O fim da escala 6×1 tem sido pauta já há um bom tempo, tanto por parte dos trabalhadores quanto do governo. E nesta última terça-feira (3) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, deu uma declaração que chamou a atenção.
Isso porque, para o ministro, a aprovação do fim da escala 6×1 deve ser acelerada. Para isso, o governo deve tomar uma importante decisão de enviar um projeto de lei com urgência para o Congresso Nacional, de modo a destravar as discussões sobre a jornada de trabalho.
O objetivo desse projeto de lei em urgência será garantir que o fim da escala 6×1, bem como da redução de horas semanais de trabalho, caminhem em uma “velocidade desejada” para sua aprovação.
Urgência acelera a decisão do Congresso
Quando um projeto de lei é enviado ao Congresso com urgência, isso quer dizer que a proposta passa a tramitar em um regime especial que obrigatoriamente acaba acelerando a votação.
Caso o governo envie o projeto de lei sobre o fim da escala 6×1 em regime de urgência, o projeto terá um prazo máximo de até 45 dias para ser votado em cada casa do Congresso Nacional, primeiro na Câmara dos Deputados e em seguida no Senado Federal.
Se porventura o prazo de votação de 45 expirar e os parlamentares não definirem nada sobre o fim da escala 6×1, o projeto acaba trancando a pauta da casa, ou seja, outros projetos ficam impedidos de votar para os parlamentares priorizarem a definição dessa proposta.
Propostas em discussão e objetivo do governo
Enquanto nada é definido, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, explicou que, ainda que as coisas não estejam na velocidade que o governo gostaria, as mudanças estão sendo discutidas no Congresso em diferentes propostas que estão em análise.
Atualmente, existem duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs) em tramitação no Congresso. Uma delas, a PEC 148/2015 prevê aumentar o descanso semanal mínimo para dois dias e reduzir a jornada de trabalho de 44 para 36 horas semanais (sem contar horas extras).
Já a segunda proposta, mais radical, a PEC 8/2025, prevê uma semana de trabalho de quatro dias com três dias de descanso garantido. Nesse modelo, a jornada será limitada a 36 horas semanais, o que basicamente acabaria com a escala 6×1, adotando algo parecido com 4 dias de trabalho e 3 de folga (4×3).
Durante a entrevista, o ministro foi enfático em dizer que a prioridade do governo para este momento é reduzir a jornada semanal para 44 horas, o que facilitaria na prática o fim da escala 6×1, já que permitiria reorganizar os horários de trabalho.
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Perguntas frequentes
O que o ministro do Trabalho declarou sobre o fim da escala 6×1?
O ministro Luiz Marinho declarou que a aprovação do fim da escala 6×1 deve ser acelerada e que o governo pretende enviar um projeto de lei em regime de urgência ao Congresso Nacional para garantir que as mudanças na jornada de trabalho caminhem na velocidade desejada.
O que acontece quando um projeto de lei é enviado ao Congresso em regime de urgência?
Em regime de urgência, o projeto passa a tramitar em regime especial com prazo máximo de 45 dias para ser votado em cada casa do Congresso, primeiro na Câmara e depois no Senado. Se o prazo expirar sem votação, o projeto trava a pauta, impedindo outros projetos de serem votados.
Quais são as propostas de emenda à Constituição sobre jornada de trabalho em tramitação?
Há duas PECs em tramitação: a PEC 148/2015, que prevê aumentar o descanso semanal para dois dias e reduzir a jornada de 44 para 36 horas semanais, e a PEC 8/2025, que prevê semana de quatro dias com três de descanso e jornada máxima de 36 horas semanais.
Qual é a prioridade do governo federal sobre a jornada de trabalho?
O ministro Luiz Marinho afirmou que a prioridade do governo neste momento é reduzir a jornada semanal para 44 horas. Essa medida facilitaria na prática o fim da escala 6×1, pois permitiria reorganizar os horários de trabalho sem exigir emenda constitucional imediata.
O fim da escala 6×1 já está aprovado no Brasil?
Não. O tema ainda está sendo discutido no Congresso por meio de diferentes propostas, sem aprovação definitiva. O governo analisa o envio de projeto de lei em urgência, mas os parlamentares precisam votar e aprovar qualquer mudança antes que ela entre em vigor.
Por Rodrigo Brustolin
Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.
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Fonte: CNN Brasil