Grupo BRA360

Dia: 6 de abril de 2026

  • Fim da DIRF 2026: Adaptação ao eSocial e EFD-Reinf

    Fim da DIRF 2026: Adaptação ao eSocial e EFD-Reinf

    O fim da DIRF 2026 eSocial e EFD-Reinf representa uma das maiores mudanças na rotina das empresas e escritórios contábeis dos últimos anos. A Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte foi oficialmente extinta para fatos geradores a partir de 1º de janeiro de 2025, e em 2026 não há mais entrega da declaração tradicional. O que antes era concentrado em um único documento anual agora flui de forma contínua por meio do eSocial e da EFD-Reinf.

    Entender essa transição é fundamental para evitar inconsistências, multas e problemas com a Receita Federal. Este artigo explica o que mudou, como funciona o novo modelo e quais são os passos práticos para se adaptar.

    Por que a DIRF foi extinta?

    A Receita Federal promoveu essa mudança dentro do projeto de simplificação das obrigações acessórias. A lógica é clara: as informações que antes eram declaradas uma vez por ano na DIRF agora são transmitidas mensalmente, de forma eletrônica e integrada, por dois sistemas já consolidados: o eSocial e a EFD-Reinf.

    Com isso, o Fisco passou a ter acesso às informações de retenção de tributos em tempo quase real, reduzindo as oportunidades de divergência e aumentando a capacidade de cruzamento de dados. Para as empresas, a mudança elimina a obrigação de uma declaração anual separada, mas exige disciplina no cumprimento dos prazos mensais dos dois sistemas.

    O papel do eSocial em 2026

    O eSocial é o sistema pelo qual as empresas comunicam ao governo todas as informações trabalhistas, previdenciárias e tributárias relacionadas aos seus trabalhadores. Em 2026, ele opera na versão S-1.3, obrigatória desde janeiro de 2025, que trouxe uma mudança estrutural importante: o CPF passou a ser o único identificador do trabalhador.

    Isso significa que o NIS, o PIS e o PASEP deixaram de ser utilizados como identificadores no eSocial. Toda a transmissão de eventos é feita com base no CPF do trabalhador, o que simplifica o processo e elimina inconsistências históricas causadas pela multiplicidade de cadastros.

    Entre os principais eventos transmitidos pelo eSocial que substituem informações antes presentes na DIRF, destacam-se:

    • S-1200: Remuneração de trabalhadores com vínculo empregatício
    • S-1210: Pagamentos de rendimentos do trabalho
    • S-2300: Trabalhadores sem vínculo empregatício
    • S-5001: Informações de contribuições previdenciárias por trabalhador

    A entrega correta e tempestiva desses eventos é o que garante o registro dos valores retidos junto ao governo, em substituição à DIRF.

    O papel da EFD-Reinf em 2026

    A Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações Fiscais, a EFD-Reinf, cuida da outra parte das informações que antes iam para a DIRF: as retenções de tributos sobre serviços e os rendimentos pagos a pessoas físicas e jurídicas que não têm vínculo trabalhista com a empresa.

    Por meio da EFD-Reinf, são informados:

    • Retenções de CSLL, PIS, COFINS e IRRF sobre pagamentos de serviços
    • Rendimentos pagos a beneficiários pessoas físicas e jurídicas
    • Retenções de INSS sobre serviços tomados e prestados
    • Receita de espetáculos desportivos e patrocínios

    A EFD-Reinf é apurada mensalmente e, junto com o eSocial, alimenta a DCTFWeb, que é onde os débitos previdenciários e de outras retenções são consolidados e declarados para pagamento.

    A ordem lógica: eSocial, EFD-Reinf e DCTFWeb

    Compreender o fluxo correto das obrigações é essencial para evitar erros. A sequência lógica é:

    1. eSocial: transmissão dos eventos trabalhistas e previdenciários
    2. EFD-Reinf: escrituração das retenções sobre serviços e outros rendimentos
    3. DCTFWeb: geração e homologação da declaração com os débitos apurados para recolhimento

    Só após a transmissão correta nos dois primeiros sistemas é possível fechar a DCTFWeb e emitir o DARF para pagamento. Qualquer inconsistência em uma das etapas anteriores impacta diretamente a etapa seguinte.

    Prazos importantes para 2026

    Além das obrigações mensais do eSocial e da EFD-Reinf, o calendário fiscal de 2026 traz dois prazos anuais que exigem atenção especial dos escritórios contábeis:

    • ECD (Escrituração Contábil Digital): entrega até 31 de maio de 2026
    • ECF (Escrituração Contábil Fiscal): entrega até 31 de julho de 2026

    Ambas as obrigações complementam o conjunto de informações transmitidas digitalmente ao Fisco e precisam estar alinhadas com os dados já enviados via eSocial e EFD-Reinf ao longo do ano.

    Para quem ainda precisa organizar o IRPF 2026 e evitar a malha fina, a consistência entre as informações declaradas e as transmitidas pelas empresas nestes sistemas é ainda mais crítica.

    O que muda na prática para escritórios contábeis

    A extinção da DIRF exige uma reorganização do fluxo de trabalho dos escritórios contábeis. Veja os principais pontos de atenção:

    1. Revisão dos cadastros no eSocial

    Com o CPF como único identificador, é fundamental verificar se todos os trabalhadores estão cadastrados corretamente. Divergências de CPF causam rejeição dos eventos e podem gerar inconsistências nas contribuições previdenciárias.

    2. Mapeamento dos prestadores de serviço

    A EFD-Reinf exige o registro de todos os pagamentos sujeitos a retenção. O escritório precisa ter um processo claro para identificar esses pagamentos mensalmente e classificá-los corretamente nos eventos da EFD-Reinf.

    3. Conciliação mensal antes do fechamento

    Antes de transmitir a EFD-Reinf e fechar a DCTFWeb, é recomendável fazer uma conciliação entre os valores apurados nos sistemas contábeis e os eventos já enviados ao eSocial. Isso evita retificações posteriores, que consomem tempo e podem gerar multas.

    4. Atualização contínua sobre a versão S-1.3

    A versão S-1.3 do eSocial trouxe novos leiautes e alguns eventos foram alterados. Os sistemas de folha de pagamento precisam estar atualizados para gerar os arquivos no formato correto. Verifique com o fornecedor do software se todas as atualizações foram aplicadas.

    5. Atenção ao cadastro imobiliário e outras obrigações emergentes

    O ambiente regulatório não para de evoluir. O Cadastro Imobiliário Brasileiro (CIB) em 2026 é outro exemplo de obrigação que exige atenção e preparo dos escritórios para não surpreender os clientes.

    Links e fontes para consulta

    Para aprofundar o conhecimento e acompanhar as atualizações oficiais sobre o eSocial e a EFD-Reinf, consulte diretamente as fontes primárias:

    Conclusão

    O fim da DIRF 2026 eSocial e EFD-Reinf não é apenas uma mudança burocrática. Ela representa uma transformação na forma como as empresas se relacionam com o Fisco: de uma lógica anual e concentrada para uma lógica contínua e integrada. Quem se adaptar a essa nova realidade ganha eficiência, reduz riscos e tem mais controle sobre as obrigações dos seus clientes.

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto todas essas mudanças e está disponível para orientar escritórios contábeis e empresas no processo de adaptação. Entre em contato e descubra como podemos apoiar a sua operação nessa transição.

    Perguntas frequentes

    Por que a DIRF foi extinta a partir de 2026?

    A DIRF foi extinta como parte do projeto de simplificacao das obrigacoes acessorias da Receita Federal. As informacoes antes declaradas anualmente na DIRF passaram a ser transmitidas mensalmente de forma integrada pelo eSocial e pela EFD-Reinf. Com isso, o Fisco passou a ter acesso a dados de retencao de tributos em tempo quase real.

    Qual e o papel do eSocial em substituicao a DIRF em 2026?

    O eSocial, que opera em 2026 na versao S-1.3, transmite as informacoes trabalhistas, previdenciarias e tributarias dos trabalhadores. Os eventos que substituem a DIRF incluem o S-1200 (remuneracao com vinculo empregaticio), S-1210 (pagamentos de rendimentos do trabalho) e S-2300 (trabalhadores sem vinculo empregaticio), todos identificados pelo CPF.

    O que a EFD-Reinf declara que antes estava na DIRF?

    A EFD-Reinf cuida das retencoes de tributos sobre servicos e rendimentos pagos a pessoas fisicas e juridicas sem vinculo trabalhista com a empresa. Por ela sao informados: retencoes de CSLL, PIS, Cofins e IRRF sobre servicos, rendimentos a beneficiarios pessoas fisicas e juridicas, retencoes de INSS sobre servicos e receitas de espetaculos.

    Qual e a sequencia correta de obrigacoes que substituem a DIRF?

    O fluxo logico e: primeiro o eSocial (eventos trabalhistas e previdenciarios), depois a EFD-Reinf (retencoes sobre servicos e rendimentos) e por ultimo a DCTFWeb (geracao da declaracao com os debitos apurados para recolhimento). Qualquer inconsistencia em uma das etapas anteriores impacta diretamente a etapa seguinte.

    Quais prazos anuais sao importantes no calendario fiscal de 2026 apos o fim da DIRF?

    Alem das obrigacoes mensais do eSocial e da EFD-Reinf, o calendario de 2026 exige atencao a dois marcos anuais relevantes: a ECD (Escrituracao Contabil Digital), com prazo em 31 de maio de 2026, e a ECF (Escrituracao Contabil Fiscal), com prazo em julho de 2026, ambas exigindo dados contabeis consolidados do exercicio de 2025.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa ja adaptou os processos com o fim da DIRF e o novo fluxo do eSocial e EFD-Reinf?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Portal Contábeis

  • Holding Familiar e a Reforma Tributária: O Custo Oculto

    Holding Familiar e a Reforma Tributária: O Custo Oculto

    A holding familiar e a reforma tributária passaram a ocupar o centro das discussões de planejamento patrimonial no Brasil. A Emenda Constitucional nº 132/2023 e a Lei Complementar nº 214/2025 redesenharam o sistema tributário nacional e, com isso, criaram uma armadilha silenciosa para famílias que utilizavam a holding como instrumento de proteção e sucessão de patrimônio.

    Quem ainda não revisou a estrutura da sua holding pode estar acumulando passivos tributários sem perceber. Neste artigo, explicamos os dois principais riscos trazidos pelas novas normas, apresentamos um exemplo prático com números reais e indicamos as estratégias disponíveis para reduzir a exposição fiscal.

    O Novo Cenário Tributário para Holdings Familiares

    A reforma tributária brasileira, consolidada pela EC nº 132/2023 e regulamentada pela LC nº 214/2025, criou o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). Juntos, esses tributos substituem gradualmente o ICMS, o ISS, o PIS e a Cofins.

    O problema para as holdings familiares está na amplitude da base de incidência. A legislação trata como fato gerador do IBS e da CBS qualquer “fornecimento oneroso ou gratuito” de bens e serviços. Essa redação abriu espaço para uma interpretação fiscal que, se confirmada, pode dobrar a carga tributária de estruturas que antes eram consideradas eficientes.

    Para entender mais sobre como o IBS e a CBS estão sendo aplicados na prática, incluindo as recentes suspensões de multas, veja nossa análise em: CBS e IBS: multas suspensas em 2026.

    Ameaça 1: A Tributação pelo IBS e CBS sobre Cessão Gratuita de Imóveis (PJ)

    O primeiro risco atinge diretamente a pessoa jurídica, ou seja, a holding em si.

    Quando um sócio reside em um imóvel pertencente à holding sem pagar aluguel, a empresa está realizando um “fornecimento gratuito” desse bem. Com base na nova legislação, a Receita Federal e os fiscos estaduais e municipais passaram a sustentar que esse fornecimento equivale a uma prestação de serviço tributável.

    O IBS e a CBS incidem sobre o valor de mercado do bem cedido. Se o imóvel vale R$ 3 milhões e o aluguel de mercado seria de R$ 9.000 por mês (3% ao ano sobre o valor do imóvel), a holding teria uma base de cálculo anual de R$ 108.000, mesmo sem receber um centavo sequer.

    A alíquota combinada do IBS e da CBS pode chegar a 26,5% quando plenamente implementada. Isso representaria um custo tributário de aproximadamente R$ 28.620 por ano para esse imóvel hipotético, gerado por uma operação que não gera qualquer receita para a empresa.

    Ameaça 2: A Presunção de Rendimento sobre Imóveis Cedidos Gratuitamente (PF)

    O segundo risco recai sobre a pessoa física do sócio beneficiário.

    O artigo 41, parágrafo 1º, do Regulamento do Imposto de Renda (RIR/2018, Decreto nº 9.580/2018) determina que o proprietário de imóvel cedido gratuitamente deve declarar como rendimento tributável o equivalente a 10% do valor venal do imóvel por ano.

    Para um imóvel de R$ 3 milhões, isso representa R$ 300.000 de rendimento presumido anual. Sobre esse valor, aplica-se a tabela progressiva do IRPF, cuja alíquota máxima é de 27,5%. O imposto sobre a pessoa física seria de aproximadamente R$ 82.500 por ano, além das deduções legais cabíveis.

    Combinando os dois impactos, o custo tributário anual de um único imóvel de R$ 3 milhões cedido gratuitamente dentro de uma holding pode ultrapassar R$ 111.120 por ano, considerando apenas o IRPF (R$ 82.500) e os tributos sobre a PJ (R$ 28.620). Com as alíquotas progressivas do IBS e CBS sendo implementadas ao longo do período de transição, esse custo tende a crescer.

    Exemplo Prático: Imóvel de R$ 3 Milhões

    Para tornar os números mais concretos, veja a simulação abaixo:

    • Valor do imóvel: R$ 3.000.000
    • Aluguel presumido (3% ao ano): R$ 90.000
    • IBS/CBS estimado sobre a PJ (alíquota de 26,5% sobre R$ 90.000): R$ 23.850
    • Rendimento presumido do sócio (10% ao ano): R$ 300.000
    • IRPF estimado (27,5% com deduções básicas): R$ 82.500 (valor bruto)
    • Imposto líquido estimado IRPF: R$ 93.850 após aplicação da tabela completa
    • Custo tributário anual total estimado: aproximadamente R$ 117.700

    Esse cálculo é uma estimativa conservadora, baseada nas normas vigentes em 2026. O valor real pode variar conforme o enquadramento da holding, o regime tributário adotado e as alíquotas efetivas do IBS e da CBS em cada período de transição.

    Estratégias de Mitigação: O Que Fazer Agora

    A boa notícia é que existem alternativas legais para reduzir ou eliminar esses riscos. As principais estratégias são:

    1. Contrato de Locação entre a Holding e o Sócio

    Ao formalizar um contrato de locação com valor de mercado, a cessão gratuita deixa de existir. O sócio paga aluguel à holding, que registra a receita e recolhe os tributos correspondentes. O sócio, por sua vez, pode deduzir o aluguel de outras formas, dependendo da sua situação fiscal. Esse arranjo elimina a base de cálculo do rendimento presumido do IRPF e afasta a incidência do IBS/CBS sobre cessão gratuita.

    2. Instituição de Usufruto sobre o Imóvel

    O usufruto é um direito real que permite ao beneficiário usar e gozar de um bem alheio por prazo determinado ou vitalício. Quando o imóvel sai da holding e é transferido para o patrimônio pessoal do sócio com a nua-propriedade mantida como instrumento de planejamento sucessório, a cessão gratuita pela PJ deixa de ocorrer. Essa estrutura exige análise jurídica cuidadosa, mas pode ser altamente eficaz do ponto de vista fiscal e sucessório.

    3. Desincorporação do Ativo da Holding

    Em alguns casos, retirar o imóvel da holding e transferi-lo diretamente ao patrimônio pessoal dos sócios pode ser a solução mais simples. Essa operação gera custos de ITBI e pode ter implicações no ITCMD, mas pode ser economicamente mais vantajosa do que manter o imóvel na estrutura societária com os novos encargos tributários.

    Para entender melhor como o planejamento tributário pode reduzir o Imposto de Renda de forma legal, veja também: Planejamento tributário: pagar menos IR em 2026.

    ITCMD em 2026: Quem Constituir Holding Agora Trava a Alíquota Atual

    Há ainda um fator de urgência que poucos estão considerando: o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD).

    No estado de São Paulo, a alíquota atual do ITCMD é de 4%. A reforma tributária abre espaço para progressividade nas alíquotas estaduais, e há projetos em tramitação na Assembleia Legislativa de São Paulo para elevar esse percentual de forma significativa nos próximos anos, seguindo a tendência de outros estados.

    Quem constituir ou reestruturar uma holding patrimonial em 2026 pode realizar as doações e transferências de bens com a alíquota vigente, protegendo o patrimônio familiar de um possível aumento futuro. Essa janela pode se fechar ao longo de 2026 ou 2027, dependendo da velocidade das reformas estaduais.

    Segundo a Fenacon, a demanda por serviços de planejamento sucessório cresceu mais de 40% após a promulgação da EC nº 132/2023, reflexo direto da insegurança gerada pelas novas regras.

    A Inércia É o Maior Risco

    Muitas famílias ainda acreditam que a holding é, por definição, uma estrutura vantajosa, e que basta mantê-la como está. Esse raciocínio foi válido por décadas, mas o cenário mudou.

    A reforma tributária criou obrigações novas sobre estruturas antigas. Quem não revisou o contrato social, o regime de cessão dos imóveis e as relações entre a holding e os sócios nos últimos dois anos pode estar acumulando riscos fiscais significativos sem perceber.

    A análise das Migalhas sobre o tema aponta que os primeiros autos de infração relacionados à nova legislação já começaram a ser lavrados em 2025, e a tendência é de aumento das fiscalizações ao longo de 2026 e 2027, à medida que o sistema de notas fiscais do IBS e da CBS for sendo implementado.

    Cada mês de inércia pode representar um passivo tributário crescente, multas de mora e, em casos mais graves, responsabilidade solidária dos sócios.

    O Que o Grupo BRA 360 Pode Fazer pela Sua Holding

    O Grupo BRA 360 é especializado em contabilidade consultiva, planejamento tributário e sucessório para famílias empresárias e profissionais liberais com patrimônio relevante.

    Nossa equipe faz o diagnóstico completo da estrutura da sua holding, identifica os riscos trazidos pela reforma tributária e apresenta um plano de ação com as estratégias mais adequadas ao seu perfil: contrato de locação, usufruto, desincorporação de ativos ou reestruturação societária.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e agende uma análise gratuita da sua holding familiar. Não deixe que a inércia se torne o maior custo do seu planejamento patrimonial.


    Fonte de referência: Contabeis.com.br – Holding patrimonial e o novo cenário tributário: estratégias para 2026. Os valores e cálculos apresentados neste artigo são estimativas ilustrativas e não constituem assessoria jurídica ou tributária individual. Consulte um especialista para análise do seu caso concreto.

    Perguntas frequentes

    Por que a Reforma Tributaria pode aumentar os custos de uma holding familiar?

    A EC 132/2023 e a LC 214/2025 criaram o IBS e a CBS com base de incidencia ampla, que pode abranger fornecimentos onerosos e gratuitos de bens e servicos. Isso inclui possivelmente a cessao gratuita de imoveis pertencentes a holding a socios, uma pratica comum em estruturas de protecao patrimonial que antes nao gerava tributacao pelo ICMS ou ISS.

    O que e a ameaca do IBS e CBS sobre cessao gratuita de imoveis na holding?

    Quando um socio reside em imovel da holding sem pagar aluguel, a Receita Federal pode interpretar isso como fornecimento gratuito de bem, sujeito a IBS e CBS sobre o valor de mercado do aluguel. Para um imovel de R$ 3 milhoes com aluguel presumido de R$ 90 mil anuais, o custo tributario estimado chega a R$ 23.850 por ano, mesmo sem receita para a empresa.

    O que e a presuncao de rendimento sobre imoveis cedidos gratuitamente para pessoa fisica?

    O artigo 41 do RIR/2018 (Decreto 9.580/2018) determina que o proprietario de imovel cedido gratuitamente deve declarar como rendimento tributavel o equivalente a 10% do valor venal do imovel por ano. Para um imovel de R$ 3 milhoes, isso representa R$ 300.000 de rendimento presumido, sujeito a tabela progressiva do IRPF com aliquota maxima de 27,5%.

    Qual pode ser o custo tributario anual total de um imovel de R$ 3 milhoes cedido gratuitamente na holding?

    Combinando os dois impactos, o custo tributario anual estimado para um imovel de R$ 3 milhoes cedido gratuitamente pode ultrapassar R$ 111 mil por ano: aproximadamente R$ 82.500 de IRPF sobre a pessoa fisica e R$ 23.850 de IBS e CBS sobre a pessoa juridica. Esse custo tende a crescer com a implementacao progressiva das aliquotas do IBS e da CBS.

    O que fazer para reduzir a exposicao fiscal de uma holding familiar diante da Reforma Tributaria?

    A recomendacao e revisar urgentemente a estrutura da holding com assessoria especializada. As estrategias disponiveis incluem a regularizacao do uso dos imoveis (como formalizacao de contratos de aluguel), a reestruturacao societaria e a avaliacao de alternativas de protecao patrimonial que sejam mais eficientes sob o novo marco legal.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua holding familiar ja foi revisada para evitar os custos ocultos da Reforma Tributaria?

    A BRA 360 Capital organiza holdings, sucessão e governança familiar para preservar, proteger e transmitir o patrimônio com segurança.

    Falar com a BRA 360 Capital

    Fonte: FENACON

  • IRPF 2026: Restituição Automática via Pix

    IRPF 2026: Restituição Automática via Pix

    A restituição automática no IRPF 2026 representa a mudança mais significativa na relação entre contribuinte e Receita Federal dos últimos anos. Pela primeira vez, cerca de 4 milhões de brasileiros poderão receber valores devidos sem precisar preencher uma linha sequer da declaração, e o pagamento cai direto na chave Pix vinculada ao CPF. Entender como esse novo modelo funciona e quem pode ser beneficiado é fundamental para não deixar dinheiro na mesa.

    O que é a restituição automática do IRPF 2026

    O modelo piloto de restituição automática funciona de forma simples: o sistema da Receita Federal cruza dados de diversas fontes, identifica contribuintes que têm valores a receber e que não estão obrigados a declarar, e realiza o pagamento diretamente via Pix utilizando o CPF como chave. O processo ocorre sem qualquer ação por parte do cidadão.

    Esse mecanismo é possível graças à integração crescente entre os sistemas governamentais. A Receita Federal já dispõe de informações previdenciárias, trabalhistas, bancárias e de saúde suficientes para calcular, em muitos casos, o imposto devido ou o saldo a restituir sem depender da declaração do contribuinte.

    Para os contemplados, o benefício é duplo: eliminação da burocracia e recebimento mais ágil dos valores. Vale destacar que o contribuinte que optar por entregar a declaração normalmente continuará tendo esse direito garantido.

    Quem será beneficiado pelo pagamento automático

    O piloto atinge, nesta primeira fase, aproximadamente 4 milhões de contribuintes. Para ser incluído nesse grupo, é necessário atender às seguintes condições:

    • Não estar enquadrado nos critérios de obrigatoriedade da declaração em 2026
    • Ter chave Pix cadastrada com o CPF como identificador
    • Possuir crédito identificado pela Receita Federal com base nos dados preexistentes nos sistemas integrados

    Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888,00 no ano-base 2025, teve rendimentos isentos superiores a R$ 200.000,00, realizou operações em bolsa, possui bens acima de R$ 800.000,00 ou se enquadra em outros critérios de obrigatoriedade, deverá entregar a declaração normalmente. Fique atento aos critérios exatos divulgados pela Receita Federal para evitar irregularidades.

    Calendário de restituições: quatro lotes em 2026

    Uma diferença importante do IRPF 2026 em relação ao ano anterior é a redução de cinco para quatro lotes de restituição. As datas previstas são:

    • 1º lote: 29 de maio de 2026
    • 2º lote: 30 de junho de 2026
    • 3º lote: 31 de julho de 2026
    • 4º lote: 31 de agosto de 2026

    A expectativa da Receita Federal é que 80% dos contribuintes com direito à restituição já tenham recebido até 30 de junho, ou seja, nos dois primeiros lotes. Quem entrega a declaração cedo, sem erros e com dados completos, aumenta consideravelmente as chances de cair nos lotes iniciais.

    Contribuintes com prioridade legal, como idosos acima de 60 anos, pessoas com deficiência, professores e quem optou pela declaração pré-preenchida, continuam tendo precedência na ordem dos lotes, conforme previsto na legislação vigente.

    Prazo da declaração: de 23 de março a 29 de maio de 2026

    Para quem está obrigado a declarar, o prazo oficial do IRPF 2026 vai de 23 de março a 29 de maio de 2026. A entrega pode ser feita pelo programa gerador da declaração, pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou pelo portal e-CAC.

    Quem perder o prazo estará sujeito à multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido. O atraso também posterga o recebimento da restituição e pode gerar pendências no CPF.

    Se você tem dúvidas sobre se está ou não obrigado a declarar, recomendamos a leitura do nosso guia sobre planejamento tributário para pagar menos IR em 2026, onde explicamos as faixas e situações com detalhes práticos.

    Declaração pré-preenchida: mais completa do que nunca

    Outra novidade relevante do IRPF 2026 é a expansão significativa da declaração pré-preenchida. A Receita Federal passou a importar automaticamente dados provenientes de duas novas fontes:

    eSocial

    Informações de vínculos empregatícios, rendimentos, contribuições previdenciárias e deduções trabalhistas agora chegam diretamente do eSocial para a declaração. Empregadores domésticos e trabalhadores com múltiplos vínculos são os que mais se beneficiam dessa integração.

    Receita Saúde

    O sistema Receita Saúde, que registra os recibos de pagamentos a profissionais de saúde, alimenta automaticamente o campo de despesas médicas na pré-preenchida. Consultas, exames, procedimentos e planos de saúde pagos por profissionais cadastrados no sistema aparecem preenchidos sem necessidade de digitação manual.

    Mesmo com o pré-preenchimento, a responsabilidade pela declaração continua sendo do contribuinte. Revise todos os campos, confirme os valores e complete informações que o sistema não tenha captado.

    Alertas em tempo real durante o preenchimento

    O programa do IRPF 2026 traz um recurso valioso para quem declara: alertas em tempo real durante o preenchimento. O sistema identifica inconsistências, omissões e situações que possam levar à malha fina e avisa o contribuinte antes do envio.

    Esse mecanismo funciona como uma checagem preventiva, reduzindo o risco de erros que resultam em retenção da declaração e no temido leão da malha fina. Aproveite os alertas e corrija os pontos sinalizados antes de transmitir.

    Para entender quais situações mais comumente levam à malha fina e como evitá-las, confira nossa análise completa sobre alertas do IRPF 2026 e malha fina.

    Nome social na declaração do IRPF 2026

    Uma conquista importante para a cidadania: o IRPF 2026 permite o uso do nome social na declaração. Contribuintes travestis e transexuais que possuem nome social registrado no CPF poderão utilizá-lo na declaração do imposto de renda, respeitando a identidade de cada pessoa.

    A medida está alinhada às diretrizes de inclusão adotadas pela administração pública federal e segue as orientações da Serpro, empresa responsável pelos sistemas tecnológicos da Receita Federal.

    Como se preparar para o IRPF 2026

    Independentemente de estar ou não no grupo da restituição automática, há ações concretas que todo contribuinte deve tomar agora:

    • Verifique se você está obrigado a declarar com base nos critérios de 2026
    • Cadastre seu CPF como chave Pix na instituição financeira de sua preferência para estar apto ao recebimento automático
    • Reúna seus documentos: informes de rendimentos, recibos médicos, comprovantes de bens e dívidas
    • Acesse a pré-preenchida o quanto antes e confira se os dados importados estão corretos
    • Transmita antes do prazo para garantir os primeiros lotes de restituição

    Grupo BRA 360: suporte especializado no seu IRPF 2026

    O IRPF 2026 trouxe mudanças significativas que exigem atenção redobrada. A restituição automática via Pix é uma facilidade para quem não precisa declarar, mas para quem está obrigado, cada detalhe conta para evitar a malha fina e maximizar deduções legítimas.

    O Grupo BRA 360 conta com uma equipe de contadores e consultores tributários prontos para orientar você em cada etapa da declaração, analisar sua situação fiscal e identificar oportunidades de economia dentro da lei. Entre em contato agora e declare com segurança, no prazo e sem surpresas.


    Fonte: Receita Federal do Brasil e Serpro. As informações deste artigo têm caráter orientativo e podem ser atualizadas conforme novas publicações oficiais. Consulte sempre um profissional habilitado para decisões fiscais individuais.

    Perguntas frequentes

    O que e a restituicao automatica do IRPF 2026 e como funciona?

    A restituicao automatica e um piloto da Receita Federal que identifica contribuintes com valores a receber que nao estao obrigados a declarar e efetua o pagamento direto via Pix, usando o CPF como chave, sem qualquer acao por parte do cidadao. O processo e possivel pela integracao de sistemas governamentais que ja possuem dados suficientes para calcular o saldo a restituir.

    Quem pode receber a restituicao automatica no IRPF 2026?

    O piloto atinge cerca de 4 milhoes de contribuintes. Para ser incluido, e necessario: nao se enquadrar nos criterios de obrigatoriedade da declaracao em 2026, ter chave Pix cadastrada com o CPF como identificador e ter credito identificado pela Receita Federal com base nos dados preexistentes nos sistemas integrados do governo.

    Quem nao pode receber a restituicao automatica e deve declarar normalmente?

    Quem recebeu rendimentos tributaveis acima de R$ 33.888 no ano-base 2025, teve rendimentos isentos superiores a R$ 200 mil, realizou operacoes em bolsa, possui bens acima de R$ 800 mil ou se enquadra em outros criterios de obrigatoriedade deve entregar a declaracao normalmente, independentemente do piloto de restituicao automatica.

    Quando serao pagos os quatro lotes de restituicao do IRPF 2026?

    Os quatro lotes de restituicao estao programados para: 29 de maio, 30 de junho, 31 de julho e 31 de agosto de 2026. A Receita Federal espera que 80% dos contribuintes com direito a restituicao ja tenham recebido ate 30 de junho. Idosos, pessoas com deficiencia, professores e quem usou a declaracao pre-preenchida tem prioridade legal.

    Quais novas fontes de dados a declaracao pre-preenchida do IRPF 2026 passou a importar?

    Em 2026, a declaracao pre-preenchida foi expandida e passou a importar dados de duas novas fontes: o eSocial, que fornece informacoes trabalhistas e previdenciarias, e outra fonte adicional integrada. O sistema tambem passou a incluir dados do nucleo familiar e a emitir alertas sobre possiveis inconsistencias antes do envio.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Voce sabe se sera contemplado pela restituicao automatica via Pix no IRPF 2026?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Agência Brasil

  • PIS e Cofins: Corte de Benefícios em Abril 2026

    PIS e Cofins: Corte de Benefícios em Abril 2026

    A partir de abril de 2026, empresas brasileiras precisam lidar com mudanças relevantes na cobrança de PIS e Cofins. O corte de benefícios fiscais até então vigentes impacta o custo tributário de diversos setores e exige revisão urgente do planejamento das organizações. Entender o que muda e como se preparar é essencial para evitar surpresas no caixa e garantir conformidade com a legislação.

    O que muda com o corte de benefícios fiscais em abril de 2026

    O governo federal definiu um calendário de revisão de incentivos fiscais que atinge diretamente o PIS e a Cofins. Diversas desonerações, regimes especiais e alíquotas reduzidas que beneficiavam determinados segmentos foram revisadas ou encerradas, ampliando a base de incidência dessas contribuições sobre o faturamento das empresas.

    Entre os impactos mais imediatos estão o fim ou a redução de isenções setoriais, o encerramento de benefícios concedidos por prazo determinado que não foram renovados e a revisão de créditos presumidos utilizados por setores como alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. Empresas que se beneficiavam dessas condições especiais passam a recolher alíquotas cheias, o que representa aumento real na carga tributária.

    O contexto da Reforma Tributária e a transição para a CBS

    O corte de benefícios em 2026 está diretamente ligado ao processo de Reforma Tributária aprovado no Brasil. A legislação prevê a substituição gradual do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto que integrará o novo modelo de tributação sobre o consumo junto ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

    Para entender melhor como CBS e IBS funcionam no novo sistema tributário, confira nossa análise completa sobre CBS e IBS e as multas suspensas em 2026.

    Em 2026, a CBS opera em fase de teste com alíquota de 0,9%, mas com uma regra importante: os valores recolhidos a esse título são compensáveis com o PIS e a Cofins devidos no mesmo período. Isso significa que, na prática, não há acréscimo de carga por conta da CBS em 2026. O ônus real para as empresas vem justamente do corte dos benefícios que reduziam o PIS e a Cofins tradicionais.

    A transição completa está programada para ocorrer de forma escalonada até 2033, quando PIS e Cofins serão definitivamente extintos. Até lá, as empresas conviverão com os dois sistemas simultaneamente.

    Impacto por setor: comércio, serviços e indústria

    Comércio

    Empresas do setor comercial enquadradas no regime não cumulativo já enfrentavam alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6% (Cofins), mas contavam com créditos sobre insumos e despesas admitidas em lei. Com o corte de benefícios, alguns créditos específicos deixam de ser aplicáveis, reduzindo o aproveitamento fiscal e elevando o tributo líquido a recolher.

    Serviços

    O setor de serviços, historicamente tributado pelo regime cumulativo com alíquotas menores (0,65% e 3%), pode ser impactado pela perda de regimes especiais que vigoravam para categorias específicas como tecnologia, saúde e educação. A revisão dessas condições eleva o custo operacional das empresas prestadoras de serviços, especialmente as de médio porte.

    Indústria

    A indústria é o setor com maior exposição ao corte de benefícios. Setores como alimentos, bebidas, papel e celulose, produtos farmacêuticos e agronegócio dependiam de alíquotas reduzidas e créditos presumidos para manter sua competitividade. Com a revisão dessas condições, o custo de produção sobe e a pressão sobre as margens operacionais aumenta.

    Como as empresas devem se preparar

    1. Revisão imediata do planejamento tributário

    O primeiro passo é mapear todos os benefícios fiscais de PIS e Cofins atualmente utilizados pela empresa e verificar quais foram afetados pelas mudanças de abril de 2026. Essa revisão deve ser feita com suporte de um contador especializado em tributação federal, capaz de identificar riscos e oportunidades dentro do novo cenário.

    Para quem ainda não estruturou um planejamento tributário adequado, veja como é possível reduzir a carga do Imposto de Renda com planejamento tributário em 2026 e entender os caminhos legais disponíveis.

    2. Análise de impacto financeiro

    É fundamental projetar o impacto financeiro do aumento de PIS e Cofins sobre o fluxo de caixa da empresa. Isso inclui recalcular o DRE com as novas alíquotas efetivas, revisar precificação de produtos e serviços e avaliar se a empresa pode absorver o custo adicional ou se será necessário repassá-lo ao mercado.

    3. Avaliação de regime tributário

    Dependendo do porte e da atividade da empresa, pode ser vantajoso avaliar uma mudança de regime tributário. Empresas no Simples Nacional, por exemplo, seguem tabelas próprias que incorporam PIS e Cofins de forma diferente. Já o Lucro Presumido e o Lucro Real oferecem regras distintas para apuração dessas contribuições, e a melhor escolha depende da realidade de cada negócio.

    4. Acompanhamento contínuo da legislação

    O ambiente tributário brasileiro está em transformação acelerada. Novas regulamentações sobre a Reforma Tributária são publicadas com frequência, e acompanhar as mudanças em tempo real é indispensável. Contar com uma equipe contábil atualizada e orientada para o planejamento estratégico faz diferença direta no resultado da empresa.

    O papel do contador especializado nesse momento

    Diante de um cenário de mudanças tributárias simultâneas, o contador deixa de ser apenas um cumpridor de obrigações acessórias e assume papel estratégico na gestão do negócio. A análise correta dos impactos do corte de benefícios de PIS e Cofins, combinada com o entendimento da transição para a CBS, exige conhecimento técnico atualizado e visão de planejamento de médio e longo prazo.

    Segundo a Receita Federal do Brasil, as empresas têm a responsabilidade de manter o correto recolhimento das contribuições sociais, e o descumprimento das novas regras pode resultar em autuações, multas e juros sobre os valores não recolhidos adequadamente.

    Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indicam que as empresas brasileiras gastam em média 1.501 horas por ano para cumprir obrigações tributárias, o que reforça a necessidade de processos bem estruturados e suporte contábil especializado.

    Grupo BRA 360: sua empresa preparada para as mudanças

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto todas as mudanças na legislação tributária brasileira e oferece suporte especializado para que sua empresa atravesse esse período de transição com segurança e eficiência. Nossa equipe está preparada para realizar a análise de impacto do corte de benefícios de PIS e Cofins, revisar seu planejamento tributário e orientar as melhores decisões para o seu negócio.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e descubra como podemos ajudar sua empresa a se adaptar às mudanças tributárias de 2026 sem comprometer sua competitividade e seus resultados.

    Perguntas frequentes

    O que muda para as empresas com o corte de beneficios fiscais de PIS e Cofins em abril de 2026?

    A partir de abril de 2026, diversas desonoracoes, regimes especiais e aliquotas reduzidas de PIS e Cofins foram revisadas ou encerradas pelo governo federal. Empresas que se beneficiavam dessas condicoes passam a recolher aliquotas integrais, o que representa aumento real na carga tributaria para setores como alimentos, bebidas, farmacos e tecnologia.

    Como o corte de beneficios de PIS e Cofins se relaciona com a Reforma Tributaria?

    O corte esta diretamente ligado ao processo de Reforma Tributaria. A legislacao prevê a substituicao gradual do PIS e da Cofins pela CBS, que sera plenamente implementada ate 2033. Em 2026, os valores de CBS recolhidos a titulo de teste (0,9%) sao compensaveis com o PIS e a Cofins devidos. O onus real vem do encerramento dos beneficios tradicionais.

    Quais setores sao mais afetados pelo corte de beneficios de PIS e Cofins?

    A industria e o setor mais exposto: setores como alimentos, bebidas, papel e celulose, produtos farmaceuticos e agronegocio dependiam de aliquotas reduzidas e creditos presumidos para manter competitividade. O setor de servicos tambem sofre com a perda de regimes especiais para categorias como tecnologia, saude e educacao.

    Como uma empresa do regime nao cumulativo e afetada pelo corte de beneficios de PIS e Cofins?

    Empresas do regime nao cumulativo ja pagavam aliquotas de 1,65% de PIS e 7,6% de Cofins, mas aproveitavam creditos sobre insumos e despesas admitidas em lei. Com o corte, alguns creditos especificos deixam de ser aplicaveis, reduzindo o aproveitamento fiscal e elevando o tributo liquido a recolher, o que pode impactar diretamente as margens operacionais.

    O que as empresas devem fazer imediatamente diante do corte de beneficios de PIS e Cofins?

    O primeiro passo e mapear todos os beneficios fiscais de PIS e Cofins utilizados e verificar quais foram afetados pelas mudancas de abril de 2026. Em seguida, e necessario revisar o planejamento tributario com suporte de contador especializado, renegociar precos e contratos se necessario e avaliar o enquadramento no novo sistema tributario, considerando a transicao para CBS e IBS.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa mapeou quais beneficios de PIS e Cofins foram cortados em abril de 2026?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Contabeis.com.br | Corte de benefícios eleva PIS/Cofins a partir de abril de 2026.

  • Agenda Tributária Abril 2026: Datas e Obrigações

    Agenda Tributária Abril 2026: Datas e Obrigações

    A agenda tributária abril 2026 traz um calendário intenso para contadores e empresas. Abril é considerado um dos meses mais críticos do ano fiscal, pois concentra obrigações acessórias relevantes e ainda coincide com o período de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026. Conhecer cada prazo e se organizar com antecedência é a diferença entre uma rotina controlada e um mês de emergências.

    Por que abril é um mês crítico para a contabilidade?

    Abril reúne, ao mesmo tempo, obrigações federais de grande porte e o acompanhamento do prazo do IRPF 2026, que vai de 23 de março a 29 de maio. Para os escritórios contábeis que prestam serviço a pessoas físicas, o volume de declarações em andamento exige atenção redobrada enquanto as obrigações acessórias das empresas também vencem.

    A Receita Federal divulgou o calendário oficial com as datas de vencimento de cada obrigação, e o profissional que se prepara com base nesse calendário evita multas, retrabalho e desgaste com clientes.

    Principais obrigações acessórias de abril 2026

    Confira abaixo as principais entregas do mês e seus respectivos prazos:

    DCTF – Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais

    A DCTF referente a fevereiro de 2026 deve ser entregue até o dia 15 de abril. Empresas obrigadas à entrega mensal precisam garantir que os dados de débitos e créditos estejam corretamente apurados e transmitidos pelo PGD ou pelo e-CAC.

    EFD-Contribuições

    A Escrituração Fiscal Digital das Contribuições, referente ao período de competência de fevereiro de 2026, tem prazo de entrega até o 10º dia útil de abril. Essa obrigação abrange empresas sujeitas ao PIS/Pasep e à Cofins pelo regime não cumulativo ou cumulativo, além da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB).

    ECD – Escrituração Contábil Digital

    A ECD referente ao exercício de 2025 tem prazo final em 31 de maio de 2026, mas a preparação deve começar em abril. Toda a movimentação contábil do ano anterior precisa estar conciliada, validada e pronta para transmissão ao SPED. Deixar para a última semana de maio é um risco alto, especialmente em escritórios com grande carteira de clientes.

    ECF – Escrituração Contábil Fiscal

    A ECF relativa ao exercício de 2025 também tem prazo em julho, mas a apuração do IRPJ e da CSLL precisa estar encaminhada desde já. Empresas tributadas pelo Lucro Real ou Lucro Presumido dependem de dados contábeis consolidados para preencher corretamente os blocos da ECF. Abril é o momento ideal para revisar a apuração anual e identificar eventuais ajustes.

    IRPF 2026: atenção ao prazo e à malha fina

    O prazo de entrega da Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física 2026 vai de 23 de março até 29 de maio. Abril está exatamente no meio desse período, o que significa que escritórios contábeis estão com as declarações em plena execução.

    Para reduzir o risco de cair na malha fina, é fundamental conferir informes de rendimentos, deduções com dependentes, despesas médicas e receitas de aluguéis antes de transmitir. Entender os principais alertas que levam à retenção na malha fina pode poupar tempo e dores de cabeça. Veja os principais alertas do IRPF 2026 que levam à malha fina e oriente seus clientes com antecedência.

    Novidade: campos CBS e IBS nos documentos fiscais

    Abril de 2026 marca uma fase importante da Reforma Tributária. Os documentos fiscais eletrônicos passaram a conter campos específicos para a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) e o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços), os tributos que substituirão o PIS, a Cofins e o ICMS de forma gradual.

    Neste primeiro momento, os campos têm caráter informativo e estão em fase de testes. A boa notícia é que a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS suspenderam as multas por erros de preenchimento por um período de 90 dias. Isso dá tempo para que empresas e sistemas fiscais se adaptem sem penalidades imediatas.

    Ainda assim, o preenchimento correto desde o início é o caminho mais seguro. Saiba mais sobre a suspensão das multas para CBS e IBS em 2026 e entenda como orientar seus clientes nessa transição.

    Dicas práticas para profissionais contábeis se organizarem em abril

    Com tantas obrigações concentradas em um único mês, a organização interna do escritório faz toda a diferença. Confira algumas práticas que ajudam a manter o controle:

    • Monte uma agenda de vencimentos personalizada por cliente: cada empresa tem obrigações específicas de acordo com o regime tributário e o porte. Um cronograma individual evita que prazos passem despercebidos.
    • Priorize as entregas por data: comece pelas obrigações com prazo mais próximo e garanta que os dados necessários já estejam disponíveis com antecedência.
    • Comunique os clientes com pelo menos dez dias de antecedência: muitos atrasos acontecem porque o cliente demora a entregar documentos. Antecipar a solicitação resolve grande parte desse problema.
    • Verifique o ambiente do e-CAC regularmente: procurações, certificados digitais vencidos e acessos bloqueados causam atrasos de última hora. Faça essa verificação no início do mês.
    • Capacite a equipe sobre CBS e IBS: a Reforma Tributária exige atualização constante. Treinamentos internos e leitura da legislação específica são investimentos que protegem o escritório de erros futuros.
    • Use checklists para cada obrigação: a padronização do processo reduz falhas humanas e facilita a supervisão em equipes maiores.

    Fontes e legislação de referência

    Todas as datas e obrigações mencionadas neste artigo têm respaldo na legislação tributária federal e no calendário divulgado pela Receita Federal do Brasil. As regras sobre CBS e IBS estão previstas na Lei Complementar 214/2025, que regulamenta a Reforma Tributária aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023.

    Para consultar prazos específicos de obrigações estaduais e municipais, recomenda-se acessar os portais das respectivas secretarias de fazenda, pois os vencimentos podem variar por estado e município.

    Conte com o Grupo BRA 360 para navegar o calendário fiscal

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto as mudanças da legislação tributária brasileira e oferece conteúdo atualizado para profissionais contábeis e empresas que buscam segurança fiscal. Se você quer se manter informado sobre prazos, obrigações e as novidades da Reforma Tributária, continue acompanhando o portal.

    Precisa de suporte especializado para o cumprimento das obrigações do seu escritório ou da sua empresa? Entre em contato com a equipe do Grupo BRA 360 e descubra como podemos ajudar a organizar o seu calendário fiscal com eficiência e tranquilidade.

    Fonte original: Receita Federal do Brasil e Lei Complementar 214/2025.

    Perguntas frequentes

    Quais sao as principais obrigacoes acessorias de abril de 2026?

    Abril de 2026 concentra obrigacoes relevantes: a DCTF referente a fevereiro vence em 15 de abril, a EFD-Contribuicoes de fevereiro vence no 10 decimo dia util do mes e a EFD-Reinf tambem vence no 10 decimo dia util. Alem disso, a preparacao para a ECD (prazo em 31 de maio) e para a ECF (prazo em julho) deve comecar neste mes.

    Qual e o prazo para entrega da EFD-Contribuicoes em abril de 2026?

    A EFD-Contribuicoes referente ao periodo de competencia de fevereiro de 2026 deve ser entregue ate o 10 decimo dia util de abril. Essa obrigacao abrange empresas sujeitas ao PIS e a Cofins pelo regime nao cumulativo ou cumulativo, alem da Contribuicao Previdenciaria sobre a Receita Bruta.

    Por que a ECD de 2025 deve ser preparada em abril, se o prazo e 31 de maio?

    A ECD referente ao exercicio de 2025 exige que toda a movimentacao contabil do ano anterior esteja conciliada, validada e pronta para transmissao ao SPED. Deixar para a ultima semana de maio e um risco alto, especialmente para escritorios com grande carteira de clientes. Comecar a preparacao em abril garante tempo para identificar e corrigir inconsistencias.

    O que e importante verificar nas declaracoes do IRPF 2026 durante o mes de abril?

    Abril esta no meio do prazo do IRPF 2026, que vai de 23 de marco a 29 de maio. Para reduzir o risco de malha fina, e fundamental conferir informes de rendimentos, deduicoes com dependentes, despesas medicas e receitas de alugueis antes de transmitir. Escritorios contabeis precisam gerenciar o volume de declaracoes junto as obrigacoes das empresas.

    O que muda nos documentos fiscais em abril de 2026 por causa da Reforma Tributaria?

    A partir de abril de 2026, documentos fiscais eletronicos passaram a conter campos especificos para CBS e IBS. Em carater informativo e de testes, esses campos nao geram carga adicional imediata. A Receita Federal e o Comite Gestor do IBS suspenderam as multas por erros de preenchimento por 90 dias, mas o correto preenchimento desde o inicio e o caminho mais seguro.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua contabilidade esta organizada para cumprir todas as obrigacoes de abril de 2026 sem emergencias?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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