Grupo BRA360

Dia: 8 de março de 2026

  • CFC e CRCs Discutem Fortalecimento da Contabilidade

    CFC e CRCs Discutem Fortalecimento da Contabilidade

    Sistema CFC/CRCs Define Estratégias para Fortalecer a Contabilidade Brasileira

    O Sistema CFC/CRCs realizou, entre 9 e 11 de março de 2026, em Brasília, o Seminário de Planejamento Estratégico e Governança, evento que reuniu lideranças contábeis de todo o Brasil para discutir o fortalecimento da contabilidade nacional. O encontro consolidou a agenda estratégica integrada para o biênio 2026-2027, estabelecendo metas e ações voltadas ao desenvolvimento da profissão contábil.

    O seminário representou um momento importante para a classe contábil brasileira, que enfrenta desafios significativos diante das transformações legislativas, tecnológicas e regulatórias que impactam diretamente a atuação dos profissionais do setor.

    Agenda Estratégica 2026-2027

    A agenda estratégica integrada aprovada durante o seminário do Sistema CFC/CRCs abrange diversas frentes de atuação. O objetivo central é promover o fortalecimento da contabilidade como instrumento essencial para o desenvolvimento econômico do país, garantindo que os profissionais estejam preparados para as demandas do mercado atual.

    Entre os eixos estratégicos definidos no encontro, destacam-se:

    • Governança e controle institucional: aprimoramento dos mecanismos de gestão dos conselhos regionais
    • Gestão estratégica: alinhamento das ações dos CRCs com as diretrizes nacionais do CFC
    • Sustentabilidade: incorporação de práticas sustentáveis na atuação dos profissionais contábeis
    • Liderança e prestação de contas: fortalecimento da transparência institucional
    • Posicionamento internacional: ampliação da presença da contabilidade brasileira no cenário global

    Programas e Iniciativas Lançados

    O seminário foi palco do lançamento de importantes programas que impactarão diretamente a atuação dos contadores brasileiros nos próximos anos. Cada iniciativa foi desenvolvida em parceria com instituições relevantes, ampliando o alcance e a efetividade das ações.

    Selo dos 80 Anos dos Conselhos de Contabilidade

    Em celebração às oito décadas de criação dos conselhos de contabilidade no Brasil, foi lançado um selo comemorativo que simboliza a trajetória de contribuição da profissão contábil para o desenvolvimento econômico e social do país. A marca celebra a consolidação do sistema de fiscalização e regulamentação profissional como referência na América Latina.

    Programa de Educação Continuada para Contadores Públicos

    Uma das iniciativas mais relevantes apresentadas no seminário foi o Programa de Educação Profissional Continuada para Contadores Públicos, desenvolvido em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e a Fundação Brasileira de Contabilidade (FBC). O programa estabelece a obrigatoriedade de 40 horas anuais de capacitação para contadores do setor público a partir de 2027.

    Essa exigência visa elevar a qualidade das informações contábeis e fiscais produzidas pela administração pública, alinhando o Brasil às normas internacionais de contabilidade para o setor público.

    Capacitação sobre Reforma Tributária

    Em parceria com a Receita Federal do Brasil (RFB), o CFC lançou o programa de Capacitação sobre a Reforma Tributária. A iniciativa prepara os profissionais contábeis para as mudanças decorrentes da implementação dos novos tributos IBS e CBS, que substituirão gradualmente os impostos atuais sobre consumo.

    O programa é especialmente relevante considerando que a fase de testes do split payment e dos novos tributos já está em andamento, exigindo que os contadores compreendam as novas obrigações acessórias e os procedimentos de apuração e recolhimento.

    Sustentabilidade para Micro e Pequenas Empresas

    O projeto integrado entre o CFC e o Sebrae voltado à sustentabilidade para micro e pequenas empresas reconhece o papel fundamental dos contadores como consultores de negócios. A iniciativa fornecerá ferramentas e conhecimentos para que os profissionais contábeis possam orientar seus clientes sobre práticas de gestão sustentável e relatórios ESG.

    Brazil PAO Summit 2026

    A programação do seminário incluiu ainda o Brazil PAO Summit 2026, um encontro internacional que reuniu especialistas e representantes da área contábil de diferentes países. O evento reforça o posicionamento do Brasil no cenário contábil global e promove o intercâmbio de experiências e melhores práticas.

    A presença de delegações internacionais no evento demonstra o reconhecimento crescente da contabilidade brasileira e das normas adotadas pelo CFC como referência para outros países da região.

    Desafios para o Biênio 2026-2027

    Os líderes contábeis reunidos em Brasília identificaram diversos desafios que precisam ser enfrentados nos próximos anos para garantir o fortalecimento da profissão. Entre eles, a necessidade de adaptação à transformação digital ocupa posição central.

    A incorporação de inteligência artificial e tecnologias emergentes na rotina dos escritórios contábeis exige uma atualização constante dos profissionais. O CFC reconhece que a capacitação tecnológica é fundamental para que os contadores mantenham sua relevância no mercado de trabalho.

    Outro desafio significativo é a implementação da Reforma Tributária, que demanda um esforço coordenado de capacitação e adaptação de sistemas e processos. As mudanças afetam desde a forma de apuração dos tributos até a emissão de documentos fiscais, exigindo que os profissionais estejam constantemente atualizados.

    O Papel dos CRCs Regionais

    Os Conselhos Regionais de Contabilidade desempenham um papel fundamental na execução das estratégias definidas no seminário. Cada CRC é responsável por adaptar as diretrizes nacionais à realidade local, promovendo ações de capacitação, fiscalização e suporte aos profissionais de sua jurisdição.

    A integração entre os CRCs e o CFC foi um dos temas centrais do encontro, com ênfase na necessidade de uniformizar procedimentos e compartilhar boas práticas entre as diferentes regiões do país. As tendências da contabilidade estratégica para 2026 reforçam a importância dessa articulação.

    Considerações Finais

    O Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs consolidou uma agenda ambiciosa e necessária para o fortalecimento da contabilidade brasileira. As iniciativas lançadas no evento demonstram o compromisso das lideranças contábeis com a qualificação profissional, a transparência institucional e a adaptação às transformações do mercado.

    Para os profissionais da contabilidade, acompanhar essas mudanças e investir em capacitação contínua é essencial para se manter competitivo e preparado para os desafios do biênio 2026-2027.

    Para orientação estratégica e acompanhamento das mudanças regulatórias que afetam sua empresa, conte com o Grupo BRA 360.

    Perguntas frequentes

    Quando aconteceu o Seminário de Planejamento Estratégico do Sistema CFC/CRCs?

    O Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs foi realizado entre 9 e 11 de março de 2026, em Brasília. O evento reuniu lideranças contábeis de todo o Brasil para consolidar a agenda estratégica integrada para o biênio 2026-2027, estabelecendo metas voltadas ao desenvolvimento da profissão contábil.

    O que prevê o Programa de Educação Continuada para Contadores Públicos?

    O Programa de Educação Profissional Continuada para Contadores Públicos, desenvolvido em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional e a Fundação Brasileira de Contabilidade, estabelece a obrigatoriedade de 40 horas anuais de capacitação para contadores do setor público a partir de 2027, visando elevar a qualidade das informações contábeis e fiscais da administração pública.

    Como o CFC está preparando contadores para a Reforma Tributária?

    Em parceria com a Receita Federal do Brasil, o CFC lançou um programa de capacitação sobre a Reforma Tributária para preparar profissionais contábeis para as mudanças decorrentes do IBS e da CBS. A iniciativa é especialmente relevante porque a fase de testes do split payment e dos novos tributos já está em andamento.

    Quais foram os eixos estratégicos definidos pelo CFC/CRCs para 2026-2027?

    A agenda estratégica aprovada no seminário abrange governança e controle institucional, gestão estratégica com alinhamento dos CRCs às diretrizes nacionais, sustentabilidade nas práticas profissionais, fortalecimento da transparência institucional e ampliação do posicionamento internacional da contabilidade brasileira no cenário global.

    O que é o Selo dos 80 Anos dos Conselhos de Contabilidade?

    O Selo dos 80 Anos foi lançado durante o seminário do CFC/CRCs para celebrar as oito décadas de criação dos conselhos de contabilidade no Brasil. A marca comemorativa simboliza a trajetória de contribuição da profissão contábil para o desenvolvimento econômico e social do país, consolidando o sistema de fiscalização e regulamentação profissional como referência na América Latina.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua equipe contábil está preparada para as mudanças de 2026 e 2027?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Conselho Federal de Contabilidade (CFC)

  • Mulheres na Contabilidade: Avanços e Desafios

    Mulheres na Contabilidade: Avanços e Desafios

    O Dia Internacional da Mulher é uma data que convida à reflexão sobre os avanços conquistados e os desafios que ainda persistem no mercado de trabalho brasileiro. No setor contábil, as mulheres já representam aproximadamente 44% dos profissionais registrados, segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Apesar desse avanço expressivo, a desigualdade salarial e a sub-representação em cargos de liderança continuam sendo obstáculos significativos.

    Para empresas e gestores, compreender essa realidade é fundamental para implementar políticas de equidade que não apenas cumpram a legislação, mas também tragam ganhos de produtividade e inovação para as organizações.

    Mulheres na contabilidade: panorama atual

    O Brasil possui aproximadamente 538 mil profissionais contábeis registrados, dos quais cerca de 240 mil são mulheres. Em alguns estados, a participação feminina já supera a masculina na profissão. Esses números demonstram uma transformação significativa em uma área historicamente dominada por homens.

    No entanto, quando se analisa a distribuição por nível hierárquico, o cenário muda. A presença feminina diminui significativamente em cargos de sócia, diretora ou CEO de escritórios contábeis e empresas de auditoria. Essa disparidade é conhecida como “teto de vidro”, barreiras invisíveis que limitam a ascensão profissional das mulheres.

    Desigualdade salarial: dados que preocupam

    O 4º Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelos Ministérios do Trabalho e das Mulheres, revela dados alarmantes:

    • Mulheres recebem, em média, 21,2% a menos que os homens no mercado formal
    • A diferença média é de R$ 1.049,67 por mês
    • Entre profissionais com ensino superior, a disparidade chega a 35%
    • Em cargos de gestão, homens recebem em média R$ 10.492 contra R$ 7.546 das mulheres, uma diferença de 28%

    Esses dados consideram 54.041 empresas com 100 ou mais empregados, abrangendo 24,4 milhões de postos ocupados por mulheres, o equivalente a 44,7% do total de 54,7 milhões de vínculos formais registrados na RAIS.

    Lei de igualdade salarial

    A Lei 14.611/2023 estabeleceu a obrigatoriedade de igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. Empresas com mais de 100 empregados devem publicar relatórios de transparência salarial semestralmente. O descumprimento pode gerar multas e ações judiciais.

    Para profissionais contábeis, o compliance com essa legislação exige análise detalhada da folha de pagamento e implementação de planos de equalização salarial quando identificadas disparidades injustificadas.

    Barreiras na liderança

    Uma pesquisa recente revelou que 77% das mulheres em cargos de chefia afirmam ter enfrentado barreiras de gênero durante sua trajetória profissional. Entre os obstáculos mais citados estão:

    • Questionamento constante sobre competência técnica
    • Dificuldade de conciliar maternidade e carreira
    • Exclusão de redes informais de decisão
    • Menor acesso a oportunidades de mentoria e patrocínio profissional
    • Vieses inconscientes em processos de promoção

    Impacto na profissão contábil

    No setor contábil especificamente, embora a presença feminina na base da pirâmide seja expressiva, a representação em posições de liderança, como sócias de grandes firmas de auditoria, presidentes de conselhos regionais e diretoras de empresas contábeis, ainda é desproporcional.

    Organizações como o CFC e os Conselhos Regionais de Contabilidade têm promovido iniciativas para ampliar a participação feminina em espaços de decisão, mas o avanço é gradual.

    Avanços conquistados

    Apesar dos desafios, importantes conquistas merecem destaque:

    1. Legislação protetiva: A Lei de Igualdade Salarial e a obrigatoriedade de relatórios de transparência representam marcos regulatórios importantes
    2. Crescimento na profissão: O aumento constante da participação feminina na contabilidade reflete maior acesso à educação superior
    3. Redes de apoio: Surgimento de comunidades e associações profissionais focadas no desenvolvimento da carreira feminina
    4. Conscientização empresarial: Empresas cada vez mais reconhecem que diversidade de gênero gera melhores resultados
    5. Políticas públicas: Programas governamentais de incentivo à empregabilidade feminina e ao empreendedorismo

    O que as empresas podem fazer

    Para profissionais de contabilidade estratégica e gestores, algumas ações práticas podem contribuir para a equidade de gênero:

    • Auditoria salarial: Realizar análise periódica das remunerações por gênero e corrigir disparidades identificadas
    • Metas de diversidade: Estabelecer objetivos claros para representação feminina em cargos de liderança
    • Políticas de flexibilidade: Oferecer horários flexíveis e trabalho remoto para facilitar a conciliação trabalho-família
    • Programas de mentoria: Criar programas específicos de desenvolvimento para profissionais mulheres
    • Licença parental: Implementar políticas de licença parental que não penalizem a carreira feminina
    • Canais de denúncia: Manter canais efetivos para reportar discriminação e assédio

    Benefícios da equidade de gênero para as organizações

    Estudos internacionais demonstram que empresas com maior diversidade de gênero em suas lideranças apresentam resultados financeiros superiores. Segundo a McKinsey, organizações no quartil superior de diversidade de gênero têm 25% mais probabilidade de superar a média de lucratividade do setor.

    Além do retorno financeiro, equipes diversas tendem a tomar decisões mais equilibradas, apresentar maior capacidade de inovação e construir ambientes de trabalho mais saudáveis e produtivos.

    Considerações finais

    O Dia da Mulher é uma oportunidade para celebrar as conquistas e renovar o compromisso com a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho. Na contabilidade, as mulheres têm demonstrado competência e dedicação, transformando a profissão e contribuindo para o desenvolvimento econômico do país.

    O Grupo BRA 360 valoriza a diversidade e a igualdade de gênero como pilares fundamentais de uma gestão empresarial moderna e eficiente. Se sua empresa precisa de apoio para implementar políticas de equidade e adequar-se à legislação trabalhista vigente, entre em contato com nossa equipe de especialistas.

    Fonte original: Contábeis, Dia da Mulher: avanços e desafios no trabalho

    Perguntas frequentes

    Qual é a participação das mulheres na contabilidade no Brasil?

    Segundo dados do Conselho Federal de Contabilidade (CFC), as mulheres representam aproximadamente 44% dos profissionais contábeis registrados no Brasil, totalizando cerca de 240 mil profissionais em um universo de 538 mil registrados. Em alguns estados, a participação feminina já supera a masculina na profissão.

    Quanto as mulheres ganham a menos que os homens no mercado formal?

    O 4º Relatório de Transparência Salarial revela que mulheres recebem, em média, 21,2% a menos que os homens no mercado formal, uma diferença de R$ 1.049,67 por mês. Entre profissionais com ensino superior, a disparidade chega a 35%, e em cargos de gestão a diferença é de 28%.

    O que estabelece a Lei 14.611/2023 sobre igualdade salarial?

    A Lei 14.611/2023 tornou obrigatória a igualdade salarial entre homens e mulheres que exercem a mesma função. Empresas com mais de 100 empregados devem publicar relatórios de transparência salarial semestralmente, sob pena de multas e ações judiciais em caso de descumprimento.

    Quais são as principais barreiras enfrentadas por mulheres em cargos de liderança?

    Pesquisa recente indica que 77% das mulheres em cargos de chefia afirmam ter enfrentado barreiras de gênero na carreira. Os obstáculos mais citados incluem questionamento constante da competência técnica, dificuldade de conciliar maternidade e carreira, exclusão de redes de decisão e menor acesso a oportunidades de mentoria e patrocínio.

    O que é ‘teto de vidro’ na contabilidade e como ele se manifesta?

    O ‘teto de vidro’ são barreiras invisíveis que limitam a ascensão profissional das mulheres. Na contabilidade, embora a presença feminina na base da carreira seja expressiva, a representação diminui significativamente em posições de liderança como sócias de grandes firmas de auditoria, presidentes de conselhos regionais e diretoras de empresas contábeis.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa está em conformidade com a Lei de Igualdade Salarial?

    A BRA 360 Jurídico oferece assessoria jurídica empresarial, trabalhista e de compliance integrada à operação contábil e fiscal.

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  • Conflito entre gerações afeta empresas

    Conflito entre gerações afeta empresas

    O conflito entre gerações afeta empresas brasileiras de forma crescente, especialmente nas organizações familiares e nas companhias que passaram por expansão acelerada na última década. A coexistência de profissionais de diferentes épocas, com valores, expectativas e formas de trabalhar distintas, cria um campo fértil para tensões que, sem uma gestão adequada, podem comprometer resultados, reter talentos e até ameaçar a continuidade dos negócios.

    Em março de 2026, pesquisas realizadas pelo SEBRAE e por consultorias especializadas em gestão empresarial confirmam o que muitos empresários já percebem no dia a dia: a ausência de governança corporativa clara é um catalisador poderoso para esses conflitos. Quando não há regras definidas, processos transparentes e canais de diálogo, o choque de visões entre jovens profissionais e veteranos tende a escalar rapidamente.

    Quem são as gerações em conflito?

    No ambiente corporativo atual, convivem principalmente quatro gerações. Os Baby Boomers (nascidos entre 1946 e 1964) ainda ocupam posições de liderança em muitas empresas brasileiras, trazendo uma cultura de hierarquia rígida, lealdade institucional e preferência por resultados de longo prazo. Os profissionais da Geração X (1965, 1980) formam a espinha dorsal gerencial de boa parte das organizações, equilibrando tradição e adaptabilidade.

    Já os Millennials (1981, 1996) e a Geração Z (após 1997) chegaram ao mercado com expectativas radicalmente diferentes: valorizam propósito, flexibilidade, feedback contínuo e uso intensivo de tecnologia. Para esses profissionais, hierarquia rígida e processos manuais são sinais de ineficiência, não de seriedade.

    O resultado dessa equação é um campo de batalha silencioso que se manifesta em reuniões tensas, rotatividade elevada e queda de produtividade.

    Por que a falta de governança amplifica as tensões

    A governança corporativa, conjunto de regras, práticas e estruturas que orientam a gestão e o controle de uma empresa, é o principal antídoto para os conflitos geracionais. Quando uma organização tem papéis bem definidos, critérios claros de promoção e canais formais de comunicação, as diferenças de estilo deixam de ser ameaças e passam a ser ativos.

    O problema é que muitas empresas brasileiras, especialmente as de médio porte, ainda operam de forma patriarcal ou informal. As decisões são concentradas em uma ou duas pessoas, as regras mudam conforme o humor da liderança e o plano de sucessão inexiste. Nesse ambiente, os conflitos geracionais são inevitáveis.

    Segundo dados do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa), apenas 30% das empresas familiares brasileiras chegam à terceira geração. Uma das causas centrais é justamente a incapacidade de gerir as diferenças internas, inclusive as geracionais.

    Impactos financeiros e operacionais

    Os conflitos entre gerações não são apenas uma questão de clima organizacional. Eles têm custo financeiro real e mensurável:

    • Rotatividade elevada: Substituir um profissional pode custar entre 50% e 200% do seu salário anual, segundo estimativas do SEBRAE.
    • Queda de produtividade: Times em conflito entregam menos e cometem mais erros.
    • Perda de conhecimento: Quando veteranos saem sem transferir seu know-how, a empresa perde ativos intangíveis valiosos.
    • Dificuldade de inovação: A resistência de gerações mais antigas a novas ferramentas pode bloquear a transformação digital necessária para a competitividade.

    Sinais de alerta que o empresário não pode ignorar

    Antes que o conflito tome proporções críticas, a empresa costuma emitir sinais. Fique atento a:

    • Alta rotatividade entre profissionais jovens;
    • Reclamações recorrentes sobre falta de autonomia ou reconhecimento;
    • Resistência aberta de lideranças mais antigas a projetos de modernização;
    • Silos de informação, cada geração “guarda” conhecimento para si;
    • Ausência de um plano de sucessão formalizado.

    Estratégias de governança para reduzir conflitos

    A boa notícia é que conflitos geracionais são gerenciáveis. Com as ferramentas certas de governança, é possível transformar a diversidade etária em vantagem competitiva.

    1. Mapeamento de perfis e competências

    O primeiro passo é conhecer profundamente o capital humano da empresa. Ferramentas de assessment ajudam a identificar forças e lacunas de cada profissional, independentemente da geração. Com esse mapeamento, é possível formar equipes complementares e equilibradas.

    2. Política clara de gestão de pessoas

    Critérios objetivos para contratação, promoção e desligamento reduzem a percepção de favoritismo, que é um dos maiores gatilhos de conflito. Documente e comunique esses critérios amplamente.

    3. Programas de mentoria reversa

    A mentoria reversa, em que profissionais mais jovens ensinam habilidades digitais a veteranos, cria pontes entre gerações e eleva o respeito mútuo. Ao mesmo tempo, a mentoria tradicional transfere o conhecimento estratégico dos mais experientes para os mais jovens.

    4. Canais de comunicação estruturados

    Reuniões regulares, pesquisas de clima e canais anônimos de feedback permitem que tensões sejam identificadas antes de escalar. A comunicação estruturada substitui o rumor e o conflito informal.

    5. Plano de sucessão formalizado

    Saber que há um caminho claro de crescimento reduz a ansiedade dos profissionais jovens e prepara a empresa para transições de liderança sem crises.

    O papel do contador e do advogado societário

    Muitas vezes, o conflito geracional em empresas familiares tem também uma dimensão jurídica e contábil. Disputas sobre participação societária, remuneração de sócios e distribuição de lucros frequentemente refletem tensões entre gerações de uma mesma família empresária.

    Por isso, contar com assessoria especializada em planejamento societário e governança corporativa é fundamental. Um bom contador e um advogado especializado podem ajudar a estruturar acordos de sócios, definir regras de entrada e saída de herdeiros e criar mecanismos de decisão que evitem impasses.

    Conclusão

    O conflito entre gerações é uma realidade presente em praticamente todas as empresas brasileiras. Ignorá-lo é uma escolha com custo alto. Mas encará-lo com governança, transparência e estrutura transforma o desafio em oportunidade de crescimento e fortalecimento institucional.

    Empresas que investem em gestão de pessoas integrada à governança corporativa têm equipes mais coesas, menor rotatividade e maior capacidade de adaptação às mudanças do mercado, justamente o que diferencia organizações que duram décadas daquelas que somem na segunda geração.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e conte com especialistas em governança corporativa, planejamento societário e gestão estratégica para transformar conflitos em vantagens competitivas e garantir a longevidade do seu negócio.

    Perguntas frequentes

    Por que o conflito entre gerações afeta empresas brasileiras em 2026?

    Pesquisas do SEBRAE e consultorias especializadas em março de 2026 confirmam que a coexistência de Baby Boomers, Geração X, Millennials e Geração Z cria tensões crescentes, especialmente na ausência de governança corporativa clara. Quando não ha regras definidas, processos transparentes e canais de diálogo, o choque de visões entre jovens profissionais e veteranos tende a escalar rapidamente, comprometendo resultados e retendo talentos.

    Quais são os custos financeiros dos conflitos geracionais para as empresas?

    Segundo estimativas do SEBRAE, substituir um profissional pode custar entre 50% e 200% do seu salario anual. Além da rotatividade elevada, os conflitos geracionais causam queda de produtividade, perda de conhecimento quando veteranos saem sem transferir seu know-how e dificuldade de inovação quando lideranças mais antigas resistem a novas ferramentas e tecnologias necessarias para a competitividade da empresa.

    O que é governança corporativa e como ela reduz conflitos geracionais?

    Governança corporativa é o conjunto de regras, praticas e estruturas que orientam a gestão e o controle de uma empresa. Quando ha papeis bem definidos, critérios claros de promoção e canais formais de comunicação, as diferenças de estilo entre gerações deixam de ser ameaças e passam a ser ativos. Segundo dados do IBGC, apenas 30% das empresas familiares brasileiras chegam à terceira geração, e a incapacidade de gerir diferenças internas é uma causa central dessa estatistica.

    Quais sinais indicam que os conflitos geracionais estão escalando em uma empresa?

    Os principais sinais de alerta são: alta rotatividade entre profissionais jovens, reclamações recorrentes sobre falta de autonomia ou reconhecimento, resistência aberta de lideranças mais antigas a projetos de modernização, silos de informação em que cada geração guarda conhecimento para si e ausência de um plano de sucessão formalizado. Identificar esses sinais precocemente é fundamental para agir antes que o conflito tome proporções criticas.

    Quais estratégias de governança ajudam a reduzir os conflitos entre gerações nas empresas?

    Empresas que estruturam a governança com papeis bem definidos, critérios claros de promoção, canais formais de comunicação e um plano de sucessão formalizado conseguem transformar diferenças geracionais em ativos, em vez de ameaças. A ausência de plano de sucessão é especialmente critica em empresas familiares, onde a concentração de decisões em uma ou duas pessoas e regras informais amplificam as tensões entre colaboradores de épocas distintas.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa tem governança para gerenciar os conflitos entre gerações?

    A BRA 360 Jurídico oferece assessoria jurídica empresarial, trabalhista e de compliance integrada à operação contábil e fiscal.

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  • Multinacional Investiga Fraude Contábil de R$ 8 Bi

    Multinacional Investiga Fraude Contábil de R$ 8 Bi

    Uma investigação interna em uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo acendeu um alerta. A japonesa Nidec revelou suspeitas de irregularidades contábeis que podem gerar um impacto bilionário em seus resultados.
    A companhia, que conta com presença no Brasil com uma fábrica de compressores em Santa Catarina, adquirida da Embraco em 2018, informou que as possíveis fraudes podem levar a uma baixa contábil estimada em até 250 bilhões de ienes, valor que em real ultrapassa a casa dos R$ 8 bilhões na cotação atual.
    Segundo as investigações, o caso envolve práticas de ‘’contabilidade inadequada’’ ligadas às pressões de bater metas de desempenho, especialmente de lucro operacional. A cobrança, segundo o documento, partia diretamente de Shigenobu Nagamori, fundador e ex-presidente da empresa, que pregava a crença de que prejuízos eram inaceitáveis. A situação está sendo analisada por um comitê independente criado em setembro de 2025 para investigar as operações da empresa.
    O relatório também cita que todos os casos de ‘’contabilidade inadequada’’  identificados pela investigação foram atos de má conduta cometidos para atingir metas de desempenho. Foi citado também que o Sr. Nagamori exerceu uma pressão considerável sobre os executivos da Nidec que eram responsáveis pelas unidades de negócios e subsidiárias, bem como sobre os diretores financeiros para atingir as metas de desempenho.
    Nagamori liderou a empresa desde sua abertura em 1973. Ele renunciou ao cargo de diretor executivo e presidente do conselho em dezembro de 2025.
    Essa baixa bilionária pode ter reflexos consideráveis nas demonstrações financeiras da companhia e na confiança do mercado. Casos de irregularidades contábeis costumam gerar pressões fortes de investidores e órgãos reguladores por transparência e mudanças nas políticas da empresa.
    O post Multinacional com fábricas no Brasil investiga fraude contábil que pode chegar a R$ 8 bilhões apareceu primeiro em Jornal Contábil – Independência e compromisso.

    Perguntas frequentes

    O que revelou a investigação de fraude contábil na Nidec?

    A japonesa Nidec, uma das maiores fabricantes de motores elétricos do mundo, revelou suspeitas de irregularidades contabeis que podem gerar uma baixa contábil de até 250 bilhões de ienes, valor que ultrapassa R$ 8 bilhões na cotação atual. O caso envolve praticas de contabilidade inadequada ligadas a pressões para atingir metas de desempenho, especialmente de lucro operacional, segundo investigação conduzida por comitê independente criado em setembro de 2025.

    Qual foi o papel de Shigenobu Nagamori nas irregularidades contabeis da Nidec?

    Segundo o relatório do comitê independente, o fundador e ex-presidente Shigenobu Nagamori exerceu pressão consideravel sobre executivos responsaveis pelas unidades de negócio e subsidiarias, bem como sobre diretores financeiros, para atingir metas de desempenho. Nagamori pregava a crença de que prejuizos eram inaceitaveis. Ele renunciou ao cargo de diretor executivo e presidente do conselho em dezembro de 2025.

    Quais consequências uma fraude contábil bilionaria causa para uma empresa?

    Uma baixa bilionaria como a investigada na Nidec gera reflexos consideraveis nas demonstrações financeiras da companhia e na confiança do mercado. Casos de irregularidades contabeis costumam gerar pressões fortes de investidores e órgãos reguladores por transparência, mudanças nas politicas internas e governança da empresa. A Nidec tem presença no Brasil com uma fabrica de compressores em Santa Catarina, adquirida da Embraco em 2018.

    Como as pressões por metas de desempenho podem levar a contabilidade inadequada?

    O caso Nidec ilustra como a cobrança excessiva por resultados financeiros pode criar incentivos para praticas contabeis inadequadas. Quando a cultura organizacional estabelece que prejuizos são inaceitaveis e a pressão por metas é intensa, executivos podem manipular informações financeiras para aparentar cumprimento de objetivos. O comitê independente da Nidec identificou que todos os casos de irregularidade foram atos de ma conduta para atingir metas de desempenho.

    Por que empresas devem ter comitês independentes de investigação contábil?

    O caso Nidec mostra a importância de mecanismos independentes de auditoria e investigação. O comitê criado em setembro de 2025 foi capaz de identificar e documentar as irregularidades sem interferência da gestão que estava sob investigação. Para empresas de qualquer porte, contar com auditorias internas efetivas, canais de denúncia anonimos e politicas claras de governança reduz o risco de fraudes e protege a credibilidade das demonstrações financeiras.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa tem controles internos suficientes para prevenir fraudes contábeis?

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  • LC 227: Multa de 1% na Declaração de Importação

    LC 227: Multa de 1% na Declaração de Importação

    A Lei Complementar 227/2026, segunda lei de regulamentação da reforma tributária, trouxe mudanças significativas na aplicação da tradicional multa de 1% sobre o valor da operação por erros na Declaração de Importação (DI). A nova legislação redefine o escopo da penalidade, alinhando-a ao novo sistema tributário baseado no IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e na CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    Para empresas que atuam no comércio exterior e profissionais de compliance aduaneiro, compreender essas alterações é essencial para evitar penalidades e adaptar os processos internos ao novo regime tributário.

    O que mudou com a LC 227/2026

    Antes da LC 227, a multa de 1% sobre o valor aduaneiro era aplicada de forma ampla a qualquer erro de classificação na Declaração de Importação. A nova legislação reduziu significativamente a amplitude de aplicação dessa penalidade, limitando-a a situações específicas.

    Casos em que a multa permanece aplicável

    A multa de 1% continua sendo aplicada quando houver declaração incompleta, imprecisa ou errônea nos seguintes dados:

    • Identificação dos responsáveis: Dados do importador, exportador e demais intervenientes
    • Destinação econômica: Finalidade do bem ou serviço importado
    • País de origem, procedência e aquisição: Informações sobre a cadeia logística internacional
    • Características essenciais do produto: Especificações técnicas que impactam a classificação fiscal

    Novo regime de infrações informacionais

    A LC 227 introduziu um regime mais estruturado de penalidades. O artigo 341-G, inciso XIX, da nova legislação estabelece que a omissão ou prestação inexata de informações em operações de importação ou exportação será punida com multa de 100 UPF por informação, com limite mínimo de 50 UPF e teto de 1% do valor total da operação por documento fiscal.

    Essa abordagem é mais proporcional que o regime anterior, pois vincula a penalidade à quantidade de informações incorretas, em vez de aplicar automaticamente 1% sobre o valor total da operação.

    Impacto da reforma tributária no comércio exterior

    A reforma tributária está transformando profundamente a tributação do comércio exterior brasileiro. O novo modelo, baseado em IBS e CBS, substitui diversos tributos que incidiam sobre importações, como PIS-Importação, COFINS-Importação, IPI e ICMS.

    Fase de transição

    A suspensão temporária da multa de 1% em determinados cenários decorre da ausência de regulamentação infralegal para o IBS e a CBS. O Fisco e o Comitê Gestor do IBS estão elaborando os regulamentos que detalharão a cobrança dessas penalidades no novo sistema.

    Esse período de transição representa tanto uma oportunidade quanto um risco para os importadores:

    • Oportunidade: Tempo para adaptar sistemas e processos ao novo regime
    • Risco: Incerteza regulatória que pode gerar interpretações divergentes

    UPF como unidade de referência

    A adoção da Unidade Padrão Fiscal (UPF) como base para cálculo das multas é uma inovação relevante. Diferentemente do percentual fixo sobre o valor da operação, o sistema baseado em UPF permite:

    • Maior proporcionalidade entre a infração e a penalidade
    • Atualização automática dos valores das multas pela correção monetária
    • Previsibilidade para o contribuinte no planejamento de custos de conformidade

    O que as empresas importadoras devem fazer

    Diante das mudanças introduzidas pela LC 227, as empresas que operam no comércio exterior devem adotar medidas proativas:

    1. Revisar procedimentos de classificação fiscal

    A classificação correta de mercadorias na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) é fundamental. Erros de classificação podem gerar não apenas multas, mas também diferenças de alíquotas que impactam significativamente o custo da importação.

    2. Atualizar sistemas de compliance aduaneiro

    Os sistemas de gestão de comércio exterior devem ser atualizados para refletir as novas regras de tributação e penalidades. Isso inclui parametrização de validações automáticas e alertas para inconsistências nas declarações.

    3. Capacitar equipes

    Os profissionais envolvidos no despacho aduaneiro devem ser treinados sobre as mudanças introduzidas pela LC 227, incluindo os novos critérios de aplicação de multas e as obrigações acessórias relacionadas ao IBS e à CBS.

    4. Monitorar a regulamentação

    É fundamental acompanhar a publicação dos regulamentos do IBS e da CBS, que trarão detalhamentos sobre a aplicação das penalidades no novo sistema. O split payment e outras inovações da reforma tributária também impactarão as operações de importação.

    Compliance aduaneiro como estratégia

    O compliance aduaneiro deixou de ser apenas uma obrigação regulatória para se tornar uma estratégia competitiva. Empresas com programas robustos de conformidade aduaneira se beneficiam de:

    • Menor risco de autuações e multas
    • Agilidade no desembaraço aduaneiro
    • Elegibilidade para programas de operador econômico autorizado (OEA)
    • Redução de custos operacionais pela otimização de processos
    • Maior previsibilidade no planejamento financeiro das importações

    Perspectivas para o comércio exterior

    A reforma tributária, apesar da complexidade inicial de transição, promete simplificar a tributação do comércio exterior no médio prazo. A unificação de tributos em IBS e CBS tende a reduzir a burocracia e os custos de conformidade, desde que a regulamentação infralegal seja clara e consistente.

    Os contribuintes devem ficar atentos ao que virá nos regulamentos do IBS e da CBS, que provavelmente trarão mais detalhes sobre a futura cobrança da multa de 1% e outros aspectos penais do novo sistema.

    Considerações finais

    A LC 227/2026 representa um avanço ao tornar a aplicação de multas por erros na Declaração de Importação mais proporcional e específica. Entretanto, o período de transição exige atenção redobrada dos importadores, que devem investir em compliance aduaneiro e acompanhar de perto a evolução regulatória.

    O Grupo BRA 360 oferece assessoria especializada em comércio exterior, compliance aduaneiro e planejamento tributário. Se sua empresa precisa se adequar às mudanças da reforma tributária, conte com nossa equipe de especialistas para uma transição segura e eficiente.

    Fonte original: Contábeis, LC 227: entenda como fica a multa de 1% por erro na Declaração de Importação

    Perguntas frequentes

    O que muda na multa de 1% da Declaração de Importação com a LC 227/2026?

    A LC 227/2026 reduziu significativamente a amplitude de aplicação da multa de 1% sobre o valor aduaneiro em erros na Declaração de Importação. Antes, ela era aplicada de forma ampla a qualquer erro de classificação. Agora, a penalidade ficou limitada a situações especificas, como dados incorretos sobre o importador, destinação econômica do bem, pais de origem e caracteristicas essenciais do produto.

    Como funciona o novo regime de infrações informacionais da LC 227/2026?

    O artigo 341-G, inciso XIX, da LC 227 estabelece que a omissão ou prestação inexata de informações em operações de importação ou exportação será punida com multa de 100 UPF por informação, com limite minimo de 50 UPF e teto de 1% do valor total da operação por documento fiscal. Esse modelo é mais proporcional que o anterior, pois vincula a penalidade à quantidade de informações incorretas, não ao valor total da operação.

    O que é a Unidade Padrão Fiscal (UPF) usada para calcular multas aduaneiras?

    A UPF (Unidade Padrão Fiscal) é uma unidade de referência adotada pela LC 227 como base para o cálculo de multas em substituição ao percentual fixo sobre o valor da operação. O sistema baseado em UPF permite maior proporcionalidade entre a infração e a penalidade, atualização automatica dos valores pela correção monetaria e maior previsibilidade para o contribuinte no planejamento dos custos de conformidade aduaneira.

    Como a Reforma Tributaria está transformando a tributação do comércio exterior?

    O novo modelo tributario baseado em IBS e CBS substitui tributos que antes incidiam sobre importações, como PIS-Importação, COFINS-Importação, IPI e ICMS. O Fisco e o Comitê Gestor do IBS ainda estão elaborando regulamentos que detalharão a cobrança dessas penalidades no novo sistema, criando um período de transição com incerteza regulatoria que representa tanto oportunidade (tempo para adaptar processos) quanto risco (interpretações divergentes).

    Quais medidas as empresas importadoras devem adotar diante das mudanças da LC 227?

    As empresas importadoras devem: revisar os procedimentos de classificação fiscal de mercadorias na NCM, pois erros impactam aliquotas e podem gerar multas; atualizar sistemas de gestão de comércio exterior para refletir as novas regras de tributação e penalidades; e capacitar equipes para o novo contexto regulatorio. A adaptação proativa reduz o risco de inconsistências nas declarações durante o período de transição do IBS e CBS.

    Por Junior Brustolin

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