14%, dependendo do comportamento dos preços e do cenário geopolítico.

    Para as empresas, isso significa que a pressão dos juros altos não deve desaparecer no curto prazo. O planejamento financeiro para o segundo semestre de 2026 precisa considerar esse ambiente e identificar oportunidades para reduzir custos, melhorar a eficiência operacional e acessar fontes de financiamento mais baratas.

    Para obter orientações específicas sobre gestão financeira, estruturação de dívidas e planejamento em cenários de juros elevados, converse com os especialistas do Grupo BRA 360. Nossa equipe integra expertise em contabilidade gerencial, planejamento tributário e gestão financeira para ajudar sua empresa a navegar com segurança em qualquer cenário econômico.

    Perguntas frequentes

    Qual foi a decisao do Copom em abril de 2026 sobre a taxa Selic?

    O Copom do Banco Central reduziu a taxa Selic para 14,5% ao ano em sua reuniao de 29 de abril de 2026, representando o segundo corte consecutivo de 0,25 ponto percentual. A decisao foi unanime, mas o ciclo de afrouxamento e mais cauteloso do que o mercado esperava, dado que o IPCA-15 acelerou para 0,89% em abril, com acumulado de 4,37% em 12 meses.

    Como a Selic em 14,5% afeta o credito para pequenas e medias empresas?

    Pequenas e medias empresas sao as mais afetadas porque tem menor acesso a linhas de credito subsidiadas e dependem em maior grau do credito bancario convencional. As taxas cobradas pelas instituicoes ficam muito acima da Selic, tornando a rolagem de dividas onerosa e reduzindo a viabilidade de novos investimentos. Cada decimo percentual de queda na Selic demora meses para se refletir nas taxas praticadas.

    Quais linhas de credito com taxas menores estao disponiveis para empresas em 2026?

    O BNDES opera diversas linhas com taxas inferiores as do mercado para projetos de inovacao, exportacao, modernizacao produtiva e sustentabilidade. A Finep oferece credito para inovacao com carencia ampliada e taxas muito abaixo da Selic. Empresas que investem em automacao, Internet das Coisas, inteligencia artificial e manufatura avancada podem se beneficiar desses programas.

    Como a Lei do Bem pode ajudar empresas a reduzir custos em ambiente de juros altos?

    A Lei do Bem oferece incentivos fiscais para empresas que realizam pesquisa e desenvolvimento tecnologico, permitindo reduzir a carga tributaria de IRPJ e CSLL e liberar recursos para reinvestimento. Esse mecanismo e especialmente relevante em cenarios de Selic elevada, pois reduz a dependencia de credito externo ao fortalecer o caixa operacional da empresa.

    Por que holdings patrimoniais e previdencia privada sao relevantes em cenarios de juros altos?

    Estruturas societarias como holdings patrimoniais podem reduzir a tributacao sobre distribuicao de lucros e otimizar o fluxo de caixa disponivel para reinvestimento. A escolha adequada entre PGBL e VGBL pode representar vantagem fiscal significativa, especialmente para empresarios que buscam proteger o patrimonio e a rentabilidade em cenarios de custo de capital elevado.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa esta usando as alternativas certas para reduzir o custo financeiro com a Selic em 14,5%?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Agência Brasil

  • BRA 360 Frontier reúne empresários para expansão global

    BRA 360 Frontier reúne empresários para expansão global

    O Grupo BRA 360 promove no dia 20 de maio de 2026, às 16h, em Curitiba, o evento FRONTIER, encontro fechado para empresários e grupos econômicos interessados em internacionalização, expansão para a América Latina e arquitetura patrimonial de longo prazo. A reunião acontece no THE OX ROOM STEAKHOUSE, na Alameda Dom Pedro II, 390, Batel, e marca uma nova fase do posicionamento institucional da BRA 360 como consultoria estratégica integrada.

    Mais do que uma agenda corporativa, o FRONTIER nasce com a proposta de oferecer um espaço de conversa qualificada entre empresários que estão preparando o próximo ciclo de crescimento. O recorte é deliberado: empresas e famílias empresárias com porte e maturidade para discutir simultaneamente proteção patrimonial, eficiência fiscal e expansão para mercados estrangeiros.

    O que está por trás do nome FRONTIER

    FRONTIER é um dos três pilares de soluções da BRA 360, ao lado de LEGACY e HORIZON. Cada pilar resume uma frente de trabalho e funciona como porta de entrada para diferentes desafios estratégicos:

    • LEGACY trata de preservar, proteger e transmitir patrimônio. Trabalha holdings familiares, sucessão, governança e estruturação patrimonial integrada às áreas contábil e jurídica.
    • HORIZON está dedicado a ampliar, diversificar e consolidar resultados. Tem foco em planejamento tributário e inteligência de gestão financeira no contexto da reforma tributária do consumo.
    • FRONTIER é o pilar da expansão. Discute internacionalização, abertura de operações em mercados estrangeiros, proteção jurídica de ativos no exterior e adequação contábil para grupos com presença multinacional.

    Essa estrutura traduz, em linguagem prática, a essência do grupo: consultoria estratégica integrada com quatro divisões internas (Contábil, Consultoria, Capital e Jurídico) que se combinam para resolver problemas complexos com uma visão única.

    Por que falar de internacionalização agora

    O cenário macroeconômico brasileiro empurra um número crescente de empresas a olhar para fora. A reforma tributária do consumo, a transição cambial, o aumento de complexidade regulatória e o gargalo de competitividade da indústria nacional formam um conjunto de pressões que tornam a expansão internacional uma resposta estratégica real, não apenas um movimento exploratório.

    O Paraguai aparece como ponto de partida natural para muitas empresas brasileiras. A combinação de proximidade geográfica, regime fiscal competitivo, mão de obra qualificada e regras de incentivo a investimentos industriais explica a curva de migração de operações observada nos últimos anos. Para grupos econômicos que já amadureceram no Brasil, o desenho de uma estrutura no Paraguai pode significar redução de carga tributária, ampliação de mercado e abertura de canais para outros países da região.

    A FRONTIER se debruça exatamente sobre esse movimento. O evento de 20 de maio reúne quem está estudando o tema com seriedade, quem já iniciou a estruturação e quem precisa entender o passo seguinte para consolidar a operação internacional sem perder o controle dos riscos.

    Os temas centrais do encontro

    O programa foi construído para responder às perguntas que costumam paralisar a tomada de decisão sobre internacionalização. Em vez de aulas teóricas, o foco está em casos reais e na conexão entre as diferentes camadas que precisam funcionar de forma coordenada.

    Entre os blocos previstos:

    • Engenharia patrimonial integrada: como organizar holdings familiares e empresariais que sustentem operações nacionais e internacionais sem fragmentar a governança.
    • Planejamento tributário em ambiente de transição: impactos da CBS e do IBS para empresas com cadeias de suprimento e clientes em múltiplos países, e como antecipar a apuração na nova lógica de débitos e créditos.
    • Estruturação societária para internacionalização: os caminhos jurídicos para abertura de filiais, controladas e SPVs no Paraguai e na América Latina, com atenção a tratados internacionais e à proteção de ativos.
    • Compliance integrado: obrigações regulatórias cruzadas, exigências de transparência, atenção a regras de FATCA, CRS e recomendações da OCDE para grupos com renda no exterior.
    • Gestão financeira global: consolidação contábil, repatriação de lucros, conversão cambial, hedge e construção de demonstrações financeiras consistentes com padrões internacionais.

    O conteúdo é trabalhado em formato de mesa, com participação ativa dos convidados. A intenção é que cada empresário saia do evento com diagnóstico mais claro do próprio movimento de internacionalização e com decisões direcionadas para os 90 dias seguintes.

    Curitiba como palco

    A escolha de Curitiba não é casual. A cidade abriga uma filial estratégica da BRA 360 e ocupa posição privilegiada no eixo de logística que liga o Sul do Brasil ao Mercosul. Empresários paranaenses, catarinenses, paulistas e gaúchos formam um ecossistema relevante de empresas familiares com escala suficiente para encarar o salto internacional.

    O THE OX ROOM STEAKHOUSE, no Batel, foi escolhido pelo perfil discreto e pela qualidade do espaço para conversas executivas. A FRONTIER privilegia ambiente reservado, com convidados selecionados, para criar um clima propício à troca de informações sensíveis entre quem ocupa cadeiras de decisão.

    Passaporte Executivo: a experiência por trás do convite

    Os convidados recebem um Passaporte Executivo BRA 360 Frontier, peça gráfica desenhada para representar simbolicamente a jornada de internacionalização. Cada passaporte conta com selos dos três pilares (LEGACY, HORIZON e FRONTIER) e abre, no dia do evento, capítulos com conteúdo personalizado para cada perfil.

    A versão digital do passaporte está disponível em uma página imersiva acessível pelo endereço frontier.grupobra360.com.br. O convidado preenche dados de identificação e, ao confirmar presença, recebe acesso completo aos selos digitais e ao conteúdo dos pilares. A experiência foi pensada como ritual de entrada: cada gesto reforça o caráter exclusivo da reunião e prepara o convidado para o tipo de conversa que o evento oferece.

    Quem deve participar

    O FRONTIER é dirigido a sócios, diretores e líderes de áreas estratégicas em empresas que já tenham relevância nos mercados em que atuam e que estejam pensando o próximo passo. O perfil típico inclui:

    • Empresas familiares em transição sucessória, com necessidade de organizar herança e operações simultaneamente;
    • Indústrias do Sul e Sudeste que avaliam a abertura de unidades fabris no Paraguai sob o regime de maquila;
    • Grupos de serviços e tecnologia com clientes na América Latina e demanda por estrutura jurídica e fiscal eficiente;
    • Investidores e gestores de patrimônio que organizam veículos internacionais para diversificação cambial;
    • Empresários do agronegócio com operações de exportação e necessidade de logística internacional fiscalmente eficiente.

    O que esperar do dia 20 de maio

    O cronograma combina sessões de conteúdo com momentos de networking e conversa privada com sócios e especialistas da BRA 360. A proposta não é distribuir respostas prontas, mas estruturar perguntas certas. Internacionalizar exige diagnóstico cuidadoso, leitura de risco coordenada e execução com cadência. Em poucas horas de evento, esse mosaico ganha forma e os participantes saem com clareza dos próximos movimentos.

    Para empresas que avaliam o tema pela primeira vez, o encontro ajuda a desmistificar a complexidade. Para grupos já em operação, é um espaço para revisar o que está funcionando, o que precisa ser corrigido e onde existe espaço para escala. Em ambos os casos, a presença vale tanto pelo conteúdo quanto pelas relações construídas no momento.

    Como receber o convite

    O FRONTIER tem vagas limitadas e curadoria de convidados. Empresários, sócios e executivos interessados em participar podem manifestar interesse pelos canais oficiais do Grupo BRA 360 e pelas equipes responsáveis pelo relacionamento com clientes e parceiros estratégicos.

    Quem já recebeu o link do passaporte digital pode acessar a experiência imersiva, preencher os dados de identificação e confirmar presença diretamente pela página oficial. A confirmação de presença libera o conteúdo completo dos selos digitais e prepara o terreno para o encontro presencial.

    Conclusão

    O evento FRONTIER de 20 de maio em Curitiba marca um momento simbólico para o Grupo BRA 360 e para os empresários convidados. É o encontro entre quem oferece consultoria estratégica integrada e quem precisa decidir, na prática, como dar o próximo salto. Internacionalização, proteção patrimonial e eficiência tributária deixam de ser temas isolados e se transformam em pauta única, conectada e acionável.

    Para empresários que entendem que o ciclo atual exige novos horizontes e que querem fazer escolhas com base em informação qualificada, o FRONTIER é o espaço certo para começar a próxima etapa.

    Perguntas frequentes

    O que e o evento FRONTIER da BRA 360 e qual o seu objetivo?

    O FRONTIER e um encontro fechado promovido pelo Grupo BRA 360 em 20 de maio de 2026, em Curitiba, voltado a empresarios e grupos economicos interessados em internacionalizacao, expansao para a America Latina e arquitetura patrimonial de longo prazo. O evento foi realizado no THE OX ROOM STEAKHOUSE, na Alameda Dom Pedro II, 390, Batel.

    Quais sao os tres pilares de solucoes da BRA 360 e o que cada um representa?

    Os tres pilares sao LEGACY, HORIZON e FRONTIER. LEGACY trata de preservar e transmitir patrimonio por meio de holdings familiares, sucessao e governanca. HORIZON foca em planejamento tributario e gestao financeira no contexto da reforma tributaria. FRONTIER e dedicado a expansao internacional, abertura de operacoes no exterior e adequacao contabil para grupos multinacionais.

    Por que o Paraguai e apontado como ponto de partida para internacionalizacao de empresas brasileiras?

    O Paraguai combina proximidade geografica, regime fiscal competitivo, mao de obra qualificada e regras de incentivo a investimentos industriais. Para grupos economicos que ja amadureceram no Brasil, uma estrutura no Paraguai pode representar reducao de carga tributaria, ampliacao de mercado e abertura de canais para outros paises da America Latina.

    Quais temas foram abordados no programa do evento FRONTIER?

    O programa incluiu blocos sobre engenharia patrimonial integrada com holdings familiares e empresariais, planejamento tributario em ambiente de transicao com impactos da CBS e IBS para cadeias multinacionais, estruturacao societaria para internacionalizacao com abertura de filiais e SPVs no Paraguai e na America Latina, e compliance integrado para operacoes em multiplos paises.

    Quais pressoes macroeconomicas tornam a expansao internacional uma resposta estrategica para empresas brasileiras?

    A reforma tributaria do consumo, a transicao cambial, o aumento de complexidade regulatoria e o gargalo de competitividade da industria nacional formam um conjunto de pressoes que tornam a expansao internacional relevante. Grupos que enfrentam esses desafios encontram no exterior alternativas de mercado, estruturas societarias mais eficientes e regimes fiscais que ampliam a rentabilidade operacional.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa esta estruturada para crescer internacionalmente com protecao patrimonial?

    A BRA 360 Capital organiza holdings, sucessão e governança familiar para preservar, proteger e transmitir o patrimônio com segurança.

    Falar com a BRA 360 Capital

    Fonte: Página oficial do evento

  • Holding Patrimonial: Sucessão Familiar com Planejamento

    As famílias empresárias brasileiras constroem patrimônio ao longo de décadas. Quando chega o momento de transmitir esse legado, o processo pode ser doloroso: inventários demorados, altos custos com ITCMD, desgaste entre herdeiros e risco de fragmentação dos negócios. A holding patrimonial surge como resposta estruturada a esses desafios, reunindo planejamento tributário, organização societária e governança familiar em uma única estrutura.

    Segundo levantamento do Sebrae, 265 dos 300 maiores grupos empresariais brasileiros têm origem familiar. Paradoxalmente, esses grupos são os que menos se preparam para a sucessão. A holding patrimonial vem ganhando espaço justamente porque organiza a transferência do patrimônio enquanto os fundadores ainda estão vivos e em condições de estruturar as regras do jogo.

    O que é a holding patrimonial e como ela se estrutura

    A holding patrimonial é uma pessoa jurídica criada para reunir, organizar e administrar o patrimônio de uma família. Diferentemente de uma empresa operacional, ela não vende produtos nem presta serviços: sua função é ser o veículo de titularidade dos bens familiares.

    No Brasil, a forma jurídica mais adotada é a sociedade limitada (LTDA), regulada pelo Código Civil. A LTDA é preferida pela flexibilidade do contrato social, pelo menor custo de manutenção e pela possibilidade de estabelecer regras personalizadas sobre administração, transferência de quotas e ingresso de novos sócios. Em famílias com estrutura mais complexa, a sociedade anônima (S/A) pode ser escolhida por permitir a emissão de diferentes classes de ações com direitos distintos.

    O contrato social é o documento central. Nele ficam registradas as regras de governança: quem administra, como são tomadas as decisões e quais bens podem ser transferidos. Grupos como a J&F Investimentos (controlador da JBS), a Alpargatas e o grupo Flora estruturaram suas holdings para centralizar a gestão e organizar a sucessão.

    Quais bens costumam integrar a holding patrimonial

    A holding patrimonial pode receber diferentes categorias de ativos:

    • Imóveis: terrenos, apartamentos, imóveis comerciais e rurais. O proprietário integraliza o bem no capital social e recebe quotas proporcionais ao valor do ativo.
    • Participações societárias: quotas ou ações de empresas operacionais da família. A holding passa a ser a sócia dessas empresas, centralizando a gestão patrimonial.
    • Aplicações financeiras: fundos de investimento, CDBs e outros ativos de renda fixa ou variável também podem compor o capital da holding.
    • Direitos e intangíveis: em alguns casos, marcas registradas, royalties e outros intangíveis integram o patrimônio da holding.

    A integralização de imóveis merece atenção especial: pode gerar incidência de ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), exceto nas hipóteses de imunidade previstas no art. 156, §2º, I, da Constituição Federal. Cada operação deve ser analisada individualmente por profissional habilitado.

    Doação de quotas em vida com usufruto vitalício

    A estratégia mais utilizada na holding patrimonial é a doação das quotas sociais aos herdeiros em vida, combinada com a reserva de usufruto vitalício para o fundador.

    O mecanismo funciona da seguinte forma: o fundador transfere formalmente a propriedade das quotas para os filhos (ou outros herdeiros escolhidos), mas reserva para si o usufruto vitalício. Na prática, isso garante que o fundador:

    1. Mantenha o controle da administração da holding.
    2. Continue recebendo os rendimentos gerados (dividendos, aluguéis, distribuições de lucro).
    3. Antecipe juridicamente a transmissão patrimonial, reduzindo o volume sujeito a inventário.

    Quando o fundador falece, as quotas já estão em nome dos herdeiros. A extinção do usufruto dispensa, em regra, a abertura de inventário para aquele patrimônio. O ganho em velocidade e custo é expressivo: um inventário judicial pode levar anos e consumir entre 10% e 20% do patrimônio em honorários e impostos, enquanto a sucessão via holding pode ser muito mais ágil e econômica.

    Vantagens tributárias: ITCMD e redução do inventário

    O ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação) é cobrado pelos estados sobre heranças e doações. Com a Emenda Constitucional 132/2023, que iniciou a reforma tributária, os estados passaram a ser obrigados a adotar alíquotas progressivas, variando de 2% a 8% conforme o valor transmitido.

    A holding patrimonial oferece vantagens nesse contexto:

    • Antecipação da transmissão: ao fazer a doação das quotas em vida, o fato gerador ocorre enquanto os bens estão devidamente avaliados e documentados, com regras claras definidas pelo fundador.
    • Redução do inventário: os bens integrados à holding já têm herdeiros definidos por meio da participação societária, simplificando ou dispensando o processo de inventário.
    • Concentração da gestão: em vez de transmitir cada bem individualmente, a transmissão ocorre sobre as quotas da holding, o que pode simplificar o processo sucessório como um todo.

    O impacto do STJ e da reforma tributária no ITCMD

    O planejamento via holding ganhou uma variável importante em 2025. Em fevereiro, a Segunda Turma do STJ, no julgamento do REsp 2.139.412/MT, decidiu que o ITCMD deve incidir sobre o valor de mercado dos imóveis integralizados na holding, e não sobre o valor contábil das quotas sociais. A decisão foi fundamentada nos artigos 38 e 148 do Código Tributário Nacional.

    Esse entendimento impacta planejamentos que dependiam do diferencial entre o valor contábil (registrado no balanço da empresa) e o valor de mercado dos imóveis. Com a nova posição do STJ, a base de cálculo do ITCMD pode ser maior do que o planejado originalmente. O Projeto de Lei Complementar 108/2024 propõe consolidar essa base de cálculo pelo valor de mercado na legislação federal, o que deve uniformizar o tratamento em todos os estados.

    O cenário reforça que estruturas existentes precisam ser revisadas e que novos planejamentos devem considerar esse ambiente jurídico e tributário mais exigente.

    Governança familiar: acordo de sócios, conselho e protocolos

    Uma holding patrimonial bem estruturada vai além da eficiência tributária. Ela é um instrumento de governança familiar, capaz de prevenir conflitos e garantir a continuidade do patrimônio ao longo das gerações.

    Os principais instrumentos incluem:

    • Acordo de sócios: disciplina o exercício do voto, restrições à transferência de quotas, direito de preferência, mecanismos de saída (drag-along e tag-along) e resolução de disputas entre herdeiros.
    • Conselho de família: instância de deliberação que reúne os membros da família para discutir estratégias, valores e questões importantes, sem interferir na gestão operacional do dia a dia.
    • Conselho de administração: em holdings maiores ou estruturadas como S/A, esse colegiado supervisiona a gestão e garante transparência aos sócios.
    • Cláusulas protetivas: inalienabilidade (impede a venda do bem), impenhorabilidade (protege contra dívidas futuras do herdeiro) e incomunicabilidade (afasta o bem do patrimônio do cônjuge em caso de divórcio).

    A governança documenta a vontade da família e reduz a dependência de decisões individuais. Com regras claras, o patrimônio tem mais chance de chegar intacto às próximas gerações.

    Limites e riscos: substância, propósito real e fiscalização

    A holding patrimonial é legítima. Mas ela precisa ter substância e propósito real para resistir ao escrútinio da Receita Federal e do CARF (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais).

    Propósito real significa que a holding deve ser constituída com objetivos genuínos: organizar o patrimônio, planejar a sucessão, facilitar a gestão de imóveis ou participações societárias. Uma estrutura criada exclusivamente para economizar tributos, sem atividade efetiva, sem reuniões documentadas e sem contabilidade própria, pode ser questionada como simulação ou abuso de forma.

    O CARF já desconsiderou holdings em situações como:

    • Estruturas artificiais, criadas apenas no papel, sem substância econômica real.
    • Bens integralizados que continuavam sendo geridos como se ainda pertencessem ao sócio, sem separação patrimonial efetiva.
    • Holdings que nunca realizaram reuniões formais, não mantinham contabilidade própria e não distribuíram resultados com regularidade.

    A norma antielisiva do art. 116, parágrafo único, do CTN autoriza a Receita Federal a desconsiderar atos realizados com abuso de forma ou simulação. A proteção patrimonial legítima exige que a holding funcione como uma empresa real: com CNPJ ativo, escrituração regular, reuniões documentadas em ata e gestão efetiva dos bens.

    6 lições práticas para quem pensa em constituir uma holding patrimonial

    1. Planeje com antecedência: a constituição da holding deve acontecer enquanto os fundadores estão em plenas condições de tomar decisões. Deixar para o momento de crise reduz as opções disponíveis e eleva os custos.
    2. Atualize a estrutura com a nova jurisprudência: a decisão do STJ de fevereiro de 2025 sobre ITCMD a valor de mercado pode alterar a lógica tributária de planejamentos existentes. Revise com um especialista antes de tomar novas decisões.
    3. Dê substância à holding: mantenha contabilidade ativa, realize reuniões com atas assinadas, separe formalmente o patrimônio pessoal do corporativo e documente todas as decisões relevantes.
    4. Use o acordo de sócios: não espere o conflito surgir para regular as relações entre herdeiros. O acordo de sócios, bem redigido e atualizado, prevé disputas e preserva o patrimônio familiar.
    5. Combine planejamento tributário com planejamento sucessório: a holding serve tanto para reduzir a carga tributária quanto para garantir que o patrimônio chegue à próxima geração de forma organizada e justa. Os dois objetivos se reforçam e devem ser tratados em conjunto.
    6. Conte com equipe multidisciplinar: a constituição e manutenção de uma holding patrimonial exige advogados especializados em direito societário e tributário, contadores experientes e, em muitos casos, consultores de governança. A atuação conjunta reduz riscos e maximiza os resultados do planejamento.

    Perguntas frequentes

    O que e uma holding patrimonial e como ela se estrutura juridicamente?

    A holding patrimonial e uma pessoa juridica criada para reunir, organizar e administrar o patrimonio de uma familia. Diferente de uma empresa operacional, ela nao vende produtos nem presta servicos. No Brasil, a forma mais adotada e a sociedade limitada (LTDA), preferida pela flexibilidade do contrato social, pelo menor custo de manutencao e pela possibilidade de regras personalizadas sobre administracao e transferencia de quotas.

    Quais bens podem ser integrados a uma holding patrimonial?

    A holding patrimonial pode receber imoveis, como terrenos e apartamentos comerciais e rurais; participacoes societarias em empresas operacionais da familia; aplicacoes financeiras como fundos de investimento e CDBs; e direitos e intangiveis como marcas e royalties. A integralizacao de imoveis merece analise individual quanto ao ITBI, observadas as hipoteses de imunidade previstas na Constituicao Federal.

    Como funciona a doacao de quotas em vida com usufruto vitalicio na holding?

    O fundador transfere formalmente as quotas para os herdeiros, mas reserva para si o usufruto vitalicio. Isso garante que ele mantenha o controle da administracao, continue recebendo rendimentos como dividendos e alugueis, e antecipe juridicamente a transmissao patrimonial. Quando o fundador falece, as quotas ja estao em nome dos herdeiros, dispensando em regra a abertura de inventario para aquele patrimonio.

    Quais vantagens a holding patrimonial oferece em relacao ao inventario tradicional?

    Um inventario judicial pode levar anos e consumir entre 10% e 20% do patrimonio em honorarios e impostos, enquanto a sucessao via holding pode ser significativamente mais agil e com menor custo. Grupos como J&F Investimentos, Alpargatas e grupo Flora estruturaram holdings para centralizar a gestao e organizar a sucessao, reduzindo disputas entre herdeiros e preservando a continuidade dos negocios.

    Quais sao as principais vantagens tributarias da holding patrimonial?

    A holding patrimonial oferece planejamento sobre o ITCMD incidente na transmissao de patrimonio, possibilidade de distribuicao de lucros isenta de IRPF para os socios e organizacao da carga tributaria sobre rendimentos de alugueis e aplicacoes financeiras. A estrutura tambem permite otimizar a tributacao em operacoes futuras de venda de ativos e na distribuicao de heranca entre multiplos herdeiros.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua familia ja tem uma estrutura de holding para proteger e transmitir o patrimonio com planejamento?

    A BRA 360 Capital organiza holdings, sucessão e governança familiar para preservar, proteger e transmitir o patrimônio com segurança.

    Falar com a BRA 360 Capital

    Fonte: Migalhas: ITCMD e Holdings Familiares