Autor: Felipe Alves

  • Benefícios Tributários Preservados pela RFB em 2026

    Benefícios Tributários Preservados pela RFB em 2026

    Benefícios tributários preservados: o que a Receita Federal decidiu manter fora dos cortes fiscais

    Os benefícios tributários preservados pela Receita Federal do Brasil (RFB) em 2026 ganharam destaque após a publicação da Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026. Com a Lei Complementar 224/2025, o governo federal determinou uma redução linear de 10% nos incentivos fiscais federais. No entanto, diversos benefícios foram mantidos fora dessa redução, protegendo setores estratégicos da economia brasileira.

    Neste artigo, explicamos quais benefícios foram preservados, como funciona a redução linear e qual o impacto prático dessa medida para empresas e profissionais contábeis.

    O que é a redução linear de incentivos fiscais?

    A redução linear de incentivos fiscais foi estabelecida pela Lei Complementar nº 224/2025 como parte do pacote de ajuste fiscal do governo federal. Na prática, ela impõe um corte uniforme de 10% sobre os benefícios tributários listados no orçamento de 2026, abrangendo tributos como:

    • Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ)
    • Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
    • PIS/Pasep e Cofins
    • Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI)
    • Imposto de Importação (II)
    • Contribuições previdenciárias sobre a folha de pagamento

    Essa medida busca reequilibrar as contas públicas, mas o governo reconheceu que determinados benefícios possuem importância social e econômica que justifica sua manutenção integral.

    Quais benefícios foram preservados pela RFB?

    A Instrução Normativa RFB nº 2.307/2026 atualizou a lista de benefícios tributários que permanecem integralmente protegidos da redução linear. Entre os principais, destacam-se:

    Simples Nacional e MEI

    O regime tributário simplificado, utilizado por micro e pequenas empresas, foi totalmente preservado. Isso inclui o Simples Nacional e o tratamento diferenciado ao Microempreendedor Individual (MEI). Essa decisão protege diretamente mais de 16 milhões de MEIs e milhões de pequenas empresas em todo o país.

    Zona Franca de Manaus

    Os incentivos fiscais destinados à Zona Franca de Manaus e às Áreas de Livre Comércio foram mantidos fora dos cortes. Isso abrange benefícios para industrialização e comercialização na região, fundamentais para a manutenção do polo industrial amazonense.

    Desoneração da folha de pagamento

    Setores específicos que contam com a desoneração da folha de pagamento tiveram esse benefício preservado. A medida é considerada essencial para a manutenção de empregos em segmentos intensivos em mão de obra, como construção civil, tecnologia da informação e comunicação.

    Prouni e educação

    As isenções tributárias concedidas a instituições de ensino superior participantes do Programa Universidade para Todos (Prouni) foram integralmente mantidas. O cálculo permanece baseado na ocupação efetiva das bolsas de estudo.

    Previdência complementar fechada

    As entidades fechadas de previdência complementar, os fundos de pensão, mantiveram seus benefícios tributários preservados, garantindo estabilidade para os planos de aposentadoria complementar dos trabalhadores.

    Pesquisa, desenvolvimento e inovação

    Créditos tributários e incentivos vinculados à pesquisa e desenvolvimento tecnológico continuam fora da redução. Isso inclui benefícios para empresas de tecnologia da informação, semicondutores, computação e automação, além de exclusões de base de cálculo relacionadas a investimentos em inovação tecnológica.

    Entidades sem fins lucrativos

    A RFB reforçou o tratamento especial às associações civis sem fins lucrativos, que mantiveram suas imunidades e isenções tributárias preservadas integralmente.

    Impacto prático para empresas e contadores

    Para os profissionais da contabilidade, compreender essa divisão entre benefícios preservados e benefícios sujeitos à redução é fundamental. As empresas que utilizam incentivos não protegidos deverão recalcular seus planejamentos tributários, considerando a redução de 10% nos valores dos benefícios.

    Já as empresas enquadradas no Simples Nacional, na Zona Franca de Manaus ou em programas de P&D podem ficar tranquilas: seus benefícios permanecem inalterados para o exercício de 2026.

    É importante que os contadores revisem cuidadosamente a situação de cada cliente, especialmente aqueles que utilizam múltiplos benefícios fiscais. A reforma tributária em andamento, com a implementação do IBS e da CBS, adiciona uma camada extra de complexidade ao cenário.

    Relação com a reforma tributária

    A redução linear de incentivos fiscais ocorre em um momento de transição tributária no Brasil. Com o início da fase de testes do IBS e da CBS previstos na reforma tributária, muitos benefícios fiscais federais serão gradualmente substituídos pelo novo sistema.

    Nesse contexto, a preservação de certos benefícios pode ser vista como uma estratégia de transição suave, evitando impactos abruptos em setores sensíveis da economia. Para quem acompanha o split payment na reforma tributária, é importante entender como essas mudanças se interconectam.

    Como se preparar

    Diante desse cenário, recomendamos as seguintes ações:

    1. Mapeie os benefícios utilizados: Identifique quais incentivos fiscais sua empresa ou seus clientes utilizam e verifique se estão na lista de preservados.
    2. Recalcule o planejamento tributário: Para benefícios sujeitos à redução, ajuste as projeções financeiras considerando o corte de 10%.
    3. Acompanhe as atualizações: A RFB pode atualizar periodicamente a lista de benefícios preservados. Fique atento ao Diário Oficial da União.
    4. Considere o cenário da reforma tributária: Avalie como as mudanças da contabilidade estratégica em 2026 podem afetar sua operação.

    Conclusão

    A decisão da Receita Federal de preservar determinados benefícios tributários da redução linear demonstra o cuidado do governo em proteger setores estratégicos e regimes simplificados. Para empresas e contadores, o momento exige atenção redobrada ao planejamento tributário, especialmente considerando as múltiplas mudanças no cenário fiscal brasileiro.

    O Grupo BRA 360 está preparado para ajudar sua empresa a navegar por essas mudanças com segurança e eficiência. Nossa equipe de especialistas em contabilidade estratégica pode orientar seu planejamento tributário diante da nova realidade fiscal. Entre em contato conosco e saiba como podemos apoiar o crescimento do seu negócio.

    Fonte: Contábeis | Receita Federal

  • Hora Extra Pode Ficar Isenta de Impostos

    Hora Extra Pode Ficar Isenta de Impostos

    De acordo com a Agência Câmara de Notícias, um novo Projeto de Lei encontra-se em tramitação na Câmara dos Deputados e pode alterar significativamente a forma como as horas extras são tributadas no Brasil. 
    O PL 6814/25, de autoria do deputado Duda Ramos (MDB-RR), propõe a isenção de contribuições previdenciárias e outros encargos sociais sobre os valores pagos a título de horas extras para trabalhadores sob o regime da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
    Atualmente, a remuneração por horas excedentes à jornada normal compõe a base de cálculo para diversos tributos, o que aumenta o custo operacional para as empresas e reduz o valor líquido recebido pelo empregado. 
    A proposta visa interromper essa incidência, desonerando tanto a folha de pagamento patronal quanto o contracheque do trabalhador.
    Fim do “Excesso Fiscal”
    De acordo com o texto, os valores pagos pelo trabalho além da jornada contratual, incluindo os adicionais legais de 50% (dias úteis) ou 100% (feriados e domingos), não serão considerados na base de cálculo de contribuições devidas ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) ou a terceiros (Sistema S).
    O deputado Duda Ramos justifica a medida afirmando que a tributação atual gera um “duplo efeito negativo”. Segundo o parlamentar, o sistema vigente encarece a contratação e pune o esforço adicional do trabalhador. “A tributação sobre essas parcelas representa um excesso fiscal incompatível com os princípios da razoabilidade e da capacidade contributiva”, defende Ramos em sua justificativa. 
    Para o autor, a mudança tem o potencial de incentivar a formalização de vagas e estimular a economia através da geração de renda direta.
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    Proteção de direitos
    Uma das principais preocupações em torno da flexibilização de encargos é a possível perda de benefícios previdenciários ou trabalhistas. No entanto, o PL 6814/25 estabelece uma salvaguarda: a isenção tributária não deve prejudicar o cálculo de outros direitos essenciais.
    Dessa forma, o cálculo de férias proporcionais, do 13º salário e do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) continuará sendo feito com base na remuneração total do empregado, mantendo as horas extras na conta. 
    O projeto também cria uma barreira federativa, proibindo que a União, os estados e os municípios criem novas taxas ou contribuições que incidam especificamente sobre essas horas.
    Próximos passos
    O projeto de lei será analisado de forma conclusiva, ou seja, sem a necessidade de passar pelo Plenário, caso haja acordo, pelas comissões de Trabalho, Finanças e Tributação e Constituição e Justiça.
    Para que a medida se torne lei e passe a vigorar em todo o território nacional, ela precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e, posteriormente, pelo Senado Federal.
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  • Aposentadoria do Professor: Nova Lei 15.326/2026

    Aposentadoria do Professor: Nova Lei 15.326/2026

    Aposentadoria do professor do ensino infantil: o que muda com a Lei 15.326/2026

    A aposentadoria do professor ganhou um novo capítulo com a sanção da Lei nº 15.326/2026 pelo presidente Lula. A nova legislação reconhece formalmente o trabalho dos professores da educação infantil como atividade de magistério, garantindo acesso às regras diferenciadas de aposentadoria. Essa conquista representa uma vitória histórica para a categoria, que há anos lutava pelo reconhecimento dessa equivalência.

    Neste artigo, explicamos em detalhes o que muda com a nova lei, quais são os requisitos para solicitar a aposentadoria especial e como os professores devem se preparar.

    O que diz a Lei 15.326/2026?

    A Lei nº 15.326/2026 reitera a valorização dos professores da educação infantil por meio do reconhecimento de que suas atividades se equiparam ao magistério para fins previdenciários. Na prática, isso significa que professores de creches e pré-escolas passam a ter direito às mesmas regras de aposentadoria aplicáveis aos demais docentes da educação básica.

    A legislação reforça ainda a importância do piso salarial nacional do magistério, dos planos de carreira e do acesso via concurso público às redes públicas de ensino.

    Requisitos para aposentadoria do professor em 2026

    Com as regras de transição da Reforma da Previdência (EC 103/2019) ainda em vigor, os requisitos variam conforme o gênero do profissional e o ano de solicitação do benefício.

    Para professoras (mulheres)

    • Idade mínima em 2026: 54 anos e 6 meses
    • Tempo de contribuição: 25 anos em atividade de magistério
    • Pontuação (idade + tempo): A regra de pontos também se aplica, com exigência crescente a cada ano

    Para professores (homens)

    • Idade mínima em 2026: 59 anos e 6 meses
    • Tempo de contribuição: 30 anos em atividade de magistério
    • Pontuação (idade + tempo): Segue a mesma regra progressiva

    É fundamental destacar que esses requisitos seguem a regra de transição por idade mínima progressiva. A cada ano, a idade mínima exigida aumenta em seis meses até atingir o patamar definitivo de 57 anos para mulheres e 62 anos para homens.

    Redução de até 5 anos no tempo de contribuição

    Uma das maiores vantagens da aposentadoria especial do professor é a redução de cinco anos no tempo de contribuição em relação às regras gerais do INSS. Enquanto a aposentadoria comum exige 30 anos de contribuição para mulheres e 35 anos para homens, os professores podem se aposentar com 25 e 30 anos, respectivamente.

    Com a nova lei, essa redução passa a ser acessível também para os professores da educação infantil, que antes enfrentavam dificuldades para comprovar a atividade de magistério nesse nível de ensino.

    Como comprovar a atividade de magistério na educação infantil

    Embora a Lei 15.326/2026 amplie o reconhecimento, o INSS ainda realizará análise individualizada de cada caso. Para garantir o direito à aposentadoria especial, o professor deve reunir documentação comprobatória adequada:

    1. Carteira de Trabalho (CTPS): Com registro claro de atividade em educação infantil
    2. Declaração da instituição de ensino: Atestando o exercício de funções de magistério
    3. Contracheques e holerites: Demonstrando a natureza da atividade exercida
    4. Certificados e diplomas: Comprovando habilitação para o magistério
    5. Perfil Profissiográfico Previdenciário (PPP): Quando disponível

    É recomendável que o professor organize essa documentação com antecedência e, se possível, busque orientação de um advogado previdenciário ou contador especializado.

    Impacto para o setor educacional

    A nova lei beneficia diretamente milhares de profissionais que atuam em creches e escolas de educação infantil em todo o Brasil. Segundo dados do INEP, o país possui mais de 120 mil estabelecimentos de educação infantil, empregando centenas de milhares de professores.

    Para gestores escolares e departamentos de recursos humanos, é importante adequar os registros trabalhistas para refletir corretamente a atividade de magistério, facilitando o processo de aposentadoria futura dos profissionais.

    Cálculo do benefício

    O valor da aposentadoria do professor segue as regras gerais de cálculo do INSS pós-reforma. A base de cálculo considera a média de 100% dos salários de contribuição desde julho de 1994. Sobre essa média, aplica-se o coeficiente de 60% mais 2% por ano de contribuição que exceder 15 anos (mulheres) ou 20 anos (homens).

    Na prática, professores com mais tempo de contribuição terão benefícios proporcionalmente maiores. Por isso, é importante realizar um planejamento previdenciário detalhado antes de solicitar a aposentadoria.

    Relação com o planejamento financeiro

    A aposentadoria do professor é apenas uma peça do planejamento financeiro de longo prazo. Profissionais da educação também devem considerar estratégias complementares, como previdência privada e investimentos. Uma contabilidade estratégica pode auxiliar nesse planejamento, garantindo maior segurança financeira no futuro.

    Além disso, para professores que também possuem atividades como pessoa jurídica ou prestadores de serviço, o Imposto de Renda 2026 pode impactar diretamente o planejamento tributário e previdenciário.

    Passo a passo para solicitar a aposentadoria

    1. Verifique seus requisitos: Confira se você atende à idade mínima e ao tempo de contribuição exigidos
    2. Reúna a documentação: Organize todos os comprovantes de atividade de magistério
    3. Acesse o Meu INSS: Faça o requerimento pelo portal ou aplicativo do INSS
    4. Acompanhe o processo: Monitore o andamento pelo sistema e responda a eventuais exigências
    5. Busque assessoria profissional: Em caso de negativa, procure um especialista para análise do caso

    Atenção: a lei não é automática

    É importante ressaltar que a simples existência da Lei 15.326/2026 não garante a concessão automática da aposentadoria de professor pelo INSS. Cada caso será analisado individualmente, e o segurado deverá comprovar o efetivo exercício de funções de magistério na educação infantil.

    Professores que tiveram pedidos anteriormente negados podem reavaliar seus casos à luz da nova legislação, apresentando novo requerimento administrativo ou, se necessário, recorrendo judicialmente.

    Conclusão

    A Lei 15.326/2026 representa um avanço significativo na valorização dos professores da educação infantil no Brasil. Ao reconhecer formalmente sua atividade como magistério para fins previdenciários, a legislação abre caminho para que milhares de profissionais acessem a aposentadoria especial com redução de até cinco anos no tempo de contribuição.

    O Grupo BRA 360 oferece assessoria contábil e previdenciária especializada para profissionais da educação e empresas do setor. Nossa equipe pode ajudar no planejamento previdenciário e na organização documental necessária. Entre em contato e garanta seus direitos com segurança.

    Fonte: Contábeis | CNTE

  • Exploração de Dados e Personificação Digital

    Exploração de Dados e Personificação Digital

    Hoje, o Brasil enfrenta uma crise de confiança digital que vai muito além de golpes pontuais ou descuidos individuais, configurando um problema estrutural. Casos como o do “falso advogado” e o do “falso gerente de banco” revelam um fenômeno mais profundo: uma profissionalização dos criminosos, capazes de personalizar detalhadamente os golpes conforme seus alvos.
    Essa habilidade é impulsionada pela exploração massiva de dados e por vulnerabilidades tecnológicas ainda pouco compreendidas por empresas e profissionais. Os golpes não surgem do acaso. Eles são o resultado de um ambiente em que as informações sensíveis circulam com relativa facilidade, muitas vezes de forma pública, fragmentada e mal protegida. 
    O Brasil é um dos países que mais concentram ataques cibernéticos no mundo, com 60 bilhões de tentativas de ataques registrados em 2023 e custo médio de violação de dados de US$1,36 milhão diante da média internacional de US$4,88 milhões, de acordo com dados da IBM. Em 2024, teve o terceiro maior aumento no custo decorrente de violação de dados, de 11,5%, atrás somente de Itália e Alemanha. 
    Para escritórios contábeis, departamentos financeiros e empresários, que operam diariamente com dados fiscais, bancários e jurídicos, o risco é especialmente elevado.
    O golpe do falso advogado
    No golpe do falso advogado, por exemplo, o contato costuma ocorrer logo após uma movimentação real num processo judicial. O criminoso conhece o número do processo, o nome das partes, o estágio da ação e até o valor envolvido. 
    Apresentando-se com segurança, ele usa linguagem jurídica adequada e solicita um pagamento urgente para “liberação de valores” ou “cumprimento de exigência judicial”. Em diversos casos recentes, o nível de precisão foi tão alto que levou tribunais e entidades de classe a emitir alertas formais sobre a prática.
    Golpe do falso gerente de banco
    Embora o golpe da falsa central bancária seja diferente da fraude advocatícia, ele segue um roteiro igualmente sofisticado. A vítima recebe uma ligação aparentemente legítima, com identificação visual compatível com a do banco. O interlocutor demonstra conhecimento prévio sobre a conta, o histórico de transações e até dados cadastrais. 
    A narrativa é de um tom de urgência: uma fraude está em andamento e ela exige ação imediata. Sob pressão, a vítima acaba realizando transferências, fornecendo códigos de autenticação ou validando operações que acabam por autorizar o desvio indevido de dinheiro.
    O elemento central que conecta esses esquemas é a qualidade da informação utilizada. Diferentemente de muitos crimes virtuais, aqui não se trata apenas de dados vazados em grandes incidentes, mas de um mosaico construído a partir de fontes públicas. 
    Diários oficiais, registros empresariais, redes sociais profissionais e processos judiciais são algumas dessas origens lícitas, que podem ser combinadas com dados obtidos de forma ilícita. 
    Em situações mais graves, há indícios claros de comprometimento direto dos computadores ou celulares das vítimas. O uso de spyware (programas espiões) representa uma escalada nesse tipo de crime. Instalado por meio de anexos, links ou aplicativos aparentemente legítimos, esse tipo de programa malicioso permite o acesso contínuo a e-mails, mensagens, documentos, contatos e até padrões de comunicação. 
    Com isso, o criminoso não só “finge ser” alguém: ele replica com precisão a forma de falar, os horários de contato e o contexto profissional da vítima. A personificação deixa de ser genérica e passa a ser uma imitação virtual quase indistinguível da comunicação real.
    Fraudes avançadas e o setor contábil
    Para o setor contábil, o potencial de perdas é enorme. Escritórios de contabilidade concentram informações estratégicas de diversos clientes de perfis variados, funcionando como pontos críticos na cadeia de dados empresariais. 
    Um único computador comprometido pode expor informações fiscais, bancárias e societárias de muitas empresas, ampliando não apenas o dano financeiro, mas também o risco jurídico para o escritório. 
    Além disso, outro ativo ainda mais fundamental numa relação profissional pode ser abalada de forma irreversível: a confiança. Portanto, o problema não pode ser tratado apenas como falha individual ou falta de atenção. 
    Diagnóstico e solução de problemas de cibersegurança
    Como dito antes, a vulnerabilidade é sistêmica: nela, combinam-se tecnologia, comportamento e excesso de exposição de dados. Assim, a resposta a essa situação propícia ao crime organizado digital também precisa ser estrutural.
    Para a essencial proteção dos dispositivos usados no trabalho, existem soluções reconhecidamente eficazes. Encontrar a melhor VPN para o dia a dia ajudará a proteger comunicações, dentro e fora do ambiente corporativo, e reduzir o risco de interceptação de dados. Essa camada adicional de defesa pode ser somada ao uso de antivírus e a boas práticas, especialmente num contexto em que profissionais e colaboradores acessam sistemas sensíveis em redes externas.
    Aliás, quando se fala em boas práticas, medidas como protocolos rígidos de verificação para pagamentos, segregação de funções, autenticação em múltiplos fatores e treinamentos recorrentes de equipes deixam de ser meras opções e passam a ser exigências básicas. 
    O avanço nos golpes de personificação no Brasil expõe o fato de que a digitalização dos negócios avançou mais rápido do que a maturidade em segurança da informação. Enquanto dados continuarem excessivamente acessíveis e mal geridos, criminosos seguirão explorando essas brechas com sofisticação crescente. A proteção de dados hoje não é apenas uma questão tecnológica, mas uma responsabilidade estratégica de contadores, empresários e profissionais de finanças.
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  • Seguro-Desemprego Extra para Gestantes e Pais

    Seguro-Desemprego Extra para Gestantes e Pais

    Seguro-desemprego extra para gestantes e pais: entenda a proposta que pode beneficiar famílias

    O seguro-desemprego extra para gestantes e pais é a proposta do Projeto de Lei 6847/25, em tramitação na Câmara dos Deputados. O projeto prevê a concessão de três parcelas adicionais do benefício para trabalhadores desempregados que estejam aguardando o nascimento de um filho. A medida visa oferecer maior proteção financeira a famílias em situação de vulnerabilidade durante a gestação.

    Neste artigo, analisamos os detalhes da proposta, quem seria beneficiado, quais os requisitos e qual o impacto esperado para trabalhadores e empresas.

    O que propõe o PL 6847/25?

    O Projeto de Lei 6847/25 altera as regras do seguro-desemprego para incluir três parcelas extras destinadas a trabalhadores que comprovem gestação em curso, seja da própria trabalhadora ou da companheira/cônjuge do trabalhador. As parcelas adicionais seriam pagas automaticamente após o término do benefício original.

    Os valores das parcelas extras seriam idênticos aos das parcelas regulares do seguro-desemprego, calculados com base na média salarial dos últimos três meses trabalhados antes da demissão.

    Quem teria direito ao benefício?

    Para receber as parcelas adicionais, o trabalhador precisaria comprovar cumulativamente:

    • Desemprego involuntário: Ter sido demitido sem justa causa
    • Já estar recebendo seguro-desemprego: As parcelas extras seriam uma extensão do benefício regular
    • Gestação em curso: Comprovada por laudo ou exame médico com identificação da gestante
    • Vínculo familiar: No caso do pai, comprovação de casamento, união estável ou declaração da gestante

    Tanto mulheres gestantes quanto seus companheiros teriam direito ao benefício, desde que cumprissem os requisitos de acesso ao seguro-desemprego regular.

    Como funciona o seguro-desemprego atual

    Para contextualizar a importância da proposta, é fundamental entender como funciona o seguro-desemprego hoje. O benefício é pago em parcelas que variam de três a cinco, conforme o tempo de trabalho e o número de solicitações anteriores:

    • Primeira solicitação: Mínimo de 12 meses de trabalho nos últimos 18 meses, recebe 4 parcelas
    • Segunda solicitação: Mínimo de 9 meses nos últimos 12 meses, recebe 3 parcelas
    • Demais solicitações: Mínimo de 6 meses nos últimos 6 meses, recebe 3 parcelas

    Com a proposta do PL 6847/25, um trabalhador que receberia 3 parcelas passaria a receber 6, e quem receberia 5 parcelas teria direito a 8. Essa extensão seria fundamental durante o período gestacional, quando os gastos familiares tendem a aumentar significativamente.

    Impacto financeiro e social da proposta

    A extensão do seguro-desemprego para gestantes e pais teria impacto direto na proteção social de milhares de famílias brasileiras. Segundo dados do Ministério do Trabalho, milhões de trabalhadores acessam o seguro-desemprego anualmente, e uma parcela significativa é composta por mulheres em idade fértil.

    Benefícios esperados

    1. Proteção financeira na gestação: Gastos com pré-natal, enxoval e preparação para o nascimento geram custos elevados
    2. Redução da vulnerabilidade social: Famílias desempregadas com filhos a caminho estão entre as mais vulneráveis
    3. Incentivo à natalidade responsável: A proteção financeira pode contribuir para decisões familiares mais seguras
    4. Igualdade de gênero: Ao incluir pais no benefício, a proposta reconhece a responsabilidade compartilhada

    Pontos de atenção

    Especialistas apontam que a proposta precisa endereçar questões como o impacto no Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), a possibilidade de fraudes na comprovação de vínculos e a sustentabilidade financeira de longo prazo do programa.

    Tramitação do projeto

    O PL 6847/25 será analisado em caráter conclusivo pelas seguintes comissões da Câmara dos Deputados:

    1. Comissão de Trabalho: Avaliação da pertinência trabalhista da proposta
    2. Comissão de Finanças e Tributação: Análise do impacto financeiro e orçamentário
    3. Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania: Verificação da constitucionalidade

    Após aprovação nessas comissões, o texto seguiria para o Senado Federal. Se aprovado em ambas as casas, seria encaminhado para sanção presidencial. Ainda não há previsão de data para votação.

    Aspecto previdenciário e trabalhista

    A proposta levanta questões importantes na interseção entre direito trabalhista e previdenciário. O seguro-desemprego tem caráter assistencial, e o projeto estabelece expressamente que as parcelas extras não impediriam novos pedidos de seguro-desemprego no futuro.

    Para profissionais de RH e contadores, é importante acompanhar a tramitação desse projeto, pois sua eventual aprovação impactaria os cálculos de provisões trabalhistas e as orientações aos colaboradores demitidos. A contabilidade estratégica deve considerar esses cenários em seu planejamento.

    Comparação com outros países

    Diversos países já adotam políticas semelhantes de proteção ao trabalhador desempregado durante a gestação. Na Europa, por exemplo, países como Suécia, Noruega e Alemanha possuem sistemas robustos de proteção parental que incluem extensão de benefícios durante a gravidez.

    No contexto latino-americano, o Brasil daria um passo importante ao reconhecer a necessidade de proteção adicional para famílias em formação durante períodos de desemprego.

    O que fazer enquanto o projeto tramita

    Enquanto o PL 6847/25 não é aprovado, trabalhadores desempregados que estejam aguardando filho podem buscar outras formas de proteção:

    • Salário-maternidade: Gestantes desempregadas podem ter direito ao salário-maternidade, desde que mantenham a qualidade de segurada do INSS
    • Bolsa Família: Famílias em situação de vulnerabilidade podem acessar programas de transferência de renda
    • Planejamento financeiro: Organizar as finanças durante o período de seguro-desemprego é essencial

    Para questões relacionadas ao Imposto de Renda 2026, é importante lembrar que o seguro-desemprego é isento de tributação, mas deve ser declarado. Já a proteção patrimonial pode ser uma estratégia relevante para famílias que buscam segurança financeira.

    Conclusão

    O Projeto de Lei 6847/25 representa uma iniciativa relevante para a proteção social de trabalhadores desempregados que estejam formando família. As três parcelas extras de seguro-desemprego para gestantes e pais podem fazer a diferença em um momento de grande vulnerabilidade financeira.

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto as mudanças na legislação trabalhista e previdenciária para manter seus clientes sempre informados e protegidos. Se você precisa de orientação sobre direitos trabalhistas, planejamento financeiro ou questões contábeis, entre em contato com nossa equipe de especialistas.

    Fonte: Contábeis | Câmara dos Deputados

  • Divórcio: Quem Fica com as Dívidas do Casal?

    Divórcio: Quem Fica com as Dívidas do Casal?

    O divórcio vai muito além dos sentimentos de um casal, é também um momento em que a vida financeira precisa ser devidamente compreendida, já que os ganhos, assim como as dívidas, vão para alguém.
    Sem dúvidas, entre as principais preocupações, uma das mais importantes a se fazer é: quem vai pagar as dívidas? Obviamente, o foco inicial fica por conta da partilha dos bens.
    No entanto, é muito importante que o casal também fique atento com relação a dívidas, já que elas também integram toda a realidade patrimonial do casal, e acabam levando a muitas brigas e até mesmo conflitos na justiça.
    Quem fica com as dívidas no divórcio?
    Essa é uma resposta um pouco mais complexa, e que não pode ser simplesmente respondida com uma única pergunta. Isso porque ela depende especialmente do regime de bens adotado pelo casal, assim como da finalidade da dívida.
    Com relação ao regime de bens, o mesmo é quem define como os ativos (patrimônio) e passivos (como as dívidas) serão divididos. As mesmas regras valem inclusive para união estável, cujo regime legal é a comunhão parcial de bens.
    A comunhão parcial de bens é o regime mais comum no Brasil, e nele as dívidas contraídas durante a união e que tenham beneficiado a família devem ser devidamente divididas entre os cônjuges.
    A exceção é para dívidas assumidas para finalidade totalmente pessoal, já que elas não se comunicam e são de responsabilidade única da pessoa que as contraiu.
    Temos também a comunhão universal de bens, onde, neste regime, todas as dívidas, inclusive antes do casamento, se comunicam. As exceções são dívidas anteriores que não trouxeram proveito ao casal, obrigações de atos ilícitos e bens recebidos por doação ou herança.
    Por fim, temos a separação de bens, onde cada cônjuge responde pelo seu próprio patrimônio, consequentemente pelas suas próprias dívidas. Assim, cada lado assume a responsabilidade pelos seus débitos.
    O credor não se separa
    É muito importante que os casais tenham em mente que a partilha no divórcio não altera de maneira automática o contrato firmado com o credor. Se apenas um cônjuge assinou o contrato, a pessoa continua sendo o único responsável perante o banco.
    Consequentemente, o credor não possui obrigação alguma de aceitar a divisão determinada na sentença, já que não teve qualquer participação no processo (algo chamado de princípio da relatividade dos contratos).
    Além disso, se um dos ex-cônjuges pagou sozinho por uma dívida que deveria ser considerada comum na partilha, o mesmo poderá cobrar judicialmente do outro a parte que lhe cabe.
    Logo, o mais seguro a se fazer é quitar, ou mesmo refinar as dívidas comuns, antes de concluir a devida partilha de bens na separação, evitando assim possíveis conflitos futuros.
    Check-list das dívidas
    Como você pôde ver, não existe uma fórmula secreta para saber quem ficará com as dívidas. O principal é saber analisar o seu caso para que seja possível tomar a atitude correta. Assim, é importante que você analise os seguintes pontos:

    Qual é o regime de bens adotado (na união estável é a comunhão parcial de bens);
    A data da contratação (se foi uma dívida contraída antes ou durante o casamento);
    Quem foi que assinou o contrato;
    Qual foi a finalidade do contrato (se foi para despesas do casal, ou benefício exclusivamente pessoal);
    Provas do benefício, ou seja, se existem notas fiscais, comprovantes que comprovem que o valor foi utilizado em benefício da família.

    Identificando todos esses pontos, será muito mais fácil descobrir quem ficará com as dívidas, ou quais dívidas no momento em que estiver acontecendo o divórcio.
    O post Divórcio: Quem deve ficar com as dívidas quando casal se separa? apareceu primeiro em Jornal Contábil – Independência e compromisso.

  • Checklist contábil: 9 obrigações vencem dia 27

    Checklist contábil: 9 obrigações vencem dia 27

    Manter o checklist contábil das obrigações que vencem no dia 27 do mês em dia é uma das tarefas mais críticas do calendário fiscal de qualquer empresa ou escritório de contabilidade. O dia 27 concentra o vencimento de diversas obrigações acessórias e tributárias que, se não pagas ou entregues no prazo, geram multas, juros e complicações cadastrais junto à Receita Federal e demais órgãos fiscalizadores.

    Em março de 2026, com a agenda fiscal especialmente carregada, é hora de revisar as 9 principais obrigações que vencem nessa data e garantir que nenhuma passe despercebida.

    Por que o dia 27 concentra tantas obrigações

    O calendário tributário brasileiro distribui os vencimentos ao longo do mês, mas o dia 20 ao dia 31 tende a concentrar uma parcela expressiva das obrigações mensais. O dia 27 é especialmente relevante porque marca o vencimento de tributos federais retidos na fonte e de algumas obrigações acessórias de entrega mensal.

    Para contadores e departamentos fiscais, a semana anterior ao dia 27 precisa ser de checagem intensiva: arquivos prontos, DARFs calculados e revisados, e sistemas de transmissão testados.

    As 9 principais obrigações que vencem no dia 27

    1. IRRF sobre folha de pagamento

    O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre salários, pró-labore e remunerações pagas no mês anterior deve ser recolhido até o último dia útil do mês seguinte. Dependendo do calendário, isso pode coincidir com o dia 27. O cálculo deve considerar a tabela progressiva vigente do IRPF e as deduções legais de cada trabalhador.

    2. IRRF sobre serviços prestados por pessoas jurídicas

    Serviços de natureza profissional (advocacia, contabilidade, engenharia, informática, entre outros) estão sujeitos à retenção de IRRF à alíquota de 1,5% quando o prestador é pessoa jurídica. O valor retido deve ser recolhido via DARF até o prazo mensal.

    3. CSRF, Contribuições Sociais Retidas na Fonte

    PIS, COFINS e CSLL retidos na fonte em pagamentos a pessoas jurídicas por serviços sujeitos à retenção (conforme IN RFB 459/2004 e suas atualizações) também vencem mensalmente. O código DARF para pagamento é 5952.

    4. IOF, Imposto sobre Operações Financeiras

    O IOF incidente sobre operações de câmbio, crédito e seguros tem recolhimento periódico. Empresas com operações financeiras frequentes devem calcular e recolher o IOF dentro do prazo legal.

    5. DCTF, Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais

    A DCTF deve ser entregue mensalmente, informando todos os tributos federais devidos e os pagamentos realizados. O prazo é o 15º dia útil do segundo mês seguinte ao fato gerador, o que, dependendo do mês, pode coincidir com o final do mês.

    6. EFD-Contribuições

    A Escrituração Fiscal Digital de PIS/COFINS (EFD-Contribuições) tem prazo de entrega no 10º dia útil do segundo mês subsequente ao período de apuração. A transmissão deve ser feita pelo PGE (Programa Gerador de Escrituração) e validada antes do envio.

    7. Retenções de ISS (Imposto Sobre Serviços)

    O ISS retido na fonte pelo tomador de serviços (quando a legislação municipal atribuir essa responsabilidade) geralmente vence entre os dias 20 e 30 do mês seguinte à retenção. Municípios como São Paulo, Rio de Janeiro e outros grandes centros têm datas próximas ao dia 27. Verifique o calendário do município onde sua empresa está sediada.

    8. INSS retido sobre serviços (retenção previdenciária)

    A retenção previdenciária de 11% (ou 3,5% para cooperativas) sobre serviços prestados mediante cessão de mão de obra ou empreitada deve ser recolhida pelo tomador dos serviços. O prazo é até o dia 20 do mês seguinte, mas com o eSocial, as informações precisam ser transmitidas e o DARF ou GPS gerado adequadamente.

    9. DAS, Documento de Arrecadação do Simples Nacional

    O DAS, que consolida em uma única guia os tributos federais, estaduais e municipais das empresas do Simples Nacional, vence no dia 20 de cada mês. Porém, quando o dia 20 cai em final de semana ou feriado, o vencimento é prorrogado para o próximo dia útil, o que pode colocar o DAS próximo ao dia 27 em determinados meses.

    Como organizar o checklist

    A melhor prática para não perder nenhum prazo é manter um calendário fiscal personalizado por empresa, com os prazos reais de cada obrigação, considerando o regime tributário, o porte da empresa e os municípios onde opera.

    Ferramentas como planilhas compartilhadas, sistemas de gestão contábil (como o TOTVS, Alterdata, Domínio, entre outros) e alertas automáticos são aliados indispensáveis do contador moderno.

    Consequências do descumprimento

    Perder o prazo do dia 27 pode custar caro:

    • Multa de mora: 0,33% ao dia, limitada a 20% sobre o valor do tributo;
    • Juros SELIC: Acumulados sobre o principal mais a multa;
    • Multa por atraso na entrega de obrigação acessória: R$ 500,00 por mês ou fração, para pessoas jurídicas;
    • Restrições de certidões: Atrasos no DARF impedem a obtenção de Certidão Negativa de Débitos (CND), essencial para participação em licitações e obtenção de financiamentos.

    Dica extra: revise o DARF antes de pagar

    Erros comuns na geração do DARF, como código de receita errado, período de apuração incorreto ou CPF/CNPJ do responsável equivocado, podem invalidar o pagamento e gerar a necessidade de retificação, com ônus adicionais. Use sempre o SICALC (Sistema de Cálculo de Acréscimos Legais) da Receita Federal para gerar o DARF correto.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e conte com especialistas em gestão tributária, escrituração fiscal e cumprimento de obrigações acessórias para garantir que todas as obrigações do dia 27 sejam pagas e entregues no prazo, com zero erros e total conformidade fiscal.

  • EQT 2026: Inscrições Abertas para Auditores e Peritos

    EQT 2026: Inscrições Abertas para Auditores e Peritos

    EQT 2026: tudo sobre o Exame de Qualificação Técnica do CFC

    O EQT 2026, Exame de Qualificação Técnica, está com inscrições abertas para sua primeira edição do ano. Organizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC) em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), o exame é requisito obrigatório para contadores que desejam atuar como auditores independentes ou peritos contábeis. Profissionais da área devem ficar atentos aos prazos e requisitos para garantir sua participação.

    Neste artigo, reunimos todas as informações essenciais sobre o EQT 1/2026: datas, requisitos, áreas de atuação habilitadas e dicas de preparação.

    O que é o Exame de Qualificação Técnica?

    O Exame de Qualificação Técnica (EQT) é uma avaliação aplicada pelo CFC que tem como objetivo verificar se o profissional contábil possui conhecimentos técnicos suficientes para atuar em áreas especializadas da contabilidade. O exame é regulamentado pela Norma Brasileira de Contabilidade e constitui etapa obrigatória para determinados registros profissionais.

    Diferentemente do Exame de Suficiência, que é requisito para obtenção do registro profissional no CRC, o EQT é destinado a contadores já registrados que buscam habilitação adicional para áreas específicas de atuação.

    Quais áreas o EQT habilita?

    A aprovação no EQT permite ao profissional obter registro em cadastros específicos, ampliando significativamente suas possibilidades de atuação:

    Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI)

    O CNAI é obrigatório para contadores que desejam atuar como auditores independentes. Com esse registro, o profissional pode realizar auditorias em:

    • Instituições reguladas pela CVM: Empresas de capital aberto, fundos de investimento e outras entidades supervisionadas pela Comissão de Valores Mobiliários
    • Instituições financeiras (BCB): Bancos, cooperativas de crédito e demais entidades reguladas pelo Banco Central do Brasil
    • Seguradoras e previdência (Susep): Entidades supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados
    • Previdência complementar (Previc): Entidades fechadas de previdência complementar reguladas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar

    Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC)

    O CNPC é destinado aos profissionais que pretendem atuar como peritos contábeis em processos judiciais e extrajudiciais. A perícia contábil é uma área em crescente demanda, especialmente em litígios empresariais, trabalhistas e tributários.

    Requisitos para participar do EQT 1/2026

    Para se inscrever no EQT, o candidato deve atender aos seguintes requisitos:

    1. Registro ativo em CRC: É necessário possuir registro profissional ativo em qualquer Conselho Regional de Contabilidade do país
    2. Graduação em Ciências Contábeis: O candidato deve ser bacharel em Ciências Contábeis
    3. Pagamento da taxa: A inscrição é confirmada mediante pagamento da taxa de R$ 260,00 por prova

    O profissional pode optar por fazer a prova de auditoria, de perícia ou ambas, pagando a taxa correspondente a cada uma.

    Datas e prazos importantes

    O cronograma do EQT 1/2026 é o seguinte:

    • Inscrições: Abertas até 11 de março de 2026, às 16h (horário de Brasília)
    • Aplicação das provas: Entre 4 e 9 de maio de 2026
    • Inscrição exclusivamente online: Pelo site da FGV em conhecimento.fgv.br

    Os candidatos devem ficar atentos ao prazo de inscrição, pois não há previsão de prorrogação.

    Conteúdo programático

    As provas do EQT abrangem conteúdos específicos para cada área de habilitação:

    Prova de Auditoria

    • Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à auditoria
    • Ética profissional do auditor
    • Controle de qualidade na auditoria
    • Planejamento e execução de auditoria
    • Relatórios de auditoria
    • Legislação específica dos órgãos reguladores (CVM, BCB, Susep, Previc)

    Prova de Perícia

    • Normas Brasileiras de Contabilidade aplicadas à perícia
    • Procedimentos periciais
    • Laudo e parecer pericial
    • Legislação processual civil aplicada à perícia
    • Ética e responsabilidade do perito

    Dicas de preparação para o EQT

    A aprovação no EQT exige preparação dedicada. Confira algumas recomendações:

    1. Estude as Normas Brasileiras de Contabilidade: As NBCs são a base das questões do exame. Foque nas normas de auditoria (NBC TA) ou perícia (NBC PP e NBC TP), conforme sua prova
    2. Resolva provas anteriores: A FGV disponibiliza provas de edições anteriores em seu site. Essa prática é fundamental para entender o estilo das questões
    3. Atualize-se sobre legislação: Especialmente no que diz respeito à reforma tributária e às mudanças regulatórias recentes
    4. Participe de cursos preparatórios: Diversas instituições oferecem cursos específicos para o EQT
    5. Invista em compliance: O conhecimento em compliance fiscal é cada vez mais valorizado nas provas

    Mercado de trabalho para auditores e peritos

    A demanda por auditores independentes e peritos contábeis permanece aquecida no Brasil. Com o avanço da contabilidade estratégica e o aumento da complexidade regulatória, empresas de todos os portes necessitam de profissionais qualificados para garantir a conformidade de suas demonstrações financeiras.

    Além disso, a crescente judicialização de questões empresariais e tributárias tem ampliado a necessidade de peritos contábeis para auxiliar o Poder Judiciário na análise de litígios complexos.

    Conclusão

    O EQT 1/2026 é uma oportunidade importante para contadores que desejam expandir sua atuação profissional. Com inscrições abertas até 11 de março e provas entre 4 e 9 de maio, o momento de se preparar é agora.

    O Grupo BRA 360 incentiva a qualificação contínua dos profissionais contábeis e está à disposição para apoiar auditores e peritos em suas atividades. Se você busca assessoria contábil de excelência ou deseja saber mais sobre como a qualificação técnica pode impulsionar sua carreira, entre em contato com nossa equipe.

    Fonte: Contábeis | CFC

  • Cadeiras de Praia: Negócio de R$ 200 Mil por Ano

    Cadeiras de Praia: Negócio de R$ 200 Mil por Ano

    Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo
    O que antes era apenas um objeto comum das praias brasileiras ganhou status de peça artística e de decoração nas mãos da artista plástica Kênia Lyra, do Espírito Santo.
    Utilizando fio náutico, material usado em embarcações, e técnicas manuais aprendidas ainda na infância, ela cria cadeiras de praia artesanais que unem design, memória afetiva e identidade autoral.
    Cada cadeira é trançada à mão, em um processo que lembra o funcionamento de um tear. De perto, os fios coloridos se entrelaçam com precisão; de longe, formam padrões vibrantes que remetem ao mar, à brisa e às paisagens litorâneas capixabas.
    “A minha relação com o mar é muito forte, faz parte da minha essência”, conta Kênia. Nascida e criada no Espírito Santo, ela cresceu em uma família que valorizava o fazer manual.
    Redes de pesca, marcenaria artesanal, crochê, bordado e costura sempre fizeram parte da rotina, referências que hoje aparecem no seu trabalho.
    Formada em Artes Plásticas, Kênia atuou por anos na área cultural e chegou a dar aulas na Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).
    Foi a partir do olhar atento para os detalhes, característica que ela diz ter herdado da família, que surgiu a ideia de transformar a cadeira de praia em um objeto estético.
    “Eu comecei a me perguntar: por que não pensar nesse objeto como algo de valor artístico? Por que não trazer personalidade, criatividade e transformar a cadeira em um item de decoração e arte?”, relembra.
    Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo
    Reprodução/PEGN
    📲 Do post nas redes ao início do negócio
    As primeiras cadeiras chamaram atenção quase por acaso. Em uma postagem nas redes sociais, o foco era outro elemento de decoração, mas as cadeiras acabaram roubando a cena.
    Amigos começaram a pedir peças, um pedido levou a outro e, quando percebeu, Kênia já estava produzindo por encomenda.
    O investimento inicial foi baixo: cerca de R$ 300, usados para comprar fios, algumas estruturas de cadeira e começar as primeiras personalizações. “Dali não paramos mais”, diz.
    A artista montou um ateliê e passou a unir os saberes herdados da família com a formação acadêmica para desenvolver uma linguagem própria. O crescimento aconteceu de forma orgânica, mas trouxe desafios típicos de quem transforma arte em negócio.
    “Eu não tinha a pretensão de chegar onde cheguei. As oportunidades foram aparecendo e eu precisei aprender muito sobre gestão, vendas e empreendedorismo”, afirma.
    👩🏽‍💻 Produção artesanal e venda online
    Hoje, a marca trabalha com oito modelos diferentes e cerca de 200 padrões de trama. Cada cadeira leva de quatro a seis horas para ficar pronta.
    A produção mensal chega a aproximadamente 60 unidades, vendidas principalmente pela internet, mas também em pontos físicos em Vitória e em São Paulo.
    Além do fio náutico, resistente ao sol, à água e com tratamento UV, , as cadeiras ganharam outro diferencial: braços de madeira com design próprio, desenvolvidos para reforçar a identidade da marca.
    “A gente faz uma pesquisa artística, desenvolve os desenhos, pensa nas cores e só depois parte para a aplicação prática da trama”, explica Kênia.
    Os preços variam de R$ 399 a R$ 1.200, dependendo do modelo e da complexidade do trabalho. As redes sociais são o principal canal de divulgação e venda, com lançamentos e campanhas sazonais.
    “Desde o início, eu quis ter um canal próprio de vendas. Criei a marca já como e-commerce. Mas vender na internet é bem diferente do varejo físico, então investi muito em conhecimento para aprender a fazer campanhas eficientes”, conta.
    Como uma artista do Espírito Santo transformou cadeiras de praia em um negócio lucrativo
    Reprodução/PEGN
    💰 Faturamento cresce e precificação vira desafio
    O resultado veio com o tempo. Em 2021, o faturamento anual era de cerca de R$ 15 mil. Para 2025, a previsão é chegar a R$ 200 mil.
    No caminho, um dos maiores desafios foi a precificação. “Quando você trabalha com um produto criativo e manual, precisa considerar tempo, equipe, gestão, estoque. Se errar nisso, compromete todo o negócio”, afirma.
    Hoje, Kênia aposta em controle de gestão, estratégias de venda e também em parcerias. No ateliê, ela expõe bolsas de crochê feitas em colaboração com uma prima, que combinam com as cadeiras e reforçam o trabalho autoral.
    “As parcerias ajudam a ampliar a visibilidade, fortalecer a marca e trazer inovação, desde que conversem com os mesmos valores”, diz.
    🏖️ Olhar para o futuro
    Com o verão se aproximando, o espaço físico do ateliê já começa a ficar pequeno para tantas cadeiras, e planos. O objetivo agora é consolidar ainda mais a identidade da marca.
    “Quero que as pessoas olhem para o produto e reconheçam: isso é da Kênia Lyra. Que o fazer manual, a história e a alma estejam cada vez mais presentes”, afirma.
    Sentada em uma de suas cadeiras, de frente para o mar que inspira cada trama, a empreendedora resume o diferencial do negócio: transformar o simples em arte, e a arte em sustento.
    Bacutias
    📍 Rua Sete de Setembro, nº 245. Centro – Vitória/ES, CEP: 29.015-000
    🌐 Site: https://www.bacutias.com.br/
    📧 E-mail: studiokenialyra@gmail.com
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    📞 Telefone: (27) 99993-5321

  • Vou precisar declarar minhas transferências Pix no IR 2026?

    Vou precisar declarar minhas transferências Pix no IR 2026?

    Uma dúvida frequente de muitos contribuintes é sobre como e se precisa declarar o Pix no Imposto de Renda. Para isso, precisamos entender o que exatamente a receita tributa e como.
    Primeiramente, a Receita Federal faz a tributação com base no aumento do seu patrimônio, ou seja, na renda que você gera. Mesmo se ela veio do Pix ou outros tipos de transferências bancárias.
    O Pix, por si só, é um meio de pagamento como todos os outros, o que gera a tributação é a maneira como a transação é caracterizada, se ela veio fruto de um aluguel, emprego, trabalho.
    Como saber o que é ou não tributávelPara entendermos melhor, precisamos saber quais são as diferenças entre renda e transferência e como a Receita denomina qual é qual.
    O que não é considerado rendimento tributável:

    Reembolso de despesas: receber um Pix de uma conta dividida entre amigos ou valor de um táxi.
    Pagamento de dívidas: devolução de um dinheiro sem cobrança de juros.
    Doações de pequeno valor: valores recebidos eventualmente de familiares (sempre respeitando o limite estadual de doação).
    Pagamento de dívidas: devolução de um dinheiro sem cobrança de juros.
    Transferência do mesmo CPF: fazer um Pix para outra conta ou para conta de investimentos.

    O que considera rendimento tributável:

     Salário
    Prestação de serviços
    Aluguéis
    Venda de bens

    Eu devo declarar o Pix no Imposto de Renda?
    Isso depende do seu enquadramento como contribuinte nas regras da Receita Federal, o Pix em si não define obrigatoriedade na declaração.
    Seguindo o ano-calendário de 2025, se você se enquadrar nas regras abaixo, será necessário reunir informações para o seu imposto de renda em 2026:

    Recebeu rendimentos tributáveis com soma maior ao limite de isenção anual, sendo atualmente na faixa de R$ 30.639,90 (sujeito a alteração na tabela oficial)
    Arrecadou uma receita superior a R$ 153.199,50 em atividades rurais.
    Obteve rendimentos isentos ou não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (indenizações, FGTS, rendimentos de poupança) superior a R$ 200.000,00.
    Recebeu, em qualquer mês, ganho de capital em alienação de bens ou direitos sujeito à incidência do imposto.

    Como usar o Pix para reduzir seu imposto
    O Pix é usado também para realizar pagamentos que podem ser deduzidos na hora do pagamento do imposto. Se você usou o Pix para pagar (médicos, faculdade, dentistas, psicólogos, escolas etc.), os mesmos precisam ser declarados para redução do pagamento.
    Para garantir a redução, atente-se aos seguintes pontos:

    Comprovante idôneo: o comprovante do Pix sozinho não é considerado um documento fiscal para dedução. Para ter validade, é necessário um recibo ou nota fiscal com CPF/CNPJ, endereço e descrição do serviço.
    Valor real: é necessário informar o valor exato que você pagou, e o prestador de serviços também precisa declarar o mesmo valor que recebeu de você. .(O cruzamento de dados é automático).

    Ficha de pagamentos: coloque essas despesas na ficha ‘’Pagamentos efetuados’’, selecionando os códigos corretos (ex. 12 para psicólogos no Brasil).
    Como vimos no texto o Pix não necessariamente será tributado ele dependerá de como ele é utilizado e o motivo da transferência.
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