A Receita Federal libera no dia 30 de junho de 2026 o segundo lote de restituição do Imposto de Renda deste ano. O pagamento é feito diretamente na conta bancária informada ou via Pix com chave CPF, e contempla os contribuintes que já tiveram a declaração processada e não ficaram retidos. Com mais de 44 milhões de declarações entregues, número recorde, a restituição é um dos momentos mais aguardados por quem prestou contas ao Fisco.
Quem recebe primeiro
A ordem de pagamento segue as prioridades definidas em lei. Recebem antes dos demais:
- Idosos com 80 anos ou mais;
- Contribuintes entre 60 e 79 anos;
- Pessoas com deficiência física ou mental e portadores de doença grave;
- Contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
- Quem usou a declaração pré-preenchida e optou por receber a restituição via Pix.
Esgotados os grupos prioritários, a Receita segue a ordem de entrega da declaração. Por isso, quem declarou logo no início do prazo tende a ser contemplado nos primeiros lotes. Vale reforçar que a restituição corrige os valores pela taxa Selic acumulada desde o encerramento do prazo de entrega até a data do pagamento, o que torna vantajoso receber, mesmo que em lotes posteriores, sem precisar recorrer a antecipações ou empréstimos com a restituição como garantia.
Calendário completo dos lotes
A restituição do IR 2026 está dividida em quatro lotes mensais:
- 1º lote: 29 de maio (já pago);
- 2º lote: 30 de junho;
- 3º lote: 31 de julho;
- 4º lote: 31 de agosto.
A consulta ao segundo lote fica disponível a partir de 23 de junho, no site da Receita Federal, na área Meu Imposto de Renda, ou pelo aplicativo oficial. Basta informar CPF, data de nascimento e o ano da declaração. Valores não resgatados no prazo ficam disponíveis no Banco do Brasil por até um ano.
Atenção: a malha fina não acaba com o prazo
Um ponto importante costuma passar despercebido. Mesmo após o fim do prazo de entrega, o contribuinte ainda pode cair na malha fina. Isso acontece porque a Receita continua cruzando os dados das declarações com as informações enviadas por empregadores, bancos, seguradoras e demais instituições financeiras. Qualquer divergência aciona a retenção automática para análise, atrasando a restituição.
Entre os motivos mais comuns de retenção estão:
- Rendimentos não declarados, como segundo emprego, pensões e acordos judiciais;
- Despesas médicas sem comprovação adequada;
- Divergências em salários e valores de investimentos;
- Erros na inclusão de dependentes;
- Informações inconsistentes sobre bens, aluguéis e aplicações;
- Deduções indevidas de educação ou previdência.
Como consultar e corrigir
O contribuinte pode acompanhar a situação da declaração pelo portal e-CAC ou pelo aplicativo da Receita, que indicam se ela está em processamento, na fila da restituição ou com alguma pendência. Identificado um erro, é possível enviar uma declaração retificadora pelo próprio programa do IR ou pelo portal, dentro do prazo de cinco anos. A retificação espontânea, feita antes de qualquer notificação, ajuda a reduzir penalidades e a acelerar a liberação do valor.
É importante diferenciar a declaração retida em malha da declaração simplesmente em processamento. Ficar fora dos primeiros lotes não significa, por si só, que há algum problema. Muitas declarações apenas seguem a ordem cronológica de entrega e são pagas normalmente nos lotes seguintes. A retenção em malha, por outro lado, aparece de forma explícita na consulta, com a indicação de pendência e, em geral, a descrição do ponto que gerou a divergência. Por isso, consultar a situação fiscal é o primeiro passo antes de tomar qualquer providência, evitando retificações desnecessárias que podem, inclusive, atrasar ainda mais o pagamento.
Quem identifica uma cobrança ou pendência indevida também tem direito de contestar, apresentando os documentos que comprovam as informações declaradas. Guardar comprovantes por pelo menos cinco anos é essencial justamente para sustentar a declaração em caso de questionamento da Receita.
Quem perdeu o prazo de entrega está sujeito à multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido, acrescida de juros pela taxa Selic. Por isso, regularizar a situação o quanto antes é sempre a decisão mais econômica.
Organização evita dor de cabeça
A melhor forma de garantir a restituição sem sobressaltos é manter a documentação organizada ao longo do ano e declarar com atenção aos detalhes. Comprovantes de rendimentos, recibos de despesas médicas, informes bancários e registros de bens devem estar sempre à mão, prontos para sustentar cada informação prestada ao Fisco. Quem tem mais de uma fonte de renda, faz aplicações financeiras ou possui dependentes precisa redobrar o cuidado, já que esses são justamente os pontos que mais geram divergências no cruzamento de dados.
No Grupo BRA 360, orientamos clientes pessoa física e empresários a tratar o Imposto de Renda como parte do planejamento financeiro, e não apenas como uma obrigação anual. Acompanhar os lotes, monitorar a malha fina e corrigir eventuais pendências com agilidade é o que garante receber a restituição no tempo certo e sem surpresas com o Fisco.
Perguntas frequentes
Quando é liberado o 2º lote de restituição do IR 2026?
O segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2026 é liberado no dia 30 de junho de 2026. O pagamento é feito na conta bancária informada na declaração ou via Pix com chave CPF. A consulta ao segundo lote fica disponível a partir de 23 de junho no site da Receita Federal ou pelo aplicativo oficial.
Quem recebe primeiro na restituição do IR 2026?
A lei estabelece prioridade para idosos com 80 anos ou mais, contribuintes entre 60 e 79 anos, pessoas com deficiência ou doença grave, profissionais do magistério como principal fonte de renda e quem usou a declaração pré-preenchida com recebimento via Pix. Esgotados esses grupos, a ordem segue a data de entrega da declaração.
Como os valores de restituição do IR são corrigidos?
Os valores são corrigidos pela taxa Selic acumulada desde o encerramento do prazo de entrega até a data do pagamento. Isso significa que receber a restituição nos lotes posteriores não é necessariamente desvantajoso, pois o valor cresceu com a Selic, dispensando a necessidade de recorrer a antecipações ou empréstimos.
Quais são os motivos mais comuns para cair na malha fina do IR?
Os casos mais frequentes incluem rendimentos não declarados, como segundo emprego ou pensões; despesas médicas sem comprovação adequada; divergências em salários e investimentos; erros na inclusão de dependentes; informações inconsistentes sobre bens e aluguéis; e deduções indevidas de educação ou previdência. A Receita cruza os dados com bancos, empregadores e seguradoras continuamente.
O que fazer se a declaração de IR ficar retida em malha fina?
Primeiro, consulte a situação no portal e-CAC ou no aplicativo da Receita para identificar a pendência. Identificado o erro, envie uma declaração retificadora dentro do prazo de cinco anos. A retificação espontânea, feita antes de qualquer notificação, ajuda a reduzir penalidades. Guarde comprovantes por pelo menos cinco anos para sustentar a declaração em caso de questionamento.
Por Rodrigo Brustolin
Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.
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Fonte: Portal Contábeis | Portal Contábeis




