Grupo BRA360

Categoria: Legislação e Compliance

O ambiente regulatório brasileiro é complexo e está em constante mudança. Por isso, mantemos você atualizado sobre alterações na legislação fiscal e contábil, normas internacionais (IFRS e CPC), aplicação da LGPD no contexto contábil e tudo que sua empresa precisa saber para operar dentro da lei com tranquilidade.

  • Reforma Tributária: Impactos Contábeis em Debate em Lisboa

    Reforma Tributária: Impactos Contábeis em Debate em Lisboa

    A Reforma Tributária do Consumo ganhou um palco internacional em março de 2026. No Summit Inovação e Desenvolvimento Socioeconômico, realizado em Lisboa nos dias 30 e 31 de março, profissionais da contabilidade e representantes do governo brasileiro debateram os principais impactos das novas regras tributárias, e o que muda, na prática, para empresas e contadores em todo o país.

    O Evento e os Protagonistas

    Organizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), o summit reuniu especialistas, gestores públicos e profissionais da área contábil em torno de temas que moldam o futuro das finanças empresariais no Brasil. A presença do evento em solo europeu reforça o alcance e a relevância internacional das transformações em curso na legislação tributária brasileira.

    Entre os palestrantes, destacou-se Adriana Gomes Rêgo, secretária especial adjunta da Receita Federal do Brasil. Ela apresentou as diretrizes da Reforma Tributária do Consumo e suas repercussões diretas sobre a rotina dos profissionais contábeis, um momento de esclarecimento essencial para quem precisa adaptar processos e orientar clientes.

    O Que Está Mudando com a Reforma Tributária

    A Reforma Tributária representa a maior reestruturação do sistema tributário brasileiro em décadas. No campo do consumo, as mudanças afetam diretamente como as empresas registram, calculam e declaram tributos. Os temas centrais debatidos em Lisboa giram em torno da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), os dois novos tributos que substituirão gradualmente cinco contribuições e impostos atualmente vigentes.

    CBS e IBS: Já nas Notas Fiscais

    Desde janeiro de 2026, CBS e IBS passaram a ser exibidos em caráter informativo nas Notas Fiscais Eletrônicas (NF-e). Trata-se de uma medida de transição que busca familiarizar empresas e profissionais contábeis com os novos campos e valores antes de sua vigência plena. A transparência na escrituração é um dos pilares desta fase inicial de adaptação.

    Paralelamente, a Nota Fiscal de Serviços Eletrônica (NFS-e) já conta com a adesão de 5.568 municípios, o equivalente a 99,9% da população brasileira coberta pelo modelo padronizado. Esse nível de cobertura demonstra o avanço significativo da digitalização fiscal no país e prepara o terreno para a plena implementação dos novos tributos.

    Mudanças Operacionais para Empresas

    As transformações vão além da nomenclatura dos tributos. As empresas precisarão adaptar:

    • Sistemas de gestão fiscal e ERP para contemplar os novos campos de CBS e IBS;
    • Processos de emissão de notas fiscais, tanto de produtos quanto de serviços;
    • Controles internos de créditos tributários, que seguirão novas regras de aproveitamento;
    • Procedimentos de escrituração contábil alinhados ao novo modelo de não cumulatividade ampla;
    • Fluxos de apuração e recolhimento, que serão centralizados em uma estrutura diferente da atual.

    Para os profissionais contábeis, o desafio é duplo: atualizar-se tecnicamente e garantir que seus clientes compreendam e se adaptem ao novo ambiente regulatório sem interrupções operacionais.

    Programa de Capacitação: Receita Federal e CFC se Unem

    Uma das novidades mais relevantes anunciadas no evento é o compromisso conjunto entre a Receita Federal e o CFC de disponibilizar um programa de capacitação exclusivo para contadores. A iniciativa tem como objetivo preparar os profissionais da área para aplicar corretamente as novas regras tributárias na prática do dia a dia.

    Esse tipo de parceria é fundamental em momentos de transição legislativa. A capacitação continuada reduz erros de interpretação, minimiza riscos de autuação para as empresas e fortalece o papel do contador como consultor estratégico, não apenas como executor de obrigações acessórias.

    “A disseminação de informações qualificadas é o caminho para uma transição tributária segura e eficiente para todos os agentes econômicos.”

    Transparência Como Princípio Norteador

    Tanto a Receita Federal quanto o CFC têm reforçado o compromisso com a transparência informacional ao longo de toda a fase de transição da Reforma Tributária. A presença de representantes do governo em eventos internacionais, como o summit em Lisboa, faz parte dessa estratégia de comunicação ampla, que busca alcançar os profissionais contábeis onde eles estiverem.

    A inclusão dos valores de CBS e IBS nas notas fiscais de forma informativa é outro exemplo dessa postura. Antes de qualquer obrigatoriedade efetiva, o contribuinte já tem acesso aos dados, podendo planejar e se preparar com antecedência.

    Para aprofundamento, consulte a nota oficial da Receita Federal sobre o evento em Lisboa e acompanhe as publicações do Conselho Federal de Contabilidade para se manter atualizado.

    O Que Fazer Agora: Guia Prático para Empresas

    Diante de tantas mudanças, a melhor postura é a proatividade. Algumas ações que empresas e escritórios contábeis devem considerar imediatamente:

    • Mapear os sistemas fiscais utilizados e verificar se os fornecedores já possuem atualizações para CBS e IBS;
    • Revisar os contratos com clientes e fornecedores para identificar impactos na cadeia de preços;
    • Acompanhar os programas de capacitação do CFC e da Receita Federal assim que forem lançados;
    • Consultar profissionais especializados em tributação para uma análise personalizada do impacto no negócio;
    • Monitorar as publicações oficiais do Diário Oficial e dos órgãos reguladores para não perder prazos e instruções normativas.

    A Reforma Tributária e o Futuro da Contabilidade no Brasil

    Eventos como o summit em Lisboa evidenciam que a Reforma Tributária não é apenas uma questão fiscal, é uma transformação estrutural que reposiciona a contabilidade no centro das decisões empresariais. O profissional contábil que dominar as novas regras terá um diferencial competitivo expressivo nos próximos anos.

    A adesão quase universal da NFS-e, com 99,9% da população brasileira coberta, e a inclusão de CBS e IBS nas notas fiscais desde o início de 2026 são sinais claros de que o processo está avançando em ritmo acelerado. Não há espaço para esperar: a preparação precisa começar agora.

    Fale com Especialistas em Reforma Tributária

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto todas as mudanças da Reforma Tributária para manter sua contabilidade atualizada. Nossos especialistas estão preparados para orientar sua empresa em cada etapa dessa transição, desde a adequação dos sistemas até a interpretação das novas normas fiscais. Fale com nossos especialistas e garanta que seu negócio esteja em conformidade com as exigências da nova legislação tributária brasileira.

    Perguntas frequentes

    O que foi debatido sobre a Reforma Tributaria no Summit de Lisboa em marco de 2026?

    No Summit Inovacao e Desenvolvimento Socioeconomico, realizado em Lisboa nos dias 30 e 31 de marco de 2026 e organizado pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC), profissionais da contabilidade e representantes do governo debateram os impactos da Reforma Tributaria do Consumo. O evento abordou CBS, IBS e as mudancas na rotina de empresas e contadores, com destaque para a apresentacao de Adriana Gomes Rego, secretaria especial adjunta da Receita Federal.

    Desde quando CBS e IBS aparecem nas notas fiscais eletronicas?

    Desde janeiro de 2026, CBS e IBS passaram a ser exibidos em carater informativo nas Notas Fiscais Eletronicas (NF-e). Trata-se de uma medida de transicao que busca familiarizar empresas e profissionais contabeis com os novos campos e valores antes de sua vigencia plena. A transparencia na escrituracao e um dos pilares desta fase inicial de adaptacao ao novo sistema tributario.

    Qual programa de capacitacao foi anunciado no Summit de Lisboa para os contadores?

    A Receita Federal e o CFC anunciaram o compromisso conjunto de disponibilizar um programa de capacitacao exclusivo para contadores. A iniciativa tem como objetivo preparar os profissionais para aplicar corretamente as novas regras tributarias na pratica do dia a dia, reduzindo erros de interpretacao, minimizando riscos de autuacao para as empresas e fortalecendo o papel do contador como consultor estrategico.

    Quais processos internos as empresas precisarao adaptar para CBS e IBS?

    As empresas precisarao adaptar sistemas de gestao fiscal e ERP para contemplar os novos campos de CBS e IBS, processos de emissao de notas fiscais de produtos e servicos, controles internos de creditos tributarios conforme as novas regras de aproveitamento, procedimentos de escrituracao contabil alinhados ao novo modelo de nao cumulatividade ampla, e fluxos de apuracao e recolhimento centralizados em uma estrutura diferente da atual.

    Qual e a cobertura da Nota Fiscal de Servicos Eletronica (NFS-e) no Brasil em 2026?

    A NFS-e conta com adesao de 5.568 municipios, o que representa 99,9% da populacao brasileira coberta pelo modelo padronizado. Esse nivel de cobertura foi destacado no Summit de Lisboa como evidencia do avanco significativo da digitalizacao fiscal no Brasil e como preparacao do terreno para a plena implementacao de CBS e IBS no sistema nacional de tributacao sobre o consumo.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua equipe contábil está preparada para as exigências da Reforma Tributária?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: FENACON

  • Receita Federal autuou R$233 bi em 2025 e muda fiscalização

    Receita Federal autuou R$233 bi em 2025 e muda fiscalização

    A Receita Federal encerrou 2025 com um volume histórico de autuações: R$233 bilhões em créditos tributários lançados, reflexo de uma fiscalização cada vez mais precisa e orientada por dados. Para 2026, o órgão anuncia uma mudança significativa de postura, menos punição, mais orientação, em uma estratégia que pode transformar a relação entre o Fisco e os contribuintes brasileiros.

    O tamanho das autuações em 2025

    Os números divulgados pela Receita Federal revelam a magnitude do esforço fiscalizatório no último ano. Das autuações totais, R$221,9 bilhões foram direcionados a pessoas jurídicas, enquanto R$11,2 bilhões corresponderam a autuações contra pessoas físicas.

    Quando se olha para os tributos mais visados, o IRPJ e a CSLL lideram com folga: juntos, somaram R$137,7 bilhões, o equivalente a 61,2% do total autuado. Em seguida aparecem PIS e Cofins, com R$42,3 bilhões (18,8%), e as contribuições previdenciárias, com R$15,2 bilhões (6,8%).

    Grandes contribuintes no centro da fiscalização

    Um dado chama atenção pela concentração: 84,9% do total autuado, ou seja, R$188,5 bilhões, teve como alvo os chamados grandes contribuintes, um grupo de apenas 9.200 empresas que representa 0,5% do universo total de pessoas jurídicas, mas responde por 57% de toda a arrecadação federal.

    Menos de 1% das empresas concentram mais da metade da arrecadação nacional e, naturalmente, também o maior foco da fiscalização da Receita Federal.

    Esse recorte evidencia a estratégia de eficiência do Fisco: concentrar recursos onde o impacto fiscal é maior, monitorando de perto as operações das corporações de maior porte.

    Operações especiais e combate a fraudes estruturadas

    Além das autuações convencionais, a Receita Federal conduziu 11 operações especiais ao longo de 2025, que resultaram no levantamento de aproximadamente R$1 bilhão em crédito tributário. Entre essas iniciativas, destaca-se a operação “Carbono Oculto”, voltada à investigação de irregularidades relacionadas a créditos ambientais e compensações tributárias questionáveis.

    Outra frente relevante foi o envio de 753,1 mil comunicados a empresas com inconsistências identificadas na Escrituração Contábil Fiscal (ECF), sinal de que o cruzamento de dados automatizado está cada vez mais refinado.

    Receita Saúde e a digitalização das informações

    O programa Receita Saúde atingiu um marco expressivo em 2025: foram processados 30 milhões de recibos eletrônicos, com um total de R$17,6 bilhões em serviços de saúde informados. A iniciativa amplia a transparência sobre gastos médicos e contribui para a consistência nas declarações de Imposto de Renda de pessoas físicas.

    Autorregularização cresce e sinaliza mudança de cultura

    Um dos destaques positivos de 2025 foi o crescimento expressivo da autorregularização entre contribuintes. No segmento de pessoas jurídicas, os valores regularizados voluntariamente chegaram a R$58,2 bilhões, representando uma alta de 27% em relação a 2024. Entre as pessoas físicas, foram R$2,6 bilhões regularizados, com 2,4 milhões de declarações ajustadas.

    Esses números indicam que os mecanismos de incentivo à conformidade, como comunicados preventivos e programas de regularização, estão surtindo efeito. Contribuintes que antecipam e corrigem irregularidades antes de serem autuados evitam multas mais severas e encargos adicionais.

    A virada para 2026: fiscalização orientadora

    A principal novidade para 2026 é a mudança de filosofia da Receita Federal. Em vez de priorizar exclusivamente a autuação punitiva, o órgão pretende ampliar as iniciativas de conformidade e orientação, uma abordagem que busca prevenir erros antes que se tornem infrações.

    Programa Confia ganha protagonismo

    O programa Confia, voltado a grandes contribuintes que desejam operar em regime de conformidade cooperativa, conta hoje com 20 empresas participantes e já acumulou 127 questões tributárias resolvidas de forma consensual, sem necessidade de autuação ou litígio. A tendência é de expansão desse modelo, que beneficia tanto o Fisco quanto as empresas comprometidas com a transparência.

    Lei Complementar 225/2026 e os programas de conformidade

    Em janeiro de 2026, entrou em vigor a Lei Complementar 225, que estabelece um marco legal para os programas de conformidade tributária no Brasil. A norma cria incentivos concretos para que empresas adotem boas práticas fiscais, com potencial de reduzir multas e ampliar o diálogo entre contribuintes e administração tributária.

    Para os contadores e gestores financeiros, isso representa uma oportunidade: empresas que investirem em governança fiscal e controles internos robustos estarão em posição privilegiada diante do novo cenário regulatório. Saiba mais sobre esse arcabouço no portal oficial da Receita Federal e na Lei Complementar 225 no Planalto.

    O que sua empresa deve fazer agora

    • Revisar obrigações acessórias: inconsistências na ECF estão sendo identificadas automaticamente pela Receita. Certifique-se de que todos os dados estejam corretos e atualizados.
    • Avaliar exposição em IRPJ, CSLL e PIS/Cofins: esses tributos concentraram mais de 80% das autuações em 2025. Uma revisão fiscal preventiva pode evitar surpresas.
    • Considerar a autorregularização: se houver passivos tributários identificados, agir antes de receber uma notificação é mais vantajoso do ponto de vista financeiro e reputacional.
    • Acompanhar a LC 225/2026: empresas de médio e grande porte devem avaliar a adesão a programas de conformidade reconhecidos pelo novo marco legal.
    • Manter registros contábeis íntegros: a qualidade da escrituração contábil é o primeiro filtro em qualquer processo de fiscalização.

    Conclusão

    O ciclo fiscal de 2025 deixa uma mensagem clara: a Receita Federal está mais sofisticada, mais orientada por dados e com capacidade crescente de identificar inconsistências em tempo real. Para 2026, a transição rumo a um modelo mais cooperativo é uma janela de oportunidade, mas exige que as empresas também estejam preparadas para dialogar com o Fisco de forma transparente e bem assessorada.

    Empresas que investem em conformidade tributária não apenas reduzem riscos, mas ganham previsibilidade financeira e credibilidade diante do mercado.


    O Grupo BRA 360 acompanha de perto as mudanças na fiscalização federal para garantir que sua empresa esteja sempre em conformidade. Fale com nossos especialistas e descubra como adequar sua gestão tributária ao novo cenário regulatório.

    Perguntas frequentes

    Quanto a Receita Federal autuou em 2025?

    A Receita Federal lançou R$ 233 bilhões em créditos tributários em 2025. Desse total, R$ 221,9 bilhões foram direcionados a pessoas jurídicas e R$ 11,2 bilhões a pessoas físicas. Os tributos mais autuados foram IRPJ e CSLL, que somaram R$ 137,7 bilhões, equivalente a 61,2% do total.

    Quais empresas concentraram a maior parte das autuações em 2025?

    Os chamados grandes contribuintes, um grupo de cerca de 9.200 empresas, responderam por 84,9% do total autuado, ou seja, R$ 188,5 bilhões. Esse grupo representa apenas 0,5% das pessoas jurídicas, mas é responsável por 57% de toda a arrecadação federal.

    O que é o programa Confia da Receita Federal?

    O Confia é um programa de conformidade cooperativa voltado a grandes contribuintes. As empresas participantes atuam em regime colaborativo com o Fisco, e questões tributárias controversas são resolvidas de forma consensual, sem necessidade de autuação ou litígio. Hoje conta com 20 empresas e 127 questões resolvidas.

    O que muda na postura da Receita Federal para 2026?

    Para 2026, a Receita Federal anuncia uma mudança de filosofia: em vez de priorizar autuações punitivas, o foco passa a ser a orientação e a conformidade preventiva. O objetivo é ampliar programas que incentivem os contribuintes a corrigir irregularidades antes de serem autuados, reduzindo litígios.

    Como funciona a autorregularização e quais os benefícios para o contribuinte?

    A autorregularização permite que o contribuinte corrija voluntariamente inconsistências fiscais antes de uma autuação formal. Em 2025, empresas regularizaram R$ 58,2 bilhões dessa forma, alta de 27% frente a 2024. Quem age preventivamente evita multas mais severas e encargos adicionais sobre os valores devidos.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa sabe como agir diante do novo modelo de fiscalização da Receita Federal?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Portal Contábeis

  • Receita Sintonia Classifica 11,4 Milhões de Empresas

    Receita Sintonia Classifica 11,4 Milhões de Empresas

    O programa Receita Sintonia acaba de ganhar uma nova dimensão. Em 9 de abril de 2026, a Receita Federal anunciou a ampliação do sistema para classificar 11,4 milhões de empresas ativas, incluindo 6,1 milhões de micro e pequenas empresas do Simples Nacional. A iniciativa transforma a forma como o fisco avalia o comportamento fiscal das pessoas jurídicas no Brasil e cria incentivos concretos para a regularidade tributária.

    O Receita Sintonia é um programa de conformidade criado pela Receita Federal que avalia e classifica empresas com base no cumprimento de suas obrigações tributárias. Quanto mais regular a empresa, melhor sua classificação, e melhores os benefícios que pode acessar.

    Como Funciona a Classificação

    O sistema avalia as empresas com base em quatro critérios principais:

    • Situação cadastral: registro ativo e atualizado junto à Receita Federal
    • Entrega de declarações: cumprimento pontual de todas as obrigações acessórias
    • Pagamento de tributos: recolhimento dos impostos dentro dos prazos legais
    • Consistência das informações: coerência entre os dados declarados em diferentes obrigações

    Com base nesses fatores, as empresas recebem uma classificação que vai de A+ (acima de 99,5% de conformidade) até D (abaixo de 70% de conformidade). A atualização das classificações ocorre trimestralmente, e todas as empresas classificadas podem acessar seu painel individual de obrigações pendentes.

    Benefícios da Classificação A+

    A principal recompensa para as empresas que atingem a classificação A+ é o Selo Sintonia, válido por 12 meses. O selo abre portas para uma série de vantagens:

    Desconto no pagamento da CSLL: Empresas com Selo Sintonia têm direito a descontos de 1% a 3% nos valores da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, o que pode representar economia significativa a depender do porte da empresa.

    Prioridade no processamento de pedidos: Solicitações de restituição, compensação e outros pedidos junto à Receita Federal são processados com prioridade para empresas com Selo Sintonia, reduzindo o tempo de espera e melhorando o fluxo de caixa.

    Acesso a programas de cooperação fiscal: Empresas com alta classificação têm acesso preferencial a programas de cooperação entre o fisco e o contribuinte, como consultas mais ágeis sobre interpretação de normas e tratamento diferenciado em fiscalizações.

    Visibilidade pública: A classificação A+ é pública no portal do programa, o que pode funcionar como um diferencial competitivo em processos de licitação pública e em negociações com clientes e fornecedores que valorizam a regularidade fiscal dos parceiros.

    Inclusão das Micro e Pequenas Empresas

    Um dos destaques da ampliação anunciada em abril de 2026 é a inclusão das 6,1 milhões de microempresas e empresas de pequeno porte do Simples Nacional. Até então, o programa tinha alcance mais restrito às empresas do regime normal de tributação.

    A inclusão das optantes pelo Simples Nacional representa um reconhecimento da importância desse segmento para a economia brasileira. Micro e pequenas empresas respondem por mais da metade dos empregos formais no país, e a melhora na conformidade tributária desse grupo tem impacto direto na arrecadação e na competitividade do ambiente de negócios.

    Para essas empresas, a classificação será baseada nos critérios específicos do Simples Nacional, como o recolhimento regular do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) e a entrega da DEFIS (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais).

    Transparência e Autoconhecimento Fiscal

    Além das recompensas para quem tem boa classificação, o programa oferece uma ferramenta poderosa de transparência para todas as empresas: o painel individual de conformidade. Por meio dele, cada empresa pode visualizar quais são suas pendências específicas junto à Receita Federal e tomar as providências necessárias antes de uma eventual fiscalização.

    Esse aspecto preventivo é um dos mais valorizados por contadores e gestores que trabalham com conformidade fiscal. Identificar e resolver pendências de forma proativa é sempre preferível a aguardar uma notificação ou autuação do fisco.

    Como Melhorar a Classificação da Sua Empresa

    Para empresas que ainda não atingiram a classificação A+ ou que estão em categorias mais baixas, o caminho passa por regularizar situações específicas:

    Débitos em aberto: Negociar parcelamentos ou quitar débitos pendentes é a medida de impacto mais imediato na classificação. A Receita Federal oferece programas de parcelamento que permitem regularizar a situação sem comprometer o fluxo de caixa.

    Declarações atrasadas: Identificar e entregar obrigações acessórias em atraso, mesmo com multa, é melhor do que manter a pendência em aberto. A multa por atraso é menor do que a autuação por omissão descoberta em fiscalização.

    Atualização cadastral: Verificar se os dados cadastrais da empresa no CNPJ estão atualizados, incluindo endereço, sócios e atividade econômica principal.

    Consistência das informações: Garantir que as informações declaradas em diferentes obrigações (SPED, ECF, ECD, DCTFWeb, entre outras) sejam consistentes entre si, evitando divergências que o sistema automaticamente detecta.

    A Estratégia de Conformidade como Vantagem Competitiva

    O Receita Sintonia representa uma mudança de paradigma na relação entre fisco e contribuinte. Em vez de uma postura exclusivamente punitiva, o programa institui um modelo onde a conformidade é recompensada com benefícios concretos.

    Para empresas que adotam a gestão fiscal como prioridade estratégica, estar na classificação A+ passa a ser um objetivo tangível com retorno financeiro mensurável, especialmente pelo desconto na CSLL e pela prioridade no processamento de pedidos de restituição.

    O Grupo BRA 360 oferece consultoria especializada em conformidade tributária e pode auxiliar sua empresa a identificar pendências, regularizar situações fiscais e implementar rotinas que mantenham a classificação Sintonia no nível mais alto. Entre em contato com nossa equipe e saiba como transformar a conformidade fiscal em vantagem competitiva para o seu negócio.

    Perguntas frequentes

    O que e o programa Receita Sintonia?

    O Receita Sintonia e um programa de conformidade da Receita Federal que avalia e classifica empresas com base no cumprimento das obrigacoes tributarias. A classificacao vai de A+, para empresas com mais de 99,5% de conformidade, ate D, para aquelas abaixo de 70%. As classificacoes sao atualizadas trimestralmente.

    Quais criterios sao usados para classificar uma empresa no Receita Sintonia?

    O sistema avalia quatro aspectos: situacao cadastral ativa e atualizada, entrega pontual de declaracoes e obrigacoes acessorias, recolhimento de tributos dentro dos prazos legais e consistencia entre os dados declarados em diferentes obrigacoes. Com base nesses fatores, a empresa recebe uma nota de A+ a D.

    Quais beneficios a empresa ganha com o Selo Sintonia (classificacao A+)?

    A classificacao A+ garante o Selo Sintonia, valido por 12 meses. Com ele, a empresa tem desconto de 1% a 3% na CSLL, prioridade no processamento de pedidos de restituicao e compensacao, acesso preferencial a programas de cooperacao fiscal e visibilidade publica no portal do programa, util em licitacoes e negocios.

    Quando as micro e pequenas empresas do Simples Nacional passam a ser classificadas no Receita Sintonia?

    Em 9 de abril de 2026, a Receita Federal anunciou a ampliacao do programa para incluir 6,1 milhoes de empresas do Simples Nacional. Para esse grupo, a classificacao considera criterios especificos, como o recolhimento regular do DAS e a entrega da DEFIS.

    Como o painel individual do Receita Sintonia ajuda na gestao fiscal?

    Todas as empresas classificadas podem acessar um painel individual que mostra as pendencias especificas junto a Receita Federal. Esse recurso permite identificar e resolver problemas antes de uma fiscalizacao, tornando-se uma ferramenta de transparencia e prevencao para contadores e gestores.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa sabe qual e sua classificacao no Receita Sintonia e quais beneficios pode acessar?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

    Fonte: Ministério da Fazenda, publicado em 9 de abril de 2026.

  • Receita Federal Lança Capacitação Contábil para Reforma

    Receita Federal Lança Capacitação Contábil para Reforma

    Parceria entre Receita Federal e CFC Prepara Profissionais

    A Receita Federal e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) anunciaram uma parceria estratégica para lançar um programa de capacitação voltado a profissionais e operadores da contabilidade. O objetivo é preparar o público para a aplicação prática das novas regras tributárias introduzidas pela Reforma do Consumo nas diferentes atividades econômicas.

    O anúncio foi feito durante o Summit de Inovação e Desenvolvimento Socioeconômico, realizado em Lisboa nos dias 30 e 31 de março de 2026, evento organizado pelo CFC com apoio de parceiros institucionais que reuniu especialistas e representantes de órgãos governamentais.

    O Que Foi Apresentado em Lisboa

    A Secretária-Adjunta da Receita Federal, Adriana Gomes Rêgo, apresentou as principais diretrizes da Reforma Tributária do Consumo e suas repercussões diretas para a área contábil. A apresentação focou nos seguintes pontos:

    • Mudanças operacionais no novo modelo de tributação
    • Impactos práticos para empresas de diferentes portes e setores
    • Desafios de adaptação enfrentados pelos profissionais contábeis
    • Cronograma de implementação e marcos regulatórios previstos

    O evento evidenciou o compromisso da Receita Federal com a transparência e a disseminação de informações qualificadas para apoiar os profissionais na transição para o novo sistema tributário.

    Programa de Capacitação: O Que Esperar

    O programa de capacitação anunciado pela Receita Federal em parceria com o CFC será estruturado para atender diferentes perfis de profissionais. As principais características previstas incluem:

    Público-Alvo

    O programa atenderá contadores, técnicos em contabilidade, auditores e demais profissionais envolvidos na operacionalização tributária das empresas. A expectativa é alcançar milhares de profissionais em todo o território nacional.

    Conteúdo Programático

    A capacitação abordará aspectos práticos e operacionais do novo sistema, com foco em:

    • CBS e IBS: cálculo, apuração e escrituração dos novos tributos
    • Documentos fiscais: emissão de NF-e com destaque dos novos campos
    • Obrigações acessórias: novas declarações e prazos do regime de transição
    • Créditos tributários: regras de apropriação e transferência de créditos
    • Setores específicos: particularidades por atividade econômica

    Formato

    A expectativa é que o programa combine aulas presenciais e online, com materiais didáticos, exercícios práticos e simulações baseadas em cenários reais. O CFC conta com ampla infraestrutura de ensino a distância através de seus conselhos regionais.

    Por Que a Capacitação é Urgente

    A Reforma Tributária do Consumo representa a maior mudança no sistema tributário brasileiro em décadas. Para os profissionais da contabilidade, o desafio é duplo: precisam dominar as novas regras e, ao mesmo tempo, orientar seus clientes durante todo o processo de transição.

    Os principais desafios identificados incluem:

    • Complexidade do período de transição: entre 2026 e 2032, os sistemas antigo e novo coexistirão
    • Novos conceitos tributários: split payment, cashback fiscal, não cumulatividade plena
    • Atualização tecnológica: sistemas de gestão e emissão fiscal precisam ser adaptados
    • Volume de regulamentação: decretos, instruções normativas e notas técnicas continuam sendo publicados

    O Papel do Contador na Reforma

    O profissional contábil assume papel central na implementação da Reforma Tributária. Além de suas atribuições tradicionais, o contador será responsável por:

    • Orientar empresários sobre os impactos específicos em cada negócio
    • Recalcular preços com base nas novas alíquotas e regras de creditamento
    • Avaliar regimes tributários: auxiliar na escolha entre Simples integral e regime híbrido
    • Garantir conformidade: assegurar que todas as obrigações acessórias sejam cumpridas
    • Planejar a transição: criar cronogramas de adaptação para cada cliente

    Como se Preparar desde Já

    Enquanto o programa oficial de capacitação não é lançado, profissionais da contabilidade podem tomar medidas imediatas:

    • Acompanhe o portal da Receita Federal sobre orientações da Reforma para 2026
    • Estude a Lei Complementar 214/2025 que regulamenta a Reforma do Consumo
    • Participe de eventos promovidos pelo CRC de seu estado
    • Teste os novos campos de IBS e CBS nos sistemas de emissão de notas fiscais
    • Converse com fornecedores de software sobre atualizações e compatibilidade

    A Reforma Tributária é uma realidade em implementação. Profissionais que investirem em capacitação desde agora estarão melhor posicionados para oferecer um serviço de excelência a seus clientes e se destacar em um mercado cada vez mais competitivo.

    Perguntas frequentes

    Qual e a parceria anunciada para capacitar profissionais contabeis na Reforma Tributaria?

    A Receita Federal e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) anunciaram uma parceria estrategica para lancar um programa de capacitacao destinado a contadores, tecnicos em contabilidade, auditores e demais profissionais que atuam na operacionalizacao tributaria das empresas. O anuncio foi feito em Lisboa em marco de 2026.

    O que o programa de capacitacao da Receita Federal e do CFC vai abordar?

    O programa cobrira aspectos praticos da CBS e do IBS, incluindo calculo, apuracao e escrituracao dos novos tributos, emissao de NF-e com os novos campos fiscais, novas obrigacoes acessorias e prazos, regras de apropriacao de creditos tributarios e particularidades por setor economico, com formatos presencial e online.

    Por que a capacitacao contabil e urgente diante da Reforma Tributaria?

    A Reforma Tributaria representa a maior mudanca no sistema tributario brasileiro em decadas. Entre 2026 e 2032, o sistema antigo e o novo coexistirao, criando desafios duplos: os profissionais precisam dominar conceitos como split payment, cashback fiscal e nao cumulatividade plena, alem de orientar clientes durante toda a transicao.

    Qual o papel do contador na implementacao da Reforma Tributaria?

    O profissional contabil assume funcao central na transicao. Alem das atribuicoes tradicionais, sera responsavel por orientar empresarios sobre impactos especificos, recalcular precos com base nas novas aliquotas, auxiliar na escolha entre Simples integral e regime hibrido, garantir conformidade com as novas obrigacoes e planejar a adaptacao de cada cliente.

    Como os profissionais contabeis podem se preparar antes do programa oficial?

    Enquanto o programa oficial nao e lancado, os profissionais podem acompanhar as publicacoes do Portal da NF-e e da Receita Federal, estudar o Ato Conjunto RFB/CGIBS n 1/2025, participar de eventos do CFC e dos conselhos regionais e realizar simulacoes praticas com os novos campos fiscais nos sistemas que ja os suportam.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua equipe contabil esta preparada para orientar clientes durante a transicao da Reforma Tributaria?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

    Falar com a BRA 360 Contábil

    Fonte: FENACON

  • PIS e Cofins: Corte de Benefícios em Abril 2026

    PIS e Cofins: Corte de Benefícios em Abril 2026

    A partir de abril de 2026, empresas brasileiras precisam lidar com mudanças relevantes na cobrança de PIS e Cofins. O corte de benefícios fiscais até então vigentes impacta o custo tributário de diversos setores e exige revisão urgente do planejamento das organizações. Entender o que muda e como se preparar é essencial para evitar surpresas no caixa e garantir conformidade com a legislação.

    O que muda com o corte de benefícios fiscais em abril de 2026

    O governo federal definiu um calendário de revisão de incentivos fiscais que atinge diretamente o PIS e a Cofins. Diversas desonerações, regimes especiais e alíquotas reduzidas que beneficiavam determinados segmentos foram revisadas ou encerradas, ampliando a base de incidência dessas contribuições sobre o faturamento das empresas.

    Entre os impactos mais imediatos estão o fim ou a redução de isenções setoriais, o encerramento de benefícios concedidos por prazo determinado que não foram renovados e a revisão de créditos presumidos utilizados por setores como alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. Empresas que se beneficiavam dessas condições especiais passam a recolher alíquotas cheias, o que representa aumento real na carga tributária.

    O contexto da Reforma Tributária e a transição para a CBS

    O corte de benefícios em 2026 está diretamente ligado ao processo de Reforma Tributária aprovado no Brasil. A legislação prevê a substituição gradual do PIS e da Cofins pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), imposto que integrará o novo modelo de tributação sobre o consumo junto ao IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).

    Para entender melhor como CBS e IBS funcionam no novo sistema tributário, confira nossa análise completa sobre CBS e IBS e as multas suspensas em 2026.

    Em 2026, a CBS opera em fase de teste com alíquota de 0,9%, mas com uma regra importante: os valores recolhidos a esse título são compensáveis com o PIS e a Cofins devidos no mesmo período. Isso significa que, na prática, não há acréscimo de carga por conta da CBS em 2026. O ônus real para as empresas vem justamente do corte dos benefícios que reduziam o PIS e a Cofins tradicionais.

    A transição completa está programada para ocorrer de forma escalonada até 2033, quando PIS e Cofins serão definitivamente extintos. Até lá, as empresas conviverão com os dois sistemas simultaneamente.

    Impacto por setor: comércio, serviços e indústria

    Comércio

    Empresas do setor comercial enquadradas no regime não cumulativo já enfrentavam alíquotas de 1,65% (PIS) e 7,6% (Cofins), mas contavam com créditos sobre insumos e despesas admitidas em lei. Com o corte de benefícios, alguns créditos específicos deixam de ser aplicáveis, reduzindo o aproveitamento fiscal e elevando o tributo líquido a recolher.

    Serviços

    O setor de serviços, historicamente tributado pelo regime cumulativo com alíquotas menores (0,65% e 3%), pode ser impactado pela perda de regimes especiais que vigoravam para categorias específicas como tecnologia, saúde e educação. A revisão dessas condições eleva o custo operacional das empresas prestadoras de serviços, especialmente as de médio porte.

    Indústria

    A indústria é o setor com maior exposição ao corte de benefícios. Setores como alimentos, bebidas, papel e celulose, produtos farmacêuticos e agronegócio dependiam de alíquotas reduzidas e créditos presumidos para manter sua competitividade. Com a revisão dessas condições, o custo de produção sobe e a pressão sobre as margens operacionais aumenta.

    Como as empresas devem se preparar

    1. Revisão imediata do planejamento tributário

    O primeiro passo é mapear todos os benefícios fiscais de PIS e Cofins atualmente utilizados pela empresa e verificar quais foram afetados pelas mudanças de abril de 2026. Essa revisão deve ser feita com suporte de um contador especializado em tributação federal, capaz de identificar riscos e oportunidades dentro do novo cenário.

    Para quem ainda não estruturou um planejamento tributário adequado, veja como é possível reduzir a carga do Imposto de Renda com planejamento tributário em 2026 e entender os caminhos legais disponíveis.

    2. Análise de impacto financeiro

    É fundamental projetar o impacto financeiro do aumento de PIS e Cofins sobre o fluxo de caixa da empresa. Isso inclui recalcular o DRE com as novas alíquotas efetivas, revisar precificação de produtos e serviços e avaliar se a empresa pode absorver o custo adicional ou se será necessário repassá-lo ao mercado.

    3. Avaliação de regime tributário

    Dependendo do porte e da atividade da empresa, pode ser vantajoso avaliar uma mudança de regime tributário. Empresas no Simples Nacional, por exemplo, seguem tabelas próprias que incorporam PIS e Cofins de forma diferente. Já o Lucro Presumido e o Lucro Real oferecem regras distintas para apuração dessas contribuições, e a melhor escolha depende da realidade de cada negócio.

    4. Acompanhamento contínuo da legislação

    O ambiente tributário brasileiro está em transformação acelerada. Novas regulamentações sobre a Reforma Tributária são publicadas com frequência, e acompanhar as mudanças em tempo real é indispensável. Contar com uma equipe contábil atualizada e orientada para o planejamento estratégico faz diferença direta no resultado da empresa.

    O papel do contador especializado nesse momento

    Diante de um cenário de mudanças tributárias simultâneas, o contador deixa de ser apenas um cumpridor de obrigações acessórias e assume papel estratégico na gestão do negócio. A análise correta dos impactos do corte de benefícios de PIS e Cofins, combinada com o entendimento da transição para a CBS, exige conhecimento técnico atualizado e visão de planejamento de médio e longo prazo.

    Segundo a Receita Federal do Brasil, as empresas têm a responsabilidade de manter o correto recolhimento das contribuições sociais, e o descumprimento das novas regras pode resultar em autuações, multas e juros sobre os valores não recolhidos adequadamente.

    Dados do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT) indicam que as empresas brasileiras gastam em média 1.501 horas por ano para cumprir obrigações tributárias, o que reforça a necessidade de processos bem estruturados e suporte contábil especializado.

    Grupo BRA 360: sua empresa preparada para as mudanças

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto todas as mudanças na legislação tributária brasileira e oferece suporte especializado para que sua empresa atravesse esse período de transição com segurança e eficiência. Nossa equipe está preparada para realizar a análise de impacto do corte de benefícios de PIS e Cofins, revisar seu planejamento tributário e orientar as melhores decisões para o seu negócio.

    Entre em contato com o Grupo BRA 360 e descubra como podemos ajudar sua empresa a se adaptar às mudanças tributárias de 2026 sem comprometer sua competitividade e seus resultados.

    Perguntas frequentes

    O que muda para as empresas com o corte de beneficios fiscais de PIS e Cofins em abril de 2026?

    A partir de abril de 2026, diversas desonoracoes, regimes especiais e aliquotas reduzidas de PIS e Cofins foram revisadas ou encerradas pelo governo federal. Empresas que se beneficiavam dessas condicoes passam a recolher aliquotas integrais, o que representa aumento real na carga tributaria para setores como alimentos, bebidas, farmacos e tecnologia.

    Como o corte de beneficios de PIS e Cofins se relaciona com a Reforma Tributaria?

    O corte esta diretamente ligado ao processo de Reforma Tributaria. A legislacao prevê a substituicao gradual do PIS e da Cofins pela CBS, que sera plenamente implementada ate 2033. Em 2026, os valores de CBS recolhidos a titulo de teste (0,9%) sao compensaveis com o PIS e a Cofins devidos. O onus real vem do encerramento dos beneficios tradicionais.

    Quais setores sao mais afetados pelo corte de beneficios de PIS e Cofins?

    A industria e o setor mais exposto: setores como alimentos, bebidas, papel e celulose, produtos farmaceuticos e agronegocio dependiam de aliquotas reduzidas e creditos presumidos para manter competitividade. O setor de servicos tambem sofre com a perda de regimes especiais para categorias como tecnologia, saude e educacao.

    Como uma empresa do regime nao cumulativo e afetada pelo corte de beneficios de PIS e Cofins?

    Empresas do regime nao cumulativo ja pagavam aliquotas de 1,65% de PIS e 7,6% de Cofins, mas aproveitavam creditos sobre insumos e despesas admitidas em lei. Com o corte, alguns creditos especificos deixam de ser aplicaveis, reduzindo o aproveitamento fiscal e elevando o tributo liquido a recolher, o que pode impactar diretamente as margens operacionais.

    O que as empresas devem fazer imediatamente diante do corte de beneficios de PIS e Cofins?

    O primeiro passo e mapear todos os beneficios fiscais de PIS e Cofins utilizados e verificar quais foram afetados pelas mudancas de abril de 2026. Em seguida, e necessario revisar o planejamento tributario com suporte de contador especializado, renegociar precos e contratos se necessario e avaliar o enquadramento no novo sistema tributario, considerando a transicao para CBS e IBS.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa mapeou quais beneficios de PIS e Cofins foram cortados em abril de 2026?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Contabeis.com.br | Corte de benefícios eleva PIS/Cofins a partir de abril de 2026.

  • Reforma Tributária 2026: Fase de Testes do CBS e IBS

    Reforma Tributária 2026: Fase de Testes do CBS e IBS

    A Reforma Tributária 2026 marca um ponto de inflexão histórico para o sistema fiscal brasileiro. A partir deste ano, empresas de todos os portes precisam adaptar sua gestão tributária para a nova realidade: a fase de transição prática, com os primeiros testes operacionais da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). Este é o começo de uma mudança que transformará completamente a forma como tributos são calculados, cobrados e recolhidos no Brasil até 2033.

    O que é a Fase de Testes da Reforma Tributária?

    O ano de 2026 inaugura a chamada fase de transição operacional da Reforma Tributária, prevista na Lei Complementar 214/2025 e complementada pela LC 227/2026, que criou o Comitê Gestor do IBS. Nesta etapa, as alíquotas dos novos tributos são reduzidas, quase simbólicas, justamente para que empresas, governos e a própria Receita Federal possam testar os sistemas, validar os processos e identificar gargalos antes da implementação plena.

    A transição não é uma opção: é uma obrigação legal. Desde janeiro de 2026, as notas fiscais já devem indicar os valores correspondentes à CBS e ao IBS, mesmo que com alíquotas de teste. A empresa que não se adequar agora pode enfrentar dificuldades maiores nas próximas fases, e a boa notícia é que, nesta etapa inicial, não haverá penalidades por erros operacionais, desde que haja boa-fé na adaptação.

    CBS: A Nova Contribuição Federal

    O que substitui e como funciona

    A CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) é o tributo federal que unifica três contribuições atualmente existentes:

    • PIS (Programa de Integração Social)
    • Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social)
    • IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)

    Na fase de testes de 2026, a alíquota da CBS é de apenas 0,9%. Esse percentual é aplicado sobre o valor das operações, seguindo a lógica não-cumulativa: cada elo da cadeia produtiva paga apenas sobre o valor que agregou, gerando crédito para compensação nas etapas seguintes.

    A CBS é administrada pela Receita Federal do Brasil e mantém a estrutura federal de arrecadação, porém com muito mais simplicidade e transparência.

    IBS: O Novo Imposto Subnacional

    Unificação do ICMS e ISS

    O IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) consolida dois dos tributos mais complexos e litigiosos do sistema brasileiro:

    • ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), estadual
    • ISS (Imposto Sobre Serviços), municipal

    Na fase de testes, a alíquota do IBS é de 0,1%, também incidindo sobre o valor agregado em cada etapa da cadeia. O IBS é coordenado pelo Comitê Gestor do IBS, órgão criado pela LC 227/2026 com representação de estados e municípios, responsável por padronizar a arrecadação e a distribuição entre os entes federativos.

    A unificação do ICMS e ISS sob o IBS é uma das mudanças mais esperadas pelo setor produtivo: elimina a guerra fiscal entre estados, simplifica o cálculo para empresas que operam em múltiplos municípios e reduz o contencioso tributário.

    Notas Fiscais: O que Muda na Prática

    Uma das primeiras mudanças visíveis da Reforma Tributária 2026 ocorre diretamente nos documentos fiscais. Desde janeiro de 2026, as notas fiscais eletrônicas (NF-e) e outros documentos fiscais devem:

    • Indicar o valor correspondente à CBS calculada sobre a operação
    • Indicar o valor correspondente ao IBS calculado sobre a operação
    • Manter os campos dos tributos atuais (PIS, Cofins, ICMS, ISS) enquanto durar a transição

    Isso significa que as empresas precisam atualizar seus sistemas de ERP e faturamento para contemplar os novos campos obrigatórios. Quem ainda não iniciou esse processo deve priorizar a atualização imediatamente.

    Cronograma da Transição até 2033

    A Reforma Tributária não acontece de uma vez. O legislador estabeleceu um período de transição gradual, que se estende de 2026 a 2033, com aumento progressivo das alíquotas de CBS e IBS e redução correspondente dos tributos atuais:

    • 2026: Fase de testes, CBS 0,9% / IBS 0,1%. Sem penalidades por erros operacionais.
    • 2027: Início da cobrança plena da CBS. Extinção do PIS e da Cofins.
    • 2029-2032: Redução gradual das alíquotas do ICMS e ISS, com aumento proporcional do IBS.
    • 2033: Extinção completa do ICMS e ISS. IBS em plena operação. Sistema unificado consolidado.

    O detalhamento completo do cronograma pode ser consultado diretamente no portal da Câmara dos Deputados e no Senado Federal.

    Dispensa de Penalidades: O que Significa para sua Empresa

    Um ponto fundamental que todo empresário e contador precisa compreender: a fase de 2026 prevê dispensa de penalidades para erros operacionais durante a adaptação. Isso não significa que a empresa está dispensada de cumprir as obrigações, mas sim que eventuais falhas técnicas no processo de adequação, como erros no preenchimento dos campos CBS/IBS nas notas fiscais, não serão punidas com multas.

    Essa é uma janela de oportunidade para que as empresas testem seus sistemas, treinem suas equipes e identifiquem pontos de atenção sem o risco de autuações. Mas atenção: a dispensa tem limites e não cobre omissões dolosas ou sonegação.

    Impactos para Empresas: O que Fazer Agora

    Diagnóstico tributário urgente

    O primeiro passo é entender como sua empresa está estruturada hoje e como os novos tributos impactarão o fluxo de caixa, a precificação e a gestão de créditos. Empresas do Simples Nacional têm regras específicas de transição que precisam ser analisadas separadamente.

    Atualização de sistemas

    ERP, software de emissão de notas fiscais, sistemas de apuração tributária, todos precisam ser atualizados para suportar os novos campos e cálculos. Verifique junto ao seu fornecedor de software se as atualizações já estão disponíveis.

    Capacitação da equipe financeira e contábil

    A Reforma Tributária introduz novos conceitos, novos formulários e novas rotinas. Investir em treinamento agora reduz erros e custos futuros.

    Planejamento tributário estratégico

    A transição cria oportunidades de planejamento: créditos acumulados de PIS/Cofins, revisão de regimes tributários, análise de cadeias de fornecimento. Um contador especializado é indispensável neste momento.

    Base Legal da Reforma Tributária 2026

    A implementação da Reforma Tributária se apoia em dois instrumentos normativos centrais:

    • Emenda Constitucional 132/2023: Base constitucional da reforma, aprovada pelo Congresso Nacional.
    • Lei Complementar 214/2025: Regulamenta a CBS, o IBS e o Imposto Seletivo, detalhando alíquotas, bases de cálculo, regimes especiais e o cronograma de transição.
    • Lei Complementar 227/2026: Cria e estrutura o Comitê Gestor do IBS, responsável pela gestão compartilhada entre estados e municípios.

    Fonte: Câmara dos Deputados, Reforma Tributária começa fase de transição com testes de novos impostos em 2026

    Grupo BRA 360: Seu Parceiro na Transição Tributária

    A Reforma Tributária 2026 não é uma ameaça, é uma oportunidade para empresas que se preparam com antecedência e contam com uma assessoria contábil estratégica de qualidade. O Grupo BRA 360 está pronto para guiar sua empresa por cada etapa desta transição: do diagnóstico tributário ao planejamento de longo prazo, da atualização de processos ao acompanhamento das regulamentações que ainda virão.

    Não espere as próximas fases da reforma chegarem para agir. Entre em contato com o Grupo BRA 360 agora e saiba como transformar a complexidade tributária em vantagem competitiva para o seu negócio.

    Perguntas frequentes

    O que é a fase de testes da Reforma Tributária em 2026?

    É a etapa inicial da transição operacional prevista na Lei Complementar 214/2025, complementada pela LC 227/2026. Desde janeiro de 2026, as notas fiscais devem indicar os valores da CBS e do IBS, ainda com alíquotas reduzidas de teste (CBS: 0,9%, IBS: 0,1%), para que empresas, governos e a Receita Federal validem os sistemas antes da implementação plena.

    Quais tributos o CBS substitui e quais o IBS substitui?

    A CBS substitui o PIS, a Cofins e o IPI, todos tributos federais. O IBS substitui o ICMS estadual e o ISS municipal, centralizando em um único imposto a tributação sobre circulação de bens e serviços hoje fragmentada entre estados e municípios. O IBS é coordenado pelo Comitê Gestor do IBS, órgão criado pela LC 227/2026 com representação de estados e municípios.

    O que precisa mudar nas notas fiscais eletrônicas a partir de 2026?

    As notas fiscais eletrônicas e outros documentos fiscais devem passar a indicar os valores correspondentes à CBS e ao IBS calculados sobre cada operação, mantendo também os campos dos tributos atuais (PIS, Cofins, ICMS, ISS) durante a transição. As empresas precisam atualizar seus sistemas de ERP e faturamento para contemplar esses novos campos obrigatórios.

    Como funcionará a transição da Reforma Tributária até 2033?

    A transição é gradual, com aumento progressivo das alíquotas de CBS e IBS e redução correspondente dos tributos atuais. Em 2026, as alíquotas são de teste (CBS 0,9%, IBS 0,1%). A cada ano o cronograma avança, até que em 2033 os tributos antigos sejam integralmente extintos e os novos estejam em plena operação com alíquotas definitivas.

    Empresas que errarem no preenchimento da CBS e do IBS em 2026 serão punidas?

    Não, desde que haja boa-fé na adaptação. Nesta etapa inicial, não haverá penalidades por erros operacionais. As empresas têm o período de carência para ajustar sistemas, treinar equipes e garantir conformidade. Porém, a adequação é obrigação legal desde janeiro de 2026 e as empresas que não se adaptarem agora poderão enfrentar dificuldades maiores nas próximas fases.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa já adaptou os sistemas para a fase de testes do CBS e do IBS?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

    Falar com a BRA 360 Consultoria

  • Apostas no IR 2026: Como Declarar Ganhos com Bets

    Apostas no IR 2026: Como Declarar Ganhos com Bets

    As apostas esportivas no IR 2026 passam a ter regras claras de declaração. A partir deste ano, contribuintes que realizaram apostas em plataformas de bets são obrigados a informar ganhos e perdas na Declaração do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF 2026). A mudança acompanha a regulamentação do mercado de apostas esportivas no Brasil, que entrou em vigor em 2025 e trouxe consigo um conjunto de obrigações fiscais até então inexistentes.

    Se você apostou em plataformas de bets ao longo de 2025, continue lendo: este guia explica passo a passo como declarar, quais códigos usar e como calcular o imposto devido.

    Por que as Apostas Esportivas Agora Precisam Ser Declaradas?

    A regulamentação das bets no Brasil foi um marco importante. Com a legalização e fiscalização das casas de apostas, a Receita Federal ganhou acesso a informações cruzadas sobre movimentações financeiras dos apostadores. Isso significa que omitir ganhos com apostas esportivas pode configurar sonegação fiscal.

    Segundo a Agência Brasil, as principais mudanças do IR 2026 incluem a criação de códigos específicos para bets na ficha de Bens e Direitos, além da obrigatoriedade de declarar tanto ganhos quanto perdas com apostas esportivas.

    Quem Está Obrigado a Declarar Apostas Esportivas no IR 2026?

    A obrigatoriedade de declarar apostas esportivas aplica-se a todos os contribuintes que:

    • Obtiveram ganhos líquidos positivos com apostas esportivas em 2025;
    • Realizaram movimentações em plataformas de bets regulamentadas no Brasil;
    • Já são obrigados a entregar a declaração por outros critérios (rendimentos acima do limite, bens acima de R$ 800 mil, etc.);
    • Receberam ganhos que ultrapassam a faixa de isenção estabelecida pela Receita Federal.

    Mesmo quem teve prejuízo líquido ao longo do ano deve informar os valores na declaração, garantindo transparência perante o Fisco.

    A Alíquota de 15% Sobre os Ganhos com Bets

    Um dos pontos mais relevantes para os apostadores é a alíquota de 15% sobre os ganhos líquidos com apostas esportivas. Veja como funciona o cálculo:

    O que são Ganhos Líquidos?

    Ganho líquido é a diferença positiva entre o total recebido em prêmios e o total investido em apostas ao longo do ano-calendário. Exemplo prático:

    • Total apostado em 2025: R$ 10.000
    • Total recebido em prêmios: R$ 16.000
    • Ganho líquido: R$ 6.000
    • Imposto devido (15%): R$ 900

    Se o resultado for negativo (mais apostado do que recebido), não há imposto a pagar, mas o prejuízo deve ser informado na declaração.

    Existe Isenção para Pequenos Valores?

    A Receita Federal pode prever faixas de isenção para ganhos de pequeno valor. Consulte a tabela atualizada no site oficial da Receita Federal do Brasil para verificar os limites vigentes para o IRPF 2026.

    Como Declarar Apostas Esportivas no Programa do IR 2026

    Passo 1, Acesse a Ficha de Bens e Direitos

    No programa da Declaração do IRPF 2026, acesse a ficha “Bens e Direitos”. Serão utilizados os novos códigos criados especificamente para apostas esportivas.

    Passo 2, Utilize os Códigos Específicos para Bets

    A Receita Federal criou códigos específicos para apostas esportivas na ficha de Bens e Direitos do IRPF 2026. Esses códigos permitem informar:

    • Saldo em carteiras de apostas no início e no fim do período;
    • Identificação da plataforma de bets utilizada (CNPJ ou identificador);
    • Valores apostados e prêmios recebidos de forma discriminada.

    Atenção: confirme os códigos exatos no portal da Receita Federal, pois podem ser atualizados a cada exercício fiscal.

    Passo 3, Informe os Ganhos na Ficha de Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva

    Os ganhos líquidos com apostas esportivas devem ser declarados na ficha de Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, com a alíquota de 15% aplicada diretamente sobre o ganho líquido apurado.

    Passo 4, Reúna os Comprovantes

    Guarde todos os extratos e históricos de apostas fornecidos pelas plataformas de bets. Esses documentos são essenciais para:

    • Comprovar os valores declarados em caso de fiscalização;
    • Calcular corretamente o ganho ou perda líquida;
    • Identificar cada plataforma com seu respectivo CNPJ.

    Plataformas de Bets São Obrigadas a Informar à Receita Federal?

    Sim. Com a regulamentação das bets no Brasil em 2025, as plataformas autorizadas a operar no país são obrigadas a fornecer informações à Receita Federal sobre os valores movimentados pelos usuários. Isso significa que o Fisco pode cruzar os dados informados na sua declaração com as informações reportadas pelas empresas de apostas.

    Portanto, a transparência na declaração é fundamental para evitar problemas com a malha fina.

    Ganhos e Perdas: Tudo Precisa Ser Informado

    Um ponto que gera dúvidas entre os apostadores é a necessidade de informar também as perdas. Mesmo que o resultado líquido do ano seja negativo, a Receita Federal exige que os valores sejam declarados. Isso serve para:

    • Manter a consistência com as informações reportadas pelas plataformas;
    • Comprovar que não houve omissão de receitas;
    • Eventualmente aproveitar prejuízos como compensação em anos futuros (sujeito à regulamentação específica).

    Principais Mudanças do IR 2026 Relacionadas às Bets

    De acordo com informações divulgadas pela Agência Brasil, as principais novidades do IRPF 2026 relacionadas às apostas esportivas são:

    • Criação de códigos específicos para bets na ficha de Bens e Direitos;
    • Obrigatoriedade de declarar ganhos e perdas com apostas esportivas;
    • Alíquota de 15% sobre os ganhos líquidos;
    • Cruzamento de dados entre Receita Federal e plataformas de bets regulamentadas;
    • Maior rigor na fiscalização de movimentações financeiras oriundas de apostas.

    Erros Comuns ao Declarar Apostas Esportivas, e Como Evitá-los

    1. Declarar apenas os prêmios, sem descontar os valores apostados

    O imposto incide sobre o ganho líquido (prêmios menos apostas), não sobre o valor bruto dos prêmios recebidos.

    2. Omitir apostas em plataformas estrangeiras

    Plataformas internacionais também precisam ser declaradas. Ganhos obtidos no exterior seguem regras específicas de tributação de rendimentos externos.

    3. Não guardar os comprovantes das plataformas

    Solicite o extrato completo de apostas de cada plataforma utilizada em 2025 antes de fechar sua declaração.

    4. Ignorar a declaração por considerar os valores pequenos

    Independentemente do valor, se você realizou apostas em plataformas regulamentadas, os dados serão cruzados. Declare corretamente.

    Conte com o Grupo BRA 360 para Não Errar na Declaração

    As mudanças no IR 2026 relacionadas às apostas esportivas são apenas um dos desafios que os contribuintes enfrentarão neste ano. A correta interpretação das regras fiscais, o uso dos códigos certos e o cálculo preciso do ganho líquido fazem toda a diferença entre uma declaração correta e a temida malha fina.

    O Grupo BRA 360 conta com especialistas em contabilidade e planejamento tributário prontos para ajudar você, pessoa física ou jurídica, a declarar o Imposto de Renda 2026 com segurança e tranquilidade.

    Entre em contato conosco e agende uma consulta. Nossos profissionais estão atualizados com todas as novidades do IRPF 2026, incluindo as regras para apostas esportivas e bets.

    Perguntas frequentes

    Quem é obrigado a declarar apostas esportivas no IR 2026?

    A obrigatoriedade se aplica a todos os contribuintes que obtiveram ganhos líquidos positivos com apostas esportivas em 2025, realizaram movimentações em plataformas de bets regulamentadas no Brasil, já são obrigados a entregar a declaração por outros critérios ou receberam ganhos que ultrapassam a faixa de isenção da Receita Federal. Mesmo quem teve prejuízo líquido deve informar os valores.

    Como calcular o imposto sobre ganhos com bets no IR 2026?

    A alíquota é de 15% sobre o ganho líquido, que é a diferença positiva entre o total recebido em prêmios e o total apostado ao longo do ano-calendário. Por exemplo: quem apostou R$ 10 mil e recebeu R$ 16 mil tem ganho líquido de R$ 6 mil e imposto devido de R$ 900. Se o resultado for negativo, não há imposto a pagar, mas o prejuízo deve ser informado.

    Em qual ficha da declaração do IR 2026 os ganhos com bets devem ser informados?

    Os ganhos líquidos com apostas esportivas devem ser declarados na ficha de Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva/Definitiva, com a alíquota de 15% aplicada sobre o ganho líquido apurado. Na ficha de Bens e Direitos, usam-se os novos códigos criados especificamente para apostas, permitindo informar saldos em carteiras, identificação da plataforma e valores apostados.

    Por que omitir ganhos com bets pode configurar sonegação fiscal em 2026?

    Com a regulamentação das casas de apostas, a Receita Federal passou a ter acesso a informações cruzadas sobre movimentações financeiras dos apostadores. As plataformas regulamentadas enviam dados ao Fisco, portanto omitir ganhos com apostas esportivas pode configurar sonegação. O cruzamento de dados é automático, tornando a omissão facilmente detectável.

    Que documentos guardar para comprovar apostas esportivas na declaração do IR?

    É essencial guardar todos os extratos e históricos de apostas fornecidos pelas plataformas de bets. Esses documentos servem para comprovar os valores declarados em caso de fiscalização e para calcular corretamente o ganho líquido (diferença entre prêmios recebidos e valores apostados). Confirme os códigos exatos no portal da Receita Federal, pois podem ser atualizados a cada exercício.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Teve ganhos com apostas esportivas em 2025? Saiba como declarar no IR 2026.

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Agência Brasil, Tira-dúvidas do IR 2026 | Receita Federal do Brasil

  • ECD e ECF: Atualizações para 2026

    ECD e ECF: Atualizações para 2026

    ECD e ECF 2026: o que mudou e como se preparar

    As atualizações da ECD ECF 2026 trazem mudanças importantes que todo profissional contábil precisa conhecer. A Receita Federal concluiu a atualização dos manuais técnicos e dos Programas Geradores de Escrituração (PGE), e as novidades incluem desde alterações estruturais no leiaute até a aceitação do CNPJ em formato alfanumérico. Neste artigo, detalhamos cada mudança e orientamos como sua empresa ou escritório deve se preparar.

    A Escrituração Contábil Digital (ECD) e a Escrituração Contábil Fiscal (ECF) são obrigações acessórias fundamentais do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Qualquer erro ou atraso na entrega pode gerar multas significativas e problemas com a fiscalização. Por isso, acompanhar as atualizações é essencial para manter a conformidade.

    Principais mudanças na ECF para 2026

    A ECF passou por alterações estruturais relevantes que impactam diretamente a forma como as empresas transmitem suas informações fiscais. Confira os principais pontos:

    Leiaute 12: nova versão da ECF

    A Receita Federal disponibilizou o leiaute 12 da ECF, que será utilizado para a transmissão das informações do ano-calendário de 2025, bem como para eventos societários ocorridos em 2026. Essa atualização traz ajustes em registros existentes e a inclusão de novos campos obrigatórios.

    A versão 12.0.1 do programa da ECF já está disponível no site da Receita Federal e deve ser utilizada para todas as transmissões referentes ao ano-calendário 2025 e situações especiais de 2026. O programa inclui melhorias de desempenho e correções de bugs identificados na versão anterior.

    CNPJ alfanumérico

    Uma das novidades mais relevantes é a aceitação do CNPJ em formato alfanumérico pela ECF. Essa mudança acompanha a implementação gradual do novo formato de CNPJ pela Receita Federal, que passará a conter letras além de números. Os sistemas contábeis precisam estar atualizados para gerar corretamente as escriturações com o novo formato.

    Novas validações e cruzamentos

    O programa da ECF agora inclui validações mais rigorosas envolvendo registros como P300 e Y570, ampliando o cruzamento de dados fiscais. Isso significa que inconsistências que antes passavam despercebidas agora serão identificadas automaticamente pelo sistema, exigindo maior cuidado na preparação dos dados.

    Além disso, alguns campos que antes permitiam edição manual agora possuem cálculo automático, reduzindo a possibilidade de erros mas também limitando intervenções manuais que antes eram possíveis. Os profissionais precisam estar atentos a essas mudanças para evitar rejeições na transmissão.

    Atualizações na ECD para 2026

    As mudanças na Escrituração Contábil Digital para 2026 são menos extensas que as da ECF, mas igualmente importantes:

    Atualização do manual de orientações

    A principal novidade na ECD é a atualização do manual de orientações. A mudança tem caráter técnico e visa aprimorar a interpretação das regras existentes, esclarecendo pontos que geravam dúvidas entre os profissionais contábeis.

    É importante destacar que empresas que já transmitiram a ECD referente ao ano-calendário de 2025 não precisarão realizar ajustes retroativos. A atualização do manual não altera as regras de escrituração em si, apenas melhora a documentação para futuras entregas.

    PGE da ECD: versão 10.3.4

    A versão 10.3.4 do Programa Gerador de Escrituração da ECD também passou a aceitar a transmissão utilizando o CNPJ em formato alfanumérico, alinhando-se à mudança implementada na ECF. Os escritórios que utilizam versões anteriores do programa devem realizar a atualização antes da próxima entrega.

    Prazos de entrega em 2026

    Fique atento aos prazos para evitar multas e penalidades:

    ECD, prazo final: 30 de junho de 2026

    O prazo final para transmissão da ECD referente ao ano-calendário 2025 é 30 de junho de 2026 (terça-feira), até às 23h59min59s, horário de Brasília. Embora o prazo pareça distante, é fundamental iniciar a preparação com antecedência, especialmente considerando as novas validações do sistema.

    ECF, prazo final: 31 de julho de 2026

    A ECF referente ao ano-calendário 2025 deve ser transmitida até 31 de julho de 2026. Como a ECF depende dos dados da ECD, é essencial que a escrituração contábil digital esteja concluída e validada antes de iniciar a preparação da escrituração fiscal.

    Multas por atraso

    As multas por entrega em atraso são significativas e variam conforme o regime tributário da empresa:

    • ECD: multa de R$ 500 por mês-calendário de atraso para empresas do Lucro Presumido, e R$ 1.500 para empresas do Lucro Real.
    • ECF: multa de 0,25% por mês-calendário de atraso sobre o lucro líquido antes do IRPJ e da CSLL, limitada a 10%.

    Essas penalidades reforçam a importância de manter um cronograma rigoroso de preparação e entrega das obrigações.

    Como se preparar para a entrega da ECD e ECF em 2026

    Para garantir uma entrega tranquila e sem contratempos, recomendamos seguir este cronograma:

    Março a abril: preparação

    • Atualizar os sistemas contábeis para as versões mais recentes
    • Verificar a compatibilidade com o CNPJ alfanumérico
    • Revisar os saldos contábeis do ano-calendário 2025
    • Identificar e corrigir inconsistências nos lançamentos

    Maio: validação da ECD

    • Gerar o arquivo da ECD no formato do leiaute atualizado
    • Executar o validador do PGE e corrigir erros e avisos
    • Realizar cruzamentos internos de dados
    • Obter assinaturas digitais necessárias

    Junho: entrega da ECD e preparação da ECF

    • Transmitir a ECD até 30 de junho
    • Iniciar a recuperação dos dados da ECD para a ECF
    • Preparar os ajustes do Lalur/Lacs

    Julho: entrega da ECF

    • Validar o arquivo da ECF com as novas regras do leiaute 12
    • Verificar cruzamentos com P300 e Y570
    • Transmitir a ECF até 31 de julho

    Impacto da Reforma Tributária nas obrigações acessórias

    É importante contextualizar as atualizações da ECD e ECF dentro do cenário mais amplo da Reforma Tributária de 2026. Com a introdução do IBS e da CBS, novas obrigações acessórias poderão ser criadas nos próximos anos, e as existentes tendem a ser adaptadas ao novo modelo tributário.

    Os profissionais contábeis devem estar preparados para um período de transição que exigirá conhecimento tanto do sistema atual quanto do novo modelo. A atualização constante é fundamental para manter a conformidade e evitar problemas com a fiscalização.

    Para entender como as mudanças tributárias afetam sua declaração de imposto de renda, confira nosso artigo sobre as regras oficiais do IRPF 2026.

    Erros mais comuns na entrega da ECD e ECF

    Com base na experiência de entregas anteriores, listamos os erros mais frequentes que devem ser evitados:

    1. Saldos divergentes: diferenças entre os saldos finais da ECD e os iniciais informados na ECF.
    2. Plano de contas inconsistente: contas referenciadas incorretamente no plano da Receita Federal.
    3. Assinaturas faltantes: falta de assinatura digital do contador ou do responsável pela empresa.
    4. Dados de identificação errados: CNPJ, razão social ou qualificação do signatário incorretos.
    5. Versão desatualizada do PGE: utilização de versão antiga do programa validador.

    Cada um desses erros pode gerar rejeição do arquivo e necessidade de retificação, consumindo tempo e recursos do escritório.

    Ferramentas e recursos úteis

    Para facilitar a preparação e entrega das escriturações, utilize os seguintes recursos oficiais:

    • Portal do SPED, downloads de programas e manuais
    • Perguntas frequentes da ECF no site da Receita Federal
    • Manuais de orientação atualizados para ECD e ECF
    • Fóruns técnicos do CFC e dos conselhos regionais

    A utilização de ferramentas de inteligência artificial para compliance fiscal também pode ajudar a identificar inconsistências nos dados antes da transmissão, reduzindo o risco de erros.

    Conclusão

    As atualizações da ECD e ECF para 2026 reforçam a tendência de maior rigor e automação nas obrigações acessórias. O leiaute 12 da ECF, o CNPJ alfanumérico e as novas validações exigem que escritórios contábeis e empresas estejam com seus sistemas e processos atualizados.

    O Grupo BRA 360 está preparado para auxiliar sua empresa no cumprimento dessas obrigações com segurança e eficiência. Nossa equipe acompanha todas as atualizações da Receita Federal e garante que suas escriturações sejam entregues dentro do prazo e em conformidade com a legislação vigente. Entre em contato conosco.

    Perguntas frequentes

    Quais são as principais atualizações da ECD e da ECF para 2026?

    As mudanças reforçam a tendência de maior rigor e automação nas obrigações acessórias. Entre os destaques estão o leiaute 12 da ECF, a adoção do CNPJ alfanumérico e novas validações, que exigem que escritórios contábeis e empresas mantenham sistemas e processos atualizados para a transmissão.

    O que é a ECD?

    A ECD, Escrituração Contábil Digital, é a versão eletrônica da escrituração contábil da empresa, como livro diário e razão, transmitida ao Sped. Ela substitui os livros físicos e serve de base para outras obrigações, tendo forte interdependência com a ECF.

    O que é a ECF e para que serve?

    A ECF, Escrituração Contábil Fiscal, surgiu para substituir a antiga DIPJ e é usada para apurar o IRPJ e a CSLL. Ela tem forte interdependência com a ECD, já que os dados da escrituração contábil alimentam a apuração fiscal informada na ECF.

    Como escritórios e empresas devem se preparar?

    É preciso atualizar sistemas e processos para o leiaute 12 e o CNPJ alfanumérico, além de validar os dados antes da transmissão. Ferramentas de inteligência artificial para compliance fiscal ajudam a identificar inconsistências e reduzir o risco de erros na entrega.

    Onde encontrar orientação oficial sobre ECD e ECF?

    As fontes recomendadas são o site da Receita Federal, com programas, manuais e perguntas frequentes da ECF, os manuais de orientação atualizados para ECD e ECF, e os fóruns técnicos do CFC e dos conselhos regionais de contabilidade.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Suas escriturações ECD e ECF estão prontas para as mudanças de 2026?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Contábeis – ECD e ECF terão atualizações até janeiro

  • Obrigações Acessórias Janeiro 2026

    Obrigações Acessórias Janeiro 2026

    As obrigações acessórias 2026 começam com força total já em janeiro, um mês estratégico para a rotina fiscal e contábil das empresas brasileiras. Após o encerramento do ano-calendário de 2025, é nesse período que escritórios de contabilidade e departamentos fiscais precisam organizar informações, cumprir prazos rigorosos e garantir a conformidade com o Fisco. Neste guia completo, detalhamos todas as entregas e obrigações que exigem atenção redobrada no início de 2026.

    Calendário de Obrigações de Janeiro

    Janeiro concentra uma série de obrigações acessórias com prazos definidos pela Receita Federal e demais órgãos. As principais datas incluem:

    • Dia 7: FGTS, recolhimento referente à competência de dezembro de 2025
    • Dia 15: EFD-Contribuições, referente a novembro de 2025
    • Dia 20: INSS, recolhimento das contribuições previdenciárias
    • Dia 20: DAS do Simples Nacional e do MEI, pagamento mensal
    • Dia 20: DCTF mensal, referente a novembro de 2025
    • Dia 30: Último dia para adesão ao Simples Nacional e ao Simei

    Cada uma dessas obrigações possui particularidades que merecem atenção. O atraso ou a entrega com informações incorretas pode acarretar multas significativas e até mesmo a exclusão de regimes tributários diferenciados.

    FGTS: Recolhimento e Novas Regras

    O recolhimento do FGTS referente à competência de dezembro de 2025 deve ser efetuado até o dia 7 de janeiro. Com a implantação do FGTS Digital, que passou a ser obrigatório para todas as empresas, o processo de recolhimento está integrado ao eSocial, o que exige que os dados da folha de pagamento estejam corretos e consistentes.

    É fundamental que os profissionais de departamento pessoal confiram se todos os eventos do eSocial relativos a dezembro foram transmitidos corretamente antes de efetuar o recolhimento. Divergências entre os valores informados no eSocial e os efetivamente recolhidos podem gerar notificações automáticas do sistema de fiscalização digital.

    Contribuições Previdenciárias (INSS)

    As contribuições previdenciárias relativas à competência de dezembro de 2025 devem ser recolhidas até o dia 20 de janeiro. Com a atualização das faixas de contribuição do INSS, decorrente do novo salário mínimo de R$ 1.621,00, é essencial que os sistemas de folha de pagamento estejam parametrizados com os novos valores desde a competência de janeiro.

    A alíquota progressiva do INSS continua em vigor, com faixas que variam de 7,5% a 14%. A correta aplicação dessas alíquotas é crucial para evitar recolhimentos a menor ou a maior, que podem resultar em autuações ou em créditos tributários não aproveitados.

    DAS do Simples Nacional e MEI

    O Documento de Arrecadação do Simples Nacional referente à competência de dezembro deve ser pago até o dia 20. Para os microempreendedores individuais, o valor do DAS do MEI em 2026 foi reajustado, variando entre R$ 82,05 e R$ 87,05, conforme a atividade exercida.

    Empresas optantes pelo Simples Nacional devem verificar se o cálculo do DAS está considerando corretamente as receitas auferidas e as alíquotas aplicáveis a cada faixa de faturamento. Erros no cálculo podem gerar diferenças que serão identificadas pela Receita Federal nos cruzamentos de dados.

    Prazo de Adesão ao Simples Nacional

    Uma das obrigações mais importantes de janeiro é o prazo para adesão ao Simples Nacional, que se encerra no dia 30. Empresas já em atividade que desejam optar pelo regime simplificado devem fazer a solicitação por meio do Portal do Simples Nacional. Se deferida, a opção retroage a 1º de janeiro de 2026.

    Para empresas que foram excluídas do Simples Nacional no final de 2025, janeiro é a oportunidade de regularizar pendências e solicitar nova adesão. Todas as pendências fiscais e cadastrais apontadas pelos entes federados devem ser resolvidas antes do vencimento do prazo, sob pena de indeferimento da solicitação.

    DCTF Mensal e DCTFWeb

    A DCTF mensal referente a novembro de 2025 deve ser entregue até o dia 20 de janeiro. Essa declaração informa à Receita Federal os débitos apurados pela empresa e as respectivas formas de quitação, incluindo pagamentos, compensações e parcelamentos.

    Com a progressiva substituição da DCTF tradicional pela DCTFWeb, as empresas precisam estar atentas às regras de transição. A DCTFWeb consolida informações do eSocial e da EFD-Reinf, simplificando o processo declaratório mas exigindo maior integração entre os sistemas contábeis e as plataformas governamentais.

    EFD-Contribuições

    A Escrituração Fiscal Digital das Contribuições referente a novembro de 2025 deve ser transmitida até o dia 15 de janeiro. Essa obrigação é aplicável a empresas do Lucro Real e do Lucro Presumido e contempla informações sobre PIS/Pasep, Cofins e contribuição previdenciária sobre a receita bruta.

    A EFD-Contribuições exige a correta classificação das receitas e das despesas para fins de apuração dos créditos fiscais, especialmente no regime não cumulativo. Erros na escrituração podem resultar em glosas de créditos e em cobranças adicionais de tributos.

    IBS e CBS nas Notas Fiscais

    A partir de janeiro de 2026, uma novidade importante é a obrigatoriedade de destacar os valores do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) nas notas fiscais eletrônicas. Embora esses tributos ainda estejam em fase de testes, a informação é obrigatória e visa preparar empresas e consumidores para a plena implementação da reforma tributária.

    Os sistemas de emissão de NF-e e NFS-e devem ser atualizados para incluir os novos campos. Profissionais contábeis devem se familiarizar com as alíquotas de referência e os critérios de cálculo aplicáveis durante o período transitório.

    Obrigações Anuais com Prazo em 2026

    Além das obrigações mensais de janeiro, é importante já se organizar para as grandes entregas anuais de 2026:

    • ECD (Escrituração Contábil Digital): prazo até 31 de maio de 2026, referente ao ano-calendário 2025
    • ECF (Escrituração Contábil Fiscal): prazo até 31 de julho de 2026, referente a 2025
    • DEFIS: prazo até março de 2026 para empresas do Simples Nacional, confira detalhes sobre a DEFIS 2026

    A preparação antecipada para essas entregas é fundamental. Empresas que deixam para reunir documentos e conciliar informações na última hora correm maior risco de erros e de multas por atraso.

    Como o Grupo BRA 360 Pode Ajudar

    O cumprimento tempestivo das obrigações acessórias é um dos pilares da gestão contábil eficiente. Com a crescente digitalização e o aumento da fiscalização automatizada, não há margem para erros ou atrasos. O Grupo BRA 360 oferece uma assessoria contábil completa que inclui o acompanhamento de todos os prazos, a revisão das declarações e a garantia de conformidade com a legislação vigente. Fale com nossos especialistas e mantenha sua empresa segura.

    Perguntas frequentes

    Quais são os principais prazos de obrigações acessórias em janeiro de 2026?

    Janeiro concentra prazos críticos: dia 7 para o FGTS de dezembro de 2025; dia 15 para EFD-Contribuições de novembro de 2025; dia 20 para INSS, DAS do Simples Nacional e MEI, e DCTF mensal de novembro de 2025; dia 30 para adesão ao Simples Nacional e ao Simei. O descumprimento pode gerar multas e exclusão de regimes tributários diferenciados.

    O que mudou no recolhimento do FGTS em 2026?

    Com a implantação do FGTS Digital, obrigatório para todas as empresas, o processo de recolhimento está integrado ao eSocial. Os dados da folha de pagamento devem estar corretos e consistentes antes do recolhimento. Divergências entre os valores informados no eSocial e os efetivamente recolhidos podem gerar notificações automáticas do sistema de fiscalização digital.

    O valor do DAS do MEI foi reajustado em janeiro de 2026?

    Sim. Com o novo salário mínimo de R$ 1.621,00, o valor do DAS do MEI foi reajustado e varia entre R$ 82,05 e R$ 87,05, conforme a atividade exercida. O pagamento deve ser efetuado até o dia 20 de janeiro para a competência de dezembro de 2025. Atrasos geram multa, juros e podem comprometer benefícios previdenciários.

    Por que a tabela do INSS precisou ser atualizada em janeiro de 2026?

    Com o novo salário mínimo de R$ 1.621,00, as faixas de contribuição do INSS foram atualizadas pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13/2026. Os limites de cada faixa foram reajustados proporcionalmente, mantendo as alíquotas progressivas entre 7,5% e 14%. Os sistemas de folha de pagamento devem estar parametrizados com os novos valores desde a competência de janeiro.

    O que é a DCTF mensal e quando deve ser entregue em janeiro de 2026?

    A DCTF mensal referente a novembro de 2025 deve ser entregue até o dia 20 de janeiro. Essa declaração informa à Receita Federal os débitos apurados pela empresa. Profissionais contábeis devem garantir que todos os valores estejam corretos, pois inconsistências podem gerar cruzamentos automáticos com outras obrigações e resultar em autuações.

    Por Junior Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Atua na estruturação contábil, tributária e societária de empresas que precisam crescer com segurança jurídica e fiscal.

    Sua empresa cumpriu todas as obrigações acessórias de janeiro?

    A BRA 360 Contábil cuida da contabilidade estratégica, das obrigações acessórias e do departamento pessoal com inteligência de dados.

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    Fonte: Contábeis, Confira as últimas entregas e obrigações acessórias de janeiro de 2026.

  • 5 Mudanças Fiscais que Impactam 2026

    5 Mudanças Fiscais que Impactam 2026

    O ano de 2026 representa um marco histórico para o sistema tributário brasileiro. Com a entrada em vigor da fase de testes da reforma tributária, uma série de mudanças fiscais em 2026 passam a impactar diretamente empresas de todos os portes e segmentos. Conhecer essas alterações é fundamental para garantir conformidade e aproveitar oportunidades.

    Neste artigo, detalhamos as cinco mudanças fiscais mais relevantes que estão transformando o cenário tributário brasileiro neste ano e o que sua empresa precisa fazer para se adaptar.

    1. Início da Cobrança Teste de IBS e CBS

    A mudança mais significativa de 2026 é, sem dúvida, o início operacional dos dois novos tributos criados pela reforma tributária: o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).

    A partir de janeiro de 2026, todos os contribuintes devem destacar esses tributos em seus documentos fiscais eletrônicos, com alíquotas de teste de 0,1% para o IBS e 0,9% para a CBS. Embora o recolhimento efetivo esteja dispensado durante este ano, conforme as orientações da Receita Federal, o cumprimento das obrigações acessórias é obrigatório.

    Essa mudança exige que todas as empresas atualizem seus sistemas de emissão de notas fiscais, reclassifiquem produtos e serviços e treinem suas equipes para operar dentro do novo modelo. Quem não se adequar corre o risco de ter as operações interrompidas pela reforma tributária.

    2. Obrigatoriedade de Novos Campos na NF-e

    A segunda mudança fiscal de grande impacto é a obrigatoriedade de novos campos nos documentos fiscais eletrônicos. A NF-e (Nota Fiscal Eletrônica), NFC-e (Nota Fiscal de Consumidor Eletrônica) e demais documentos fiscais passam a exigir campos específicos para o destaque do IBS e da CBS.

    Isso significa que os softwares de emissão de notas fiscais precisam ser atualizados para contemplar esses novos campos, seguindo o layout definido pelo padrão nacional de NF-e para 2026. Empresas que utilizam sistemas próprios ou softwares de terceiros devem verificar junto aos fornecedores se as atualizações já foram implementadas.

    O padrão será nacional, eliminando diferenças regionais nos documentos fiscais. As secretarias de Fazenda dos estados e municípios também precisam adequar seus sistemas para receber e validar os novos documentos.

    3. CNPJ Obrigatório para Pessoas Físicas Contribuintes

    Uma mudança que surpreendeu muitos profissionais é a exigência de CNPJ para determinadas pessoas físicas que se tornam contribuintes do IBS e da CBS. A partir de julho de 2026, as seguintes categorias precisarão obter inscrição no CNPJ:

    • Produtores rurais pessoa física que realizem operações tributadas;
    • Transportadores autônomos de cargas;
    • Profissionais liberais como advogados, médicos e engenheiros que prestem serviços como pessoa física;
    • Pessoas físicas que realizem operações no mercado imobiliário sujeitas à tributação.

    Essa exigência amplia significativamente o número de contribuintes no sistema e demanda um trabalho de orientação por parte dos escritórios contábeis e profissionais da área.

    4. Adiamento do Split Payment para 2027

    O split payment, mecanismo que automatizará o recolhimento de tributos no momento da transação financeira, teve sua fase de testes adiada para 2027. Essa decisão trouxe um alívio temporário para as empresas, que terão mais tempo para se preparar para essa mudança estrutural.

    Quando implementado, o split payment funcionará da seguinte forma: no momento em que o cliente efetuar o pagamento (cartão, Pix ou outros meios eletrônicos), o sistema bancário ou a credenciadora separará automaticamente a parcela referente aos tributos (IBS e CBS), direcionando-a ao Fisco. Na conta da empresa vendedora, cairá apenas o valor líquido da operação.

    Embora adiado, o impacto potencial no fluxo de caixa é relevante. Muitas empresas, especialmente no varejo, utilizam o prazo entre a venda e o vencimento do imposto para girar esse dinheiro como capital de giro. Com o split payment, esse “float financeiro” deixará de existir.

    5. Cashback Tributário e Cesta Básica com Alíquota Zero

    A reforma tributária trouxe também mudanças com impacto social. O cashback tributário prevê a devolução de parte dos impostos pagos por famílias de baixa renda inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda mensal de até meio salário mínimo por pessoa.

    Além disso, os produtos da cesta básica passam a ter alíquota zero dos tributos sobre consumo. Essa medida visa reduzir o impacto da tributação sobre itens essenciais e beneficiar as camadas mais vulneráveis da população.

    Para as empresas que comercializam produtos da cesta básica, essa mudança exige atenção especial na classificação dos itens e no correto tratamento fiscal das operações com alíquota zero, que deve ser destacada nos documentos fiscais mesmo quando não gera recolhimento.

    Como as Empresas Devem se Preparar

    Diante dessas cinco mudanças fiscais, as empresas brasileiras precisam adotar uma postura proativa. Algumas ações prioritárias incluem:

    • Atualizar sistemas ERP e de emissão de notas fiscais para contemplar IBS e CBS;
    • Reclassificar produtos e serviços conforme as novas categorias tributárias;
    • Revisar o planejamento tributário considerando o novo cenário de transição;
    • Capacitar equipes das áreas fiscal, contábil e financeira;
    • Acompanhar regulamentações que continuam sendo publicadas pela Receita Federal e pelo Comitê Gestor do IBS;
    • Preparar o fluxo de caixa para o impacto futuro do split payment em 2027.

    Cronograma da Transição Tributária

    Para facilitar o planejamento, veja os marcos principais da transição:

    • 2026: fase de testes (destaque obrigatório, recolhimento dispensado);
    • 2027: início da cobrança efetiva da CBS e do Imposto Seletivo, testes do split payment;
    • 2029-2032: transição gradual do IBS, com redução progressiva de ICMS e ISS;
    • 2033: extinção total de ICMS e ISS, sistema novo em pleno funcionamento.

    Entender as tendências da contabilidade estratégica para 2026 é essencial para navegar esse período de transformação com segurança e eficiência.

    Conte com o Grupo BRA 360

    O Grupo BRA 360 acompanha de perto todas as mudanças fiscais de 2026 e oferece assessoria especializada para empresas que precisam se adequar ao novo cenário tributário. Nossa equipe está preparada para orientar sua transição com segurança. Entre em contato e mantenha sua empresa em conformidade.


    Perguntas frequentes

    Quais são as 5 mudanças fiscais mais importantes de 2026?

    As cinco mudanças são: início da cobrança-teste de IBS e CBS com alíquotas de 0,1% e 0,9%; obrigatoriedade de novos campos na NF-e para destaque dos novos tributos; exigência de CNPJ para determinadas pessoas físicas contribuintes a partir de julho de 2026; adiamento do split payment para 2027; e aumento do salário mínimo, com reflexos em diversas obrigações.

    O que é o split payment e por que foi adiado?

    O split payment é um mecanismo que automatizará o recolhimento de IBS e CBS no momento da transação financeira: o sistema bancário separará automaticamente a parcela de tributos, e a empresa receberá apenas o valor líquido. A fase de testes foi adiada para 2027, dando mais tempo para as empresas se prepararem, mas o impacto no fluxo de caixa será relevante quando implementado.

    Quais pessoas físicas precisarão ter CNPJ a partir de julho de 2026?

    A partir de julho de 2026, precisarão se inscrever no CNPJ: produtores rurais pessoa física que realizem operações tributadas; transportadores autônomos de cargas; profissionais liberais como advogados, médicos e engenheiros que prestem serviços como pessoa física; e pessoas físicas que realizem operações no mercado imobiliário sujeitas à tributação pelo IBS e CBS.

    O cumprimento das obrigações acessórias de IBS e CBS é obrigatório em 2026?

    Sim. Conforme orientações da Receita Federal, mesmo que o recolhimento efetivo de IBS e CBS esteja dispensado durante 2026, o cumprimento das obrigações acessórias é obrigatório. Todas as empresas devem destacar IBS e CBS nos documentos fiscais eletrônicos. O descumprimento implica perda da dispensa de penalidades prevista para contribuintes que atendem as exigências do período de testes.

    Como as empresas devem atualizar seus sistemas para os novos campos das notas fiscais?

    Os softwares de emissão de notas fiscais precisam ser atualizados para contemplar os novos campos de IBS e CBS, seguindo o layout nacional da NF-e para 2026. Empresas que utilizam sistemas próprios ou de terceiros devem verificar com os fornecedores se as atualizações foram implementadas. O padrão é nacional, eliminando diferenças regionais nos documentos fiscais.

    Por Rodrigo Brustolin

    Sócio-fundador do Grupo BRA 360. Lidera frentes de consultoria estratégica, planejamento tributário e governança para empresas em crescimento.

    Sua empresa está preparada para as 5 mudanças fiscais de 2026?

    A BRA 360 Consultoria estrutura a estratégia tributária e financeira da sua empresa, modelando os impactos da legislação sobre a realidade da sua operação.

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    Fonte: Contábeis, 5 mudanças fiscais que impactam 2026