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Dia: 19 de fevereiro de 2026

  • Crédito Educacional e Tecnologia no Brasil em 2026

    Crédito Educacional e Tecnologia no Brasil em 2026

    O crédito educacional é um dos instrumentos mais importantes para garantir o acesso ao ensino superior no Brasil. Com mais de 112 mil vagas previstas pelo FIES em 2026 e o crescimento das fintechs voltadas à educação, a tecnologia tem transformado a maneira como estudantes financiam sua formação acadêmica. Para profissionais de contabilidade e gestão financeira, compreender esse ecossistema é fundamental, tanto pelo impacto fiscal dos programas governamentais quanto pelas oportunidades de assessoria a clientes.

    O FIES em 2026: Números e Mudanças

    O Fundo de Financiamento Estudantil (FIES) continua sendo o principal programa de financiamento do ensino superior no país. Para 2026, o governo federal disponibilizou 67.301 vagas no primeiro semestre, distribuídas em mais de 1.400 instituições privadas de ensino. O total previsto para o ano ultrapassa 112 mil vagas.

    Entre as principais mudanças implementadas para os contratos firmados a partir de 2026, destacam-se os novos tetos de financiamento. Para cursos de Medicina, o limite passou para R$ 78.000,00 por semestre, enquanto os demais cursos de graduação terão teto de R$ 42.983,70 por semestre. Essas alterações visam reduzir a inadimplência e alinhar o investimento público às necessidades do mercado de trabalho.

    Critérios de Participação

    Os requisitos para inscrição no FIES permanecem rigorosos. O candidato precisa ter realizado o Enem a partir de 2010, com média mínima de 450 pontos e sem nota zero na redação. A renda bruta familiar não pode ultrapassar três salários mínimos por mês. Além disso, o programa opera em duas modalidades principais:

    • FIES: destinado a estudantes com renda familiar per capita de até três salários mínimos, com juros subsidiados pelo governo;
    • P-FIES: voltado a estudantes com renda familiar per capita de até cinco salários mínimos, operado por agentes financeiros privados e bancos de desenvolvimento regional;
    • FIES Social: reserva mínima de 50% das vagas para estudantes com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos no CadÚnico.

    Fintechs e a Revolução do Crédito Educacional

    Além do FIES, o mercado de crédito educacional privado tem crescido significativamente, impulsionado por fintechs que utilizam tecnologia para oferecer condições diferenciadas de financiamento. Essas empresas estão preenchendo lacunas deixadas pelo programa governamental, atendendo estudantes que não se enquadram nos critérios do FIES.

    A PraValer, por exemplo, oferece financiamento em mais de 500 instituições privadas, muitas vezes sem exigência de fiador. Já a Mova foi a primeira fintech brasileira a receber autorização para funcionar como Sociedade de Crédito entre Pessoas (SPE), conectando investidores diretamente a estudantes que necessitam de financiamento.

    Vantagens Tecnológicas

    A tecnologia desempenha papel central nessa transformação ao permitir:

    • Análise de crédito automatizada, com decisões mais rápidas e baseadas em dados;
    • Redução de assimetrias de informação entre instituições e estudantes;
    • Integração de dados acadêmicos e financeiros para personalização das condições;
    • Digitalização completa dos processos, eliminando burocracia;
    • Transparência nas condições de pagamento e simulação de parcelas em tempo real.

    Impacto Fiscal e Contábil do Crédito Educacional

    Para profissionais da contabilidade, o crédito educacional representa um campo relevante de atuação. Os gastos com educação são dedutíveis no Imposto de Renda, e a correta orientação aos clientes sobre essas deduções pode gerar economia significativa. Além disso, empresas que oferecem benefícios educacionais aos funcionários precisam de assessoria contábil especializada para o correto enquadramento tributário.

    Do ponto de vista fiscal, o FIES representa um investimento relevante do orçamento federal. A reformulação do programa, com foco na população de baixa renda e em áreas estratégicas, reflete a busca por maior eficiência no uso dos recursos públicos. A redução da inadimplência é um dos principais objetivos, e os novos critérios de seleção buscam garantir que o financiamento chegue a quem realmente precisa.

    Aspectos Tributários para Empresas

    Empresas que investem em educação corporativa ou que financiam estudos de colaboradores devem observar os aspectos tributários envolvidos. As despesas com educação podem ser classificadas como benefícios e, dependendo da estrutura adotada, impactam a base de cálculo de tributos como IRPJ e CSLL. Com a reforma tributária em curso, é essencial acompanhar como os novos tributos (IBS e CBS) afetarão os serviços educacionais.

    O Papel da Infraestrutura Regulatória

    A expansão do crédito educacional depende não apenas de tecnologia, mas também de uma infraestrutura regulatória adequada. O Banco Central tem avançado na regulamentação das fintechs, e o marco legal das garantias tem facilitado a oferta de crédito com menor exigência de colateral.

    A integração entre crédito estruturado, tecnologia embarcada e regulamentação inteligente representa uma das maiores oportunidades para democratizar o acesso ao ensino superior. Contadores e gestores financeiros desempenham papel fundamental nesse processo, orientando tanto instituições de ensino quanto estudantes e famílias sobre as melhores opções de financiamento.

    Tendências para o Futuro

    O mercado de crédito educacional deve continuar evoluindo com a adoção de inteligência artificial na análise de risco e na personalização de ofertas. A tendência é que os modelos de financiamento se tornem cada vez mais flexíveis, com parcelas adaptáveis à realidade financeira do estudante e mecanismos de cobrança mais eficientes.

    Outra tendência importante é a gamificação e o uso de dados comportamentais para incentivar a conclusão dos cursos, reduzindo a evasão e, consequentemente, a inadimplência dos financiamentos.

    Conclusão

    O crédito educacional vive um momento de transformação no Brasil. A combinação entre programas governamentais como o FIES, a atuação das fintechs e os avanços tecnológicos está ampliando o acesso ao ensino superior de forma significativa. Para profissionais da contabilidade e gestão financeira, esse cenário abre oportunidades de assessoria tanto no âmbito pessoal quanto corporativo.

    Se você precisa de orientação sobre os impactos fiscais e contábeis do crédito educacional em sua empresa ou na sua declaração de Imposto de Renda, entre em contato com o Grupo BRA 360. Nossa equipe de especialistas pode ajudar a identificar as melhores estratégias para otimizar seus investimentos em educação.

    Fonte original: Contábeis, Crédito educacional e tecnologia: chave para acesso ao ensino superior

    Perguntas frequentes

    Quantas vagas o FIES disponibiliza em 2026 e quais sao os novos tetos de financiamento?

    Para 2026, o governo federal disponibilizou 67.301 vagas no primeiro semestre, distribuidas em mais de 1.400 instituicoes privadas. O total previsto para o ano ultrapassa 112 mil vagas. Os novos tetos de financiamento foram: R$ 78.000,00 por semestre para cursos de Medicina e R$ 42.983,70 por semestre para os demais cursos de graduacao, visando reduzir a inadimplencia.

    Quais sao os criterios de participacao no FIES em 2026?

    O candidato precisa ter realizado o Enem a partir de 2010, com media minima de 450 pontos e sem nota zero na redacao. A renda bruta familiar nao pode ultrapassar tres salarios minimos mensais. O programa opera em tres modalidades: FIES (renda per capita ate tres salarios minimos com juros subsidiados), P-FIES (ate cinco salarios minimos, operado por agentes privados) e FIES Social (reserva de 50% das vagas para inscritos no CadUnico com renda ate meio salario minimo).

    O que sao as fintechs de credito educacional e como elas diferem do FIES?

    As fintechs de credito educacional atendem estudantes que nao se enquadram nos criterios do FIES, oferecendo financiamento em instituicoes privadas. A PraValer, por exemplo, atua em mais de 500 instituicoes sem exigir fiador. Ja a Mova foi a primeira fintech brasileira autorizada a funcionar como Sociedade de Credito entre Pessoas (SPE), conectando investidores diretamente a estudantes que buscam financiamento.

    Os gastos com educacao podem ser deduzidos no Imposto de Renda?

    Sim, gastos com educacao sao dedutiveis no Imposto de Renda. A orientacao correta de um contador sobre essas deducoes pode gerar economia significativa para pessoas fisicas. Alem disso, empresas que oferecem beneficios educacionais aos funcionarios precisam de assessoria contabil especializada para o enquadramento tributario correto desses beneficios dentro das regras vigentes.

    Como a tecnologia transformou o processo de concessao de credito educacional?

    A tecnologia permitiu analise de credito automatizada com decisoes mais rapidas, reducao de assimetrias de informacao, integracao de dados academicos e financeiros para personalizacao das condicoes, digitalizacao completa dos processos eliminando burocracia e simulacao de parcelas em tempo real. Essas inovacoes tornaram o acesso ao financiamento estudantil mais agil e transparente para alunos e instituicoes.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Seus clientes aproveitam todas as deducoes de educacao no Imposto de Renda?

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  • IR 2026: Novas Regras e Tecnologia na Declaração

    IR 2026: Novas Regras e Tecnologia na Declaração

    Imposto de Renda 2026: Novas Regras e Tecnologia Exigem Atenção dos Contribuintes

    A temporada de declaração do Imposto de Renda 2026 já começou e traz novidades importantes que exigem atenção redobrada dos contribuintes. Com prazo de entrega entre 17 de março e 30 de maio de 2026, a declaração deste ano incorpora avanços tecnológicos significativos e novas regras que impactam diretamente a forma como os brasileiros prestam contas ao Fisco.

    A Receita Federal tem investido fortemente em tecnologia para aprimorar o cruzamento de informações e a detecção de inconsistências, tornando essencial que os contribuintes estejam bem informados e organizados para evitar problemas com a malha fina.

    Quem Deve Declarar o IR 2026

    A obrigatoriedade de declaração do Imposto de Renda 2026 se aplica aos contribuintes que se enquadram em pelo menos uma das seguintes situações, com base nos rendimentos e operações do ano-calendário 2025:

    • Recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584,00 no ano
    • Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte superiores a R$ 200.000,00
    • Obteve ganho de capital na alienação de bens ou direitos
    • Realizou operações em bolsas de valores, de mercadorias, de futuros e assemelhadas
    • Possui bens ou direitos com valor total superior a R$ 800.000,00 em 31 de dezembro de 2025
    • Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês de 2025
    • Optou pela isenção do imposto sobre a renda do ganho de capital na venda de imóveis residenciais

    Esclarecimento sobre a Isenção de R$ 5 Mil

    Um ponto que tem gerado muita confusão entre os contribuintes é a isenção de até R$ 5 mil aprovada recentemente. É fundamental esclarecer que essa mudança legislativa não se aplica à declaração de 2026, que se refere aos rendimentos de 2025. A nova faixa de isenção valerá apenas para os rendimentos auferidos em 2026, com impacto na declaração que será entregue em 2027.

    Tecnologia na Fiscalização do IR 2026

    A Receita Federal tem utilizado cada vez mais recursos de inteligência artificial para aprimorar a fiscalização tributária. O cruzamento de dados ganhou precisão e abrangência, tornando mais difícil para os contribuintes omitirem informações ou cometerem erros sem serem detectados.

    Entre as fontes de dados que a Receita utiliza para cruzar informações, destacam-se:

    • Open Finance: dados bancários compartilhados entre instituições financeiras
    • Operações com criptoativos: transações em exchanges nacionais e internacionais
    • Movimentações no exterior: informações obtidas por meio de acordos internacionais de troca de dados
    • DIMOB e DMED: declarações de imobiliárias e prestadores de serviços de saúde
    • DIRF: informações de rendimentos pagos por pessoas jurídicas
    • E-Financeira: movimentações financeiras reportadas pelas instituições

    Essa ampliação do cruzamento de dados reforça a importância de declarar corretamente todos os rendimentos e movimentações financeiras. A inteligência artificial no compliance fiscal é uma tendência irreversível que exige transparência dos contribuintes.

    Declaração Pré-Preenchida: A Principal Aliada

    A declaração pré-preenchida é uma das ferramentas mais úteis disponibilizadas pela Receita Federal para facilitar o preenchimento do IR. Em 2026, essa modalidade foi ampliada e já traz automaticamente diversas informações, como:

    • Rendimentos recebidos de fontes pagadoras
    • Despesas médicas e de saúde
    • Contribuições previdenciárias
    • Informações de imóveis e veículos
    • Dados de contas bancárias e investimentos
    • Pagamentos e doações efetuados

    Para acessar a declaração pré-preenchida, o contribuinte precisa de uma conta Gov.br de nível prata ou ouro. A recomendação dos especialistas é que todo contribuinte utilize essa modalidade, conferindo cuidadosamente cada informação antes de submeter a declaração.

    Principais Deduções e Limites

    Conhecer as deduções permitidas é fundamental para otimizar a declaração do Imposto de Renda e, quando possível, reduzir o valor do imposto a pagar ou aumentar a restituição. As principais deduções para o IR 2026 incluem:

    • Educação: limite individual de R$ 3.561,50 por dependente
    • Saúde: sem limite de valor, desde que devidamente comprovadas
    • Previdência privada (PGBL): até 12% da renda bruta tributável
    • Dependentes: R$ 2.275,08 por dependente
    • Pensão alimentícia: valor integral, quando determinada judicialmente

    O contribuinte deve avaliar se é mais vantajoso utilizar o modelo simplificado, com desconto padrão de 20% sobre os rendimentos tributáveis (limitado a R$ 16.754,34), ou o modelo completo, com as deduções detalhadas.

    Como Se Preparar para a Declaração

    A organização é a chave para uma declaração tranquila e sem surpresas. Confira um roteiro prático para se preparar adequadamente:

    1. Reúna os documentos necessários: informes de rendimentos, recibos de despesas médicas e educação, comprovantes de bens adquiridos ou vendidos
    2. Acesse a declaração pré-preenchida: verifique se as informações estão corretas e completas
    3. Organize as informações de investimentos: ações, fundos, criptoativos e outros ativos financeiros
    4. Calcule ganhos de capital: se vendeu bens ou direitos, apure o ganho tributável
    5. Verifique a melhor opção tributária: compare o modelo simplificado com o completo
    6. Envie com antecedência: quem declara no início do prazo tem prioridade na restituição

    Para quem está declarando pela primeira vez, recomendamos consultar nosso guia sobre como declarar o IR pela primeira vez em 2026, que traz orientações detalhadas para iniciantes.

    O Futuro do Imposto de Renda

    O Brasil caminha para um modelo de Imposto de Renda 3.0, com tributação cada vez mais automatizada e menor dependência do ajuste anual. A tendência é que, nos próximos anos, a declaração se torne progressivamente mais simples, com a Receita já dispondo de praticamente todas as informações necessárias por meio do cruzamento de dados.

    A Reforma Tributária também poderá trazer mudanças na tributação da renda no futuro, com discussões sobre a ampliação da faixa de isenção e a tributação de dividendos, temas que devem ser acompanhados de perto pelos contribuintes e profissionais contábeis.

    Considerações Finais

    A declaração do Imposto de Renda 2026 exige mais atenção do que nunca, considerando os avanços tecnológicos da Receita Federal no cruzamento de informações e as novas regras aplicáveis. A melhor estratégia é manter a organização, utilizar a declaração pré-preenchida e, em caso de dúvidas, buscar orientação profissional.

    Não deixe para a última hora e evite problemas com a malha fina. A transparência e a precisão nas informações declaradas são o melhor caminho para uma relação tranquila com o Fisco.

    Para assessoria completa na declaração do Imposto de Renda e planejamento tributário, conte com o Grupo BRA 360.

    Perguntas frequentes

    Quem e obrigado a declarar o Imposto de Renda 2026?

    E obrigado a declarar o IR 2026 quem, com base nos rendimentos de 2025, se enquadrar em ao menos uma das situacoes: recebeu rendimentos tributaveis acima de R$ 35.584,00; obteve rendimentos isentos superiores a R$ 200.000,00; teve ganho de capital na alienacao de bens; realizou operacoes em bolsa; possui bens superiores a R$ 800.000,00 em 31/12/2025; ou passou a residir no Brasil em 2025.

    A nova isencao de R$ 5 mil ja vale para a declaracao do IR 2026?

    Nao. A nova faixa de isencao de ate R$ 5 mil aprovada recentemente nao se aplica a declaracao de 2026, que se refere aos rendimentos do ano-calendario 2025. Essa mudanca legislativa valerá apenas para os rendimentos auferidos em 2026, impactando a declaracao que sera entregue em 2027. Este e um ponto que tem gerado confusao entre contribuintes.

    Qual e o prazo para entrega da declaracao do IR 2026?

    O prazo de entrega da declaracao do Imposto de Renda 2026 foi estabelecido entre 17 de marco e 30 de maio de 2026. A Receita Federal recomenda nao deixar para os ultimos dias, pois o cruzamento de dados com tecnologia de inteligencia artificial identifica inconsistencias com mais precisao e abrangencia do que em anos anteriores.

    O que e a declaracao pre-preenchida do IR e como acessar?

    A declaracao pre-preenchida e disponibilizada pela Receita Federal e ja traz automaticamente dados como rendimentos recebidos de fontes pagadoras, despesas medicas, contribuicoes previdenciarias, informacoes de imoveis, veiculos e investimentos. Para acessa-la, o contribuinte precisa de conta Gov.br de nivel prata ou ouro. A recomendacao e conferir cuidadosamente cada informacao antes de submeter a declaracao.

    Que fontes de dados a Receita Federal utiliza para cruzar informacoes do IR 2026?

    A Receita utiliza: Open Finance (dados bancarios compartilhados), transacoes com criptoativos em exchanges nacionais e internacionais, movimentacoes no exterior via acordos internacionais, DIMOB e DMED de imobiliarias e prestadores de saude, DIRF de rendimentos pagos por pessoas juridicas e E-Financeira de movimentacoes reportadas por instituicoes financeiras. O uso de inteligencia artificial amplia a precisao do cruzamento.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

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    Fonte: Contabeis.com.br

  • Justiça Libera R$ 2,2 Bi em Ações Contra INSS

    Justiça Libera R$ 2,2 Bi em Ações Contra INSS

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) autorizou a liberação de R$ 2,2 bilhões para o pagamento de valores devidos pelo governo federal a segurados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que venceram ações judiciais. 
    Os recursos são destinados a Requisições de Pequeno Valor (RPVs) expedidas após decisão judicial em dezembro de 2025.
    Os depósitos alcançam 146.866 beneficiários, envolvidos em mais de 100 mil processos relacionados à concessão ou revisão de benefícios previdenciários e assistenciais. Estão incluídas ações sobre aposentadorias, pensões, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
    Quem tem direito?
    Têm direito aos valores os segurados que ganharam processos contra o INSS para a concessão ou revisão de:

    Aposentadorias (por idade, invalidez, tempo de contribuição ou especial);
    Pensão por morte;
    Auxílio-doença (Benefício por Incapacidade Temporária);
    BPC (Benefício de Prestação Continuada).

    Para entrar neste lote, a ordem de pagamento (autuação) deve ter sido emitida pelo juiz em novembro de 2025, e o processo deve ter transitado em julgado (finalizado).
    Leia também:

    Justiça libera bolada de R$ 2,2 bi para quem ganhou ações contra o INSS
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    Calendário e Recebimento
    O prazo legal para que o dinheiro esteja disponível na conta é de até 60 dias após a liberação do conselho. O depósito ocorre em contas abertas automaticamente no Banco do Brasil ou na Caixa Econômica Federal, em nome do titular da ação ou de seu advogado.
    Herdeiros de beneficiários que faleceram durante o processo também podem receber os valores, desde que apresentem a documentação legal e façam a habilitação na ação judicial.
    Como consultar se o seu nome está na lista
    Do total liberado, a maior parte corresponde a ações de natureza previdenciária e assistencial. Os valores foram distribuídos entre os seis Tribunais Regionais Federais, que abrangem diferentes estados do país, de acordo com o volume de processos e beneficiários em cada região.
    Além das causas ligadas ao INSS, a liberação também contempla outras ações de caráter alimentar, como decisões judiciais envolvendo verbas de servidores públicos.
    A consulta deve ocorrer no portal do Tribunal Regional Federal (TRF) da região onde o processo foi aberto. Para acessar as informações, o segurado deve ter em mãos o CPF, o número do processo ou os dados do advogado (OAB).

    Região
    Estados Atendidos

    TRF-1
    DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP

    TRF-2
    RJ e ES

    TRF-3
    SP e MS

    TRF-4
    RS, PR e SC

    TRF-5
    PE, CE, AL, SE, RN e PB

    TRF-6
    MG

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    Perguntas frequentes

    O que o Conselho da Justica Federal liberou em pagamentos contra o INSS?

    O Conselho da Justica Federal (CJF) autorizou a liberacao de R$ 2,2 bilhoes destinados a Requisicoes de Pequeno Valor (RPVs) para segurados que venceram acoes judiciais contra o INSS. Os depositos alcancam 146.866 beneficiarios envolvidos em mais de 100 mil processos relacionados a concessao ou revisao de beneficios previdenciarios e assistenciais.

    Quem tem direito aos pagamentos liberados pelo CJF em acoes contra o INSS?

    Tem direito aos valores os segurados que venceram processos para concessao ou revisao de aposentadorias (por idade, invalidez, tempo de contribuicao ou especial), pensao por morte, auxilio-doenca (Beneficio por Incapacidade Temporaria) e BPC (Beneficio de Prestacao Continuada). A autuacao do processo deve ter ocorrido em novembro de 2025 e o processo precisa ter transitado em julgado.

    Qual e o prazo para receber os valores liberados pelo CJF?

    O prazo legal para que o dinheiro esteja disponivel na conta e de ate 60 dias apos a liberacao pelo Conselho da Justica Federal. O deposito e feito em contas abertas automaticamente no Banco do Brasil ou na Caixa Economica Federal, em nome do titular da acao ou de seu advogado. Herdeiros de beneficiarios falecidos durante o processo tambem podem receber, mediante documentacao e habilitacao na acao.

    Como verificar se o nome esta na lista de beneficiarios do pagamento do CJF?

    A consulta deve ser feita no portal do Tribunal Regional Federal (TRF) da regiao onde o processo foi aberto. Para acessar as informacoes, o segurado precisa ter em maos o CPF, o numero do processo ou os dados do advogado (numero de registro na OAB). Os valores foram distribuidos entre os seis TRFs, conforme o volume de processos e beneficiarios em cada regiao do pais.

    Herdeiros de segurados falecidos podem receber os valores do pagamento do CJF?

    Sim, herdeiros de beneficiarios que faleceram durante o processo judicial podem receber os valores, desde que apresentem a documentacao legal necessaria e realizem a habilitacao na acao judicial. Alem das causas previdenciarias e assistenciais ligadas ao INSS, a liberacao tambem contempla outras acoes de carater alimentar, como decisoes envolvendo verbas de servidores publicos.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Voce ganhou uma acao contra o INSS e precisa entender os proximos passos?

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    Fonte: Portal Contábeis

  • ITI: Plano Digital 2027 Amplia Biometria e Dados

    ITI: Plano Digital 2027 Amplia Biometria e Dados

    ITI Publica Plano de Transformação Digital com Horizonte até 2027

    O Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI) instituiu seu Plano de Transformação Digital (PTD) com horizonte até 2027, estabelecendo como prioridades a consolidação da biometria federal, o avanço das soluções de assinatura eletrônica e a ampliação da interoperabilidade entre bases de dados públicas. O plano representa um marco na modernização da infraestrutura digital do governo brasileiro.

    A iniciativa impacta diretamente profissionais contábeis, empresas e cidadãos que utilizam certificados digitais da Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira (ICP-Brasil) para assinar documentos, acessar sistemas governamentais e realizar transações eletrônicas com validade jurídica.

    O Que é o Plano de Transformação Digital do ITI

    O PTD do ITI é um documento estratégico que define as diretrizes, metas e ações que o instituto implementará nos próximos anos para modernizar seus serviços digitais. O objetivo central é aprimorar a oferta de serviços, otimizar custos operacionais e fortalecer a integração entre sistemas governamentais.

    O plano está estruturado em quatro eixos principais:

    • Serviço Biométrico Federal: gestão da base biométrica nacional para validação de identidade
    • Assinatura eletrônica avançada: ampliação das soluções de assinatura digital para diferentes setores
    • Interoperabilidade de dados: integração entre bases de dados governamentais
    • Modernização da ICP-Brasil: evolução da infraestrutura de chaves públicas

    Serviço Biométrico Federal

    Uma das entregas mais relevantes previstas no plano é a implementação do Serviço Biométrico Federal. Essa iniciativa abrangerá a gestão da base biométrica nacional e a coordenação do tratamento de inconsistências de identificação em todo o território brasileiro.

    A implantação será realizada de forma gradual, em fases estruturadas, com a finalidade de:

    • Ampliar a validação de identidade nos serviços públicos digitais
    • Reduzir riscos de fraudes em transações eletrônicas
    • Consolidar uma base biométrica unificada para uso governamental
    • Melhorar a experiência do cidadão no acesso a serviços digitais
    • Fortalecer a segurança das autenticações em sistemas críticos

    A biometria federal terá papel fundamental na emissão de certificados digitais, pois permitirá uma validação mais segura e eficiente da identidade dos solicitantes, reduzindo os casos de emissão fraudulenta que ainda ocorrem no sistema atual.

    Impactos para Empresas e Contadores

    Para as empresas e os profissionais contábeis, a consolidação da biometria federal significa maior segurança nas operações realizadas com certificado digital. A assinatura de documentos fiscais, a transmissão de obrigações acessórias e o acesso a sistemas como o e-CAC da Receita Federal se tornarão mais confiáveis com a validação biométrica aprimorada.

    A inteligência artificial no compliance fiscal se beneficia diretamente dessa infraestrutura, pois a confiabilidade na identificação dos usuários é um requisito essencial para a automação de processos tributários.

    Integração com o CNPJ e Automação de Processos

    No campo da interoperabilidade, o plano contempla a integração com a base do Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ). Essa ação faz parte da estratégia de automação de verificações e da diminuição de etapas manuais no cadastramento de agentes de registro da ICP-Brasil.

    A automação do processo de verificação do CNPJ trará benefícios significativos:

    • Agilidade: redução do tempo necessário para emissão de certificados digitais para empresas
    • Precisão: diminuição de erros humanos no processo de cadastramento
    • Custo: redução dos custos operacionais para as autoridades certificadoras
    • Segurança: verificação automatizada da regularidade cadastral das empresas

    Essa integração é especialmente relevante para os escritórios de contabilidade, que frequentemente lidam com a emissão e renovação de certificados digitais em nome de seus clientes. A automação do processo simplifica uma atividade que atualmente demanda tempo e recursos consideráveis.

    Assinatura Eletrônica na Saúde Digital

    O Plano de Transformação Digital do ITI também contempla avanços na área de saúde digital. A disponibilização e validação de assinatura eletrônica em parceria com o Ministério da Saúde visa apoiar a validação de documentos médicos, como receitas, atestados e pedidos de exames.

    A evolução gradual do uso de assinatura eletrônica no ecossistema de serviços públicos digitais de saúde representa uma mudança significativa na forma como os profissionais de saúde e seus pacientes interagem com o sistema.

    Para a contabilidade, essa iniciativa impacta os profissionais que atuam na área de saúde, especialmente os que prestam serviços para clínicas, hospitais e laboratórios, uma vez que a digitalização dos documentos de saúde gera novas demandas de compliance e gestão documental.

    Certificado Digital e ICP-Brasil: Evolução Contínua

    A ICP-Brasil é a infraestrutura que garante a validade jurídica dos documentos eletrônicos no país. O Plano de Transformação Digital do ITI prevê a modernização dessa infraestrutura para atender às demandas crescentes por serviços digitais seguros e confiáveis.

    Entre as evoluções previstas para a ICP-Brasil, destacam-se:

    • Emissão de certificados digitais pelo portal Gov.br
    • Novos modelos de certificação adaptados a dispositivos móveis
    • Integração com sistemas de identidade digital internacionais
    • Ampliação da rede de autoridades certificadoras

    A possibilidade de emitir certificados digitais diretamente pelo Gov.br é uma inovação que pode democratizar o acesso a essa tecnologia, tornando-a disponível para um número maior de cidadãos e empresas, especialmente os de menor porte que ainda não utilizam certificação digital.

    Impactos na Contabilidade e Gestão Empresarial

    As mudanças previstas no Plano de Transformação Digital do ITI têm impactos diretos na rotina dos profissionais contábeis e na gestão das empresas. O certificado digital é uma ferramenta essencial para diversas atividades contábeis e empresariais, incluindo a transmissão de declarações à Receita Federal, a assinatura de contratos e a emissão de notas fiscais eletrônicas.

    Com a Reforma Tributária em implementação, a demanda por certificados digitais tende a aumentar, uma vez que os novos tributos IBS e CBS exigirão integração digital entre empresas e administrações tributárias. O split payment, por exemplo, depende de uma infraestrutura digital robusta para funcionar adequadamente.

    As tendências da contabilidade estratégica para 2026 reforçam que a transformação digital é um caminho sem volta para a profissão, e o domínio das ferramentas de certificação e assinatura digital é competência cada vez mais essencial para os contadores.

    Considerações Finais

    O Plano de Transformação Digital do ITI com horizonte até 2027 representa uma evolução significativa na infraestrutura digital do governo brasileiro. A consolidação da biometria federal, a integração de bases de dados e a modernização da ICP-Brasil trarão mais segurança, agilidade e eficiência para empresas, profissionais e cidadãos.

    Para os profissionais contábeis e empresários, acompanhar essas mudanças é fundamental para aproveitar as novas oportunidades e manter-se atualizado com as exigências tecnológicas do mercado.

    Para orientação sobre certificação digital, compliance e transformação digital para sua empresa, conte com o Grupo BRA 360.

    Perguntas frequentes

    O que e o Plano de Transformacao Digital do ITI e quais sao suas prioridades?

    O Instituto Nacional de Tecnologia da Informacao (ITI) instituiu seu Plano de Transformacao Digital (PTD) com horizonte ate 2027. As prioridades sao a consolidacao da biometria federal, o avanco das solucoes de assinatura eletronica e a ampliacao da interoperabilidade entre bases de dados publicas. O plano esta estruturado em quatro eixos: biometria, assinatura eletronica, interoperabilidade de dados e modernizacao da ICP-Brasil.

    O que e o Servico Biometrico Federal previsto no plano do ITI?

    O Servico Biometrico Federal e uma das principais entregas do plano e abrangerá a gestao da base biometrica nacional e a coordenacao do tratamento de inconsistencias de identificacao em todo o Brasil. A implantacao sera gradual, em fases estruturadas, com objetivo de ampliar a validacao de identidade nos servicos publicos digitais, reduzir riscos de fraudes e consolidar uma base unificada para uso governamental.

    Como a biometria federal impacta contadores e empresas que usam certificado digital?

    A consolidacao da biometria federal aumentara a seguranca nas operacoes com certificado digital, como assinatura de documentos fiscais, transmissao de obrigacoes acessorias e acesso ao e-CAC da Receita Federal. A validacao biometrica mais robusta reduz riscos de emissao fraudulenta de certificados, tornando as transacoes eletronicas mais confiaveis para escritorios contabeis e empresas que dependem da ICP-Brasil.

    O plano do ITI prevê integracao com o CNPJ para emissao de certificados digitais?

    Sim. O plano contempla a integracao com a base do Cadastro Nacional de Pessoas Juridicas (CNPJ) como parte da estrategia de automacao de verificacoes e reducao de etapas manuais no cadastramento de agentes de registro da ICP-Brasil. A automacao trara agilidade, maior precisao, reducao de custos operacionais e verificacao automatica da regularidade cadastral das empresas para as autoridades certificadoras.

    Quais beneficios a modernizacao da ICP-Brasil traz para escritorios de contabilidade?

    Para escritorios que gerenciam emissao e renovacao de certificados digitais em nome de clientes, a automacao do processo de verificacao do CNPJ simplificara uma atividade atualmente manual e sujeita a erros. A integracao com bases de dados publicas e a validacao biometrica mais eficiente reduzirao o tempo e os custos envolvidos no processo, beneficiando diretamente a rotina administrativa dos escritorios contabeis.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Seu escritorio contabil esta preparado para a nova infraestrutura digital do governo?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Instituto Nacional de Tecnologia da Informação (ITI)

  • Comitê Gestor do IBS: Primeira Reunião e Próximos Passos

    Comitê Gestor do IBS: Primeira Reunião e Próximos Passos

    O Comitê Gestor do IBS realizou sua primeira reunião extraordinária com composição completa em 19 de fevereiro de 2026, marcando o início efetivo da fase operacional da reforma tributária no Brasil. O encontro reuniu todos os 54 membros do Conselho Superior e definiu as diretrizes que orientarão o funcionamento do novo imposto sobre bens e serviços. Para contadores, advogados tributaristas e gestores financeiros, esse é um marco que exige atenção imediata.

    O Que É o Comitê Gestor do IBS

    O Comitê Gestor do IBS (CGIBS) é o órgão responsável pela administração do Imposto sobre Bens e Serviços, tributo criado pela reforma tributária para unificar o ICMS (estadual) e o ISS (municipal). Sua criação foi regulamentada pelo PLP 108/2024, que definiu sua estrutura, composição e atribuições.

    Sem o CGIBS, a implementação do IBS seria inviável, pois seria necessário que 5.570 municípios e 27 estados adotassem critérios próprios para o mesmo tributo. O comitê existe justamente para garantir uma interpretação uniforme da legislação tributária em todo o território nacional.

    Estrutura Organizacional

    O CGIBS é composto pelas seguintes instâncias:

    • Conselho Superior: instância máxima de deliberação, com 54 membros;
    • Diretoria-Executiva: responsável pela gestão operacional;
    • Diretorias Técnicas: áreas especializadas em diferentes aspectos do tributo;
    • Secretaria-Geral: suporte administrativo;
    • Assessoria de Relações Institucionais e Interfederativas: articulação entre os entes;
    • Corregedoria: controle interno;
    • Auditoria Interna: fiscalização dos processos.

    Composição do Conselho Superior

    O Conselho Superior do CGIBS é formado por 54 membros, divididos de forma paritária entre estados e municípios:

    • 27 representantes dos estados e do Distrito Federal, indicados pelos secretários estaduais de Fazenda. Os representantes devem ser secretários de Fazenda em exercício;
    • 27 representantes dos municípios, eleitos por meio de entidades nacionais representativas, seguindo regras estabelecidas no PLP 108/2024.

    A posse dos representantes estaduais ocorreu primeiro, seguida pela posse dos 81 representantes municipais em 9 de fevereiro de 2026. Com todos os membros empossados, o Conselho pôde realizar sua primeira reunião completa.

    A Primeira Reunião: O Que Foi Decidido

    A 1ª Reunião Extraordinária do Conselho Superior aconteceu de forma virtual em 19 de fevereiro de 2026, às 10h. O principal objetivo foi alinhar os trabalhos que orientarão as primeiras ações do Comitê e definir a agenda de atividades para o ano.

    Na sequência, em 3 de março de 2026, ocorreu a 1ª Reunião Ordinária, na qual foram aprovados os atos e contratos necessários para a estruturação e o funcionamento inicial da entidade. Nessa ocasião, o Conselho Superior criou seis comissões temporárias:

    1. Comissão Administrativa: estruturação da gestão interna;
    2. Comissão Jurídica: assessoria legal e conformidade;
    3. Comissão de Regimento Interno: definição das regras de funcionamento;
    4. Comissão de Regulamentação do IBS: elaboração das normas do tributo;
    5. Comissão Operacional: sistemas e processos de arrecadação;
    6. Comissão da Tesouraria: gestão financeira e distribuição de receitas.

    Atribuições do Comitê Gestor

    O CGIBS acumula responsabilidades fundamentais para o funcionamento do novo sistema tributário brasileiro. Entre suas principais atribuições estão:

    • Arrecadação do IBS: centralizar a cobrança do imposto em nível nacional;
    • Compensação de débitos e créditos: administrar o sistema de créditos tributários;
    • Distribuição de receitas: repassar os valores arrecadados a estados e municípios;
    • Interpretação da legislação: garantir uniformidade na aplicação das normas;
    • Contencioso administrativo: decidir sobre disputas tributárias com base em regras nacionais.

    A atribuição de interpretação uniforme é especialmente relevante. Com o CGIBS, a interpretação da legislação do IBS será única para todos os estados e municípios, eliminando divergências que historicamente geraram insegurança jurídica no sistema tributário brasileiro.

    Impacto para Empresas e Contadores

    A instalação efetiva do CGIBS tem implicações diretas para profissionais da contabilidade e para empresas de todos os portes. Com a fase de testes do IBS e da CBS prevista para 2026, é essencial que os contribuintes se preparem para as mudanças.

    A Receita Federal e o CGIBS definiram, em dezembro de 2025, um período de adaptação sem penalidades para o início de 2026, reconhecendo que a transição exige tempo e preparação. Esse mecanismo de adaptação gradual permite que empresas ajustem seus sistemas e processos antes da aplicação plena das novas regras.

    O Que Fazer Agora

    Profissionais de contabilidade devem adotar medidas práticas imediatas:

    • Revisar os sistemas de emissão de notas fiscais para compatibilidade com o split payment previsto na reforma;
    • Capacitar equipes sobre as regras do IBS e da CBS;
    • Acompanhar as regulamentações emitidas pelo CGIBS;
    • Orientar clientes sobre o período de adaptação e os prazos envolvidos;
    • Avaliar o impacto das novas alíquotas na precificação de produtos e serviços.

    Relação com Outros Avanços da Reforma

    A instalação do CGIBS se insere em um contexto mais amplo de implementação da reforma tributária. Outras mudanças relevantes que ocorrem simultaneamente incluem as novas alíquotas progressivas do ITCMD e a fase de testes do IBS e da CBS, que exigirá dos contribuintes o envio de informações em paralelo ao sistema tributário atual.

    O Comitê Gestor também precisará articular-se com a Receita Federal, responsável pela administração da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), garantindo que os dois tributos funcionem de forma integrada e sem sobreposição de obrigações acessórias.

    Próximos Passos do CGIBS

    Com as comissões temporárias criadas, o CGIBS deve avançar na regulamentação do IBS ao longo de 2026. As prioridades incluem a definição dos sistemas de arrecadação, a estruturação do contencioso administrativo e a elaboração do regimento interno definitivo.

    O site oficial do CGIBS (cgibs.gov.br) já está disponível e deve se tornar a principal fonte de informações e regulamentações sobre o novo tributo.

    Conclusão

    A primeira reunião oficial do Comitê Gestor do IBS marca o início concreto da transição para o novo sistema tributário brasileiro. Para profissionais da contabilidade e gestores empresariais, o momento exige preparação, atualização constante e planejamento estratégico.

    Se sua empresa precisa de assessoria para se adaptar às mudanças trazidas pela reforma tributária, entre em contato com o Grupo BRA 360. Nossa equipe está preparada para orientar você em cada etapa dessa transição.

    Fonte original: Contábeis, Comitê Gestor do IBS realiza 1ª reunião oficial

    Perguntas frequentes

    O que e o Comite Gestor do IBS e qual e sua funcao?

    O Comite Gestor do IBS (CGIBS) e o orgao responsavel pela administracao do Imposto sobre Bens e Servicos, criado pela Reforma Tributaria para unificar o ICMS estadual e o ISS municipal. Ele garante interpretacao uniforme da legislacao em todo o territorio nacional, evitando que os 5.570 municipios e 27 estados adotem criterios proprios para o mesmo tributo.

    Quando o Comite Gestor do IBS realizou sua primeira reuniao com composicao completa?

    A primeira reuniao extraordinaria com composicao completa do Conselho Superior ocorreu de forma virtual em 19 de fevereiro de 2026. Em seguida, a primeira reuniao ordinaria aconteceu em 3 de marco de 2026, na qual foram criadas seis comissoes temporarias para estruturar o funcionamento do Comite, incluindo comissoes administrativa, juridica, de regulamentacao do IBS e operacional.

    Como e composto o Conselho Superior do CGIBS?

    O Conselho Superior e formado por 54 membros, divididos de forma paritaria entre estados e municipios: 27 representantes dos estados e do Distrito Federal, indicados pelos secretarios estaduais de Fazenda em exercicio, e 27 representantes dos municipios, eleitos por entidades nacionais representativas conforme regras estabelecidas no PLP 108/2024.

    Quais sao as principais atribuicoes do Comite Gestor do IBS?

    As principais atribuicoes do CGIBS sao: arrecadar o IBS em nivel nacional, administrar o sistema de compensacao de debitos e creditos tributarios, distribuir as receitas arrecadadas para estados e municipios, garantir interpretacao uniforme da legislacao do IBS em todo o pais e decidir sobre disputas tributarias no contencioso administrativo com base em regras nacionais.

    Que comissoes foram criadas na primeira reuniao ordinaria do CGIBS?

    Na reuniao de 3 de marco de 2026 foram criadas seis comissoes temporarias: Comissao Administrativa (gestao interna), Comissao Juridica (assessoria legal e conformidade), Comissao de Regimento Interno (regras de funcionamento), Comissao de Regulamentacao do IBS (elaboracao das normas do tributo), Comissao Operacional (sistemas e processos de arrecadacao) e Comissao da Tesouraria (gestao financeira e distribuicao de receitas).

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa ja iniciou o planejamento para a transicao ao IBS?

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  • RAIS 2026: prazos, obrigatoriedade e envio pelo eSocial

    RAIS 2026: prazos, obrigatoriedade e envio pelo eSocial

    A RAIS 2026, Relação Anual de Informações Sociais, tem prazos definidos e traz mudanças importantes para empregadores brasileiros, especialmente em função da integração com o eSocial. Entender as obrigatoriedades, os prazos e o processo de envio é fundamental para evitar multas e manter a empresa em conformidade com o Ministério do Trabalho e Emprego.

    Para contadores e departamentos de pessoal que acompanham as obrigações trabalhistas de perto, março de 2026 é o momento de revisar as informações do ano anterior e garantir que o envio seja realizado de forma completa e dentro do prazo.

    O que é a RAIS e para que serve

    A RAIS é uma obrigação acessória trabalhista instituída pelo Decreto nº 76.900/1975, que exige que todos os empregadores com vínculos empregatícios formais informem ao governo federal os dados sobre seus trabalhadores e os vínculos de emprego mantidos ao longo do ano anterior.

    As informações da RAIS alimentam políticas públicas de emprego, permitem o acesso ao Abono Salarial PIS/PASEP por parte dos trabalhadores e são utilizadas pelo IBGE, pelo Ministério da Previdência Social e por outros órgãos em análises do mercado de trabalho.

    A ausência de declaração ou a declaração com informações incorretas sujeita o empregador a multas que variam de acordo com o número de empregados e o tempo de atraso.

    RAIS 2026: prazos e obrigatoriedade

    A RAIS referente ao ano-calendário 2025, popularmente chamada de RAIS 2026, tem prazo de entrega normalmente estabelecido entre os meses de fevereiro e março de cada ano, por meio de portaria do Ministério do Trabalho e Emprego. Em 2026, o prazo foi definido até o final de março, conforme divulgado pelo MTE.

    São obrigados a declarar a RAIS:

    • Todos os empregadores com vínculos empregatícios ativos ou encerrados durante o ano-calendário;
    • Empregadores sem vínculos no período, que devem enviar a chamada RAIS Negativa;
    • Órgãos da administração pública direta e indireta, empresas públicas e sociedades de economia mista;
    • Profissionais liberais e autônomos que possuíam empregados no período.

    Integração com o eSocial: o que muda

    A principal novidade da RAIS 2026 é o aprofundamento da integração com o eSocial. Desde a implantação do eSocial, as informações de vínculos empregatícios são transmitidas de forma contínua ao longo do ano, o que permite que o Ministério do Trabalho e Emprego pré-popule os dados da RAIS com as informações já enviadas.

    Na prática, isso significa que:

    • Para empregadores que utilizaram o eSocial corretamente ao longo de 2025, boa parte dos dados da RAIS já estará preenchida automaticamente;
    • O papel do empregador é conferir, complementar e validar as informações, não necessariamente preencher do zero;
    • Erros ou omissões no eSocial ao longo do ano se refletem na RAIS, por isso, a regularidade do eSocial durante o ano é fundamental;
    • A transmissão final da RAIS deve ser feita pelo sistema RAIS/CAGED ou pela plataforma integrada ao eSocial, conforme orientação do MTE.

    Quais informações devem ser declaradas

    A RAIS exige a declaração de dados do estabelecimento e de cada vínculo empregatício mantido no período, incluindo:

    • CPF, PIS/PASEP, nome e data de nascimento do trabalhador;
    • Data de admissão e, quando aplicável, data e motivo do desligamento;
    • Cargo, CBO (Classificação Brasileira de Ocupações) e escolaridade;
    • Remuneração mês a mês ao longo do ano;
    • Tipo de vínculo (CLT, estatutário, avulso, etc.);
    • Horas trabalhadas, férias, afastamentos e 13º salário;
    • Jornada de trabalho contratual.

    Multas por não entrega ou entrega incorreta

    O não cumprimento da obrigação ou a entrega com informações incorretas sujeita o empregador a multas que, conforme o Decreto nº 76.900/1975 e atualizações posteriores, podem chegar a:

    • R$ 425,64 a R$ 42.641,00, a depender do grau de infração e do número de empregados;
    • Multas adicionais por cada trabalhador com informação omitida ou incorreta;
    • Impossibilidade de o trabalhador acessar o Abono Salarial PIS/PASEP, o que pode gerar ações trabalhistas contra o empregador.

    Passo a passo para o envio da RAIS 2026

    Para garantir o cumprimento da obrigação dentro do prazo, siga este roteiro:

    1. Verificação do eSocial: Revise os eventos enviados ao longo de 2025 e corrija eventuais inconsistências antes do fechamento da RAIS;
    2. Levantamento de vínculos: Liste todos os empregados, incluindo os que foram admitidos e desligados durante o ano;
    3. Conferência de remunerações: Confronte os valores declarados no eSocial com a folha de pagamento processada mês a mês;
    4. Preenchimento ou validação: Acesse o sistema RAIS, valide os dados pré-preenchidos e complete as informações faltantes;
    5. Transmissão: Envie dentro do prazo e guarde o recibo de entrega pelo prazo mínimo de 5 anos.

    RAIS Negativa: quem precisa enviar

    Empregadores que não tiveram nenhum vínculo empregatício ativo durante 2025 também são obrigados a declarar a RAIS Negativa. Esse procedimento informa ao governo que o estabelecimento existe mas não empregou ninguém no período, o que é diferente de não ter obrigação de declarar.

    Ignorar a RAIS Negativa é um erro comum que gera multas desnecessárias. Fique atento.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e conte com especialistas em gestão trabalhista, eSocial e obrigações acessórias para garantir o envio correto e pontual da RAIS 2026, evitar multas e manter sua empresa em plena conformidade com o Ministério do Trabalho e Emprego.

    Perguntas frequentes

    O que e a RAIS e quem e obrigado a declara-la em 2026?

    A RAIS (Relacao Anual de Informacoes Sociais), instituida pelo Decreto no 76.900/1975, obriga empregadores a informar ao governo os dados de seus trabalhadores e vinculos de emprego do ano anterior. Em 2026, devem declarar: empregadores com vinculos ativos ou encerrados em 2025, empregadores sem vinculos (RAIS Negativa), orgaos publicos, empresas publicas e profissionais liberais que tiveram empregados no periodo.

    Qual e o prazo para entrega da RAIS 2026 e como ela se relaciona com o eSocial?

    O prazo da RAIS 2026, referente ao ano-calendario 2025, foi definido ate o final de marco de 2026, conforme portaria do Ministerio do Trabalho e Emprego. Com a integracao ao eSocial, boa parte dos dados ja e preenchida automaticamente para empregadores que usaram o sistema corretamente ao longo de 2025. O papel do empregador e conferir, complementar e validar as informacoes pre-populadas.

    Quais informacoes precisam ser declaradas na RAIS?

    A RAIS exige dados do estabelecimento e de cada vinculo empregaticio, incluindo: CPF, PIS/PASEP, nome e data de nascimento do trabalhador; data de admissao e, quando aplicavel, data e motivo do desligamento; cargo, CBO e escolaridade; remuneracao mensal ao longo do ano; tipo de vinculo; horas trabalhadas; ferias; afastamentos; 13o salario e jornada de trabalho contratual.

    Quais sao as multas por nao entregar ou entregar a RAIS incorretamente?

    O descumprimento ou a entrega com informacoes incorretas sujeita o empregador a multas que podem chegar de R$ 425,64 a R$ 42.641,00, dependendo do grau de infracao e do numero de empregados, conforme o Decreto no 76.900/1975 e suas atualizacoes. Ha tambem multas adicionais por trabalhador com informacao omitida ou incorreta, alem do risco de o trabalhador nao acessar o Abono Salarial PIS/PASEP.

    Erros no eSocial ao longo do ano afetam a RAIS?

    Sim, diretamente. Como o eSocial pre-popula os dados da RAIS com as informacoes transmitidas ao longo do ano, erros ou omissoes no eSocial se refletem automaticamente na RAIS. Por isso, a regularidade no envio do eSocial durante 2025 e fundamental. Contadores e departamentos de pessoal devem revisar os dados transmitidos antes de validar e transmitir a declaracao final da RAIS.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Seu departamento pessoal esta pronto para a entrega da RAIS 2026?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Portal Contábeis